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Gênio brasileiro

Morre Oscar Niemeyer, o construtor de Brasília

Morreu na noite desta quarta-feira (5/12) aos 104 anos o arquiteto Oscar Niemeyer, que pemanecia internado desde o último dia 2 novembro no Rio de Janeiro. De acordo com boletim do Hospital Samaritano, a morte do arquiteto ocorreu em função de complicações de uma infecção respiratória.

Niemeyer, tido como o maior arquiteto brasileiro, é considerado um dos mais influentes na arquitetura moderna mundial. Entre suas obras estão o Supremo Tribunal Federal, o Superior Tribunal de Justiça, o Tribunal Superior do Trabalho, o Tribunal Superior Eleitoral e o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, todos localizados em Brasília.

Projeto do arquiteto, o STJ é o unico tribunal em que juizes ficam abaixo do povo. O plenário foi desenhado para os juizes servirem ao povo.

Ele teve obras de relevância no Brasil e no exterior. Entre as mais importantes obras do arquiteto, destacam-se a construção de Brasília; o conjunto arquitetônico da Pampulha MG); o Edifício Copan (SP); a Universidade de Constantine e a Mesquita de Argel, na Argélia; a Feira Internacional e Permanente do Líbano; o Centro Cultural de Le Havre-Le Volcan, na França; o Museu Oscar Niemeyer (PR); os Centros Integrados de Educação Pública (Cieps) e a Passarela do Samba (RJ); o Memorial da América Latina e o Parque do Ibirapuera (SP); e o Caminho Niemeyer (SP); além do Porto da Música, na Argentina.

Em nota, a presidente Dilma Rousseff lamentou o fato. "Poucos sonharam tão intensamente e fizeram tantas coisas acontecer como ele", afirmou. A presidente lembrou frases importantes do arquiteto e disse que o país perdeu um dos seus gênios.

Também em nota, o presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa manifestou sua solidariedade à família e aos amigos daquele que, segundo ele, foi um dos maiores gênios e artistas que o Brasil já teve. "A criação constante e revolucionária de novas formas de expressão arquitetônica fez de Niemeyer um dos grandes expoentes da arquitetura moderna mundial. Homem de hábitos simples, notabilizou-se pela defesa dos ideários de liberdade e a busca incansável pela dignidade da gente brasileira", afirmou.

O presidente do TST, ministro João Orestes Dalazen, ressaltou as obras criadas pelo arquiteto. “Niemeyer criou, entre tantas outras, as colunas do Palácio da Alvorada, que segundo o imortal pensador e escritor francês André Moreau, são as mais belas e originais que o gênio humano havia concebido desde as colunas gregas. Niemeyer projetou o prédio de praticamente todos os tribunais sediados em Brasília, inclusive este que hoje abriga condignamente o Tribunal Superior do Trabalho.”

Segundo Dalazen, Niemeyer lutava por uma sociedade mais igualitária. “Um homem solidário e não menos importante. Uma alma doce e afável. Tive ocasião em visitá-lo no Rio, como membro da comissão de construção desse prédio. Postulávamos o enxugamento da dimensão como ele havia originalmente concebido e que as salas de sessões passassem a contar com janelas que não haviam sido projetadas originariamente. Oscar Niemeyer acolheu prontamente a nossa reivindicação e tornou esse prédio, para o nosso maior conforto, não só um prédio belo, mas também funcional”, contou sua experiência junto ao arquiteto.

“Certamente, Oscar Niemeyer não morrerá. Eu diria, relembrando João Guimarães Rosa, que Oscar Niemeyer é daquelas pessoas que não morrem, ficam encantadas na obra universal e imorredoura, criativa, inventiva e singular no plano universal com que projetou a arquitetura brasileira. Portanto, ele viverá”, concluiu o presidente do TST.

O governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral decretou luto oficial de três dias no estado. O governador disse que "Niemeyer foi o maior arquiteto do Brasil. Um gênio da arquitetura mundial. Doce no trato, firme nas suas convicções e amado pelo povo brasileiro".

O presidente da OAB do Rio de Janeiro, Wadih Damous lamentou a morte de Niemeyer. “Foi um gênio da raça. Nunca perdeu de vista as suas convicções. Reafirmava, sempre, a sua crença nos valores do Socialismo. Um grande brasileiro que se vai”, afirmou Damous.

O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, afirmou que “Brasília chora por Niemeyer o mesmo sentido e saudoso dos órfãos”. Agnelo falou da importância de Niemeyer para Brasília. “Muito por mérito dele, nós, brasilienses, temos a graça de habitar uma cidade-monumento patrimônio cultural da humanidade”, disse.

Rio de Janeiro e Distrito Federal decretaram luto oficial pela morte do arquiteto. O corpo de Niemeyer será velado inicialmente no Palácio do Planalto, mais uma de suas grandes obras, em Brasília.

A partir das 15h será fechado para autoridades e familiares e, a partir das 16h, será aberto ao público que poderá prestar sua homenagem até as 20h.

Depois, o corpo volta para o Rio, onde será velado no Palácio da Cidade. O enterro do arquiteto está previsto para esta sexta-feira (7/12) no Cemitério São João Batista (RJ).

Revista Consultor Jurídico, 6 de dezembro de 2012, 11h30

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