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Contra a Constituição

Jornais do Egito não circulam nesta terça em protesto

Os jornais independentes, liberais e opositores egípcios não serão publicados nesta terça-feira (4/12) em uma paralisação em protesto contra a Constituição do país, que irá a consulta popular no próximo dia 15 de dezembro. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

As publicações consideram que o texto da Carta Magna restringe a liberdade de expressão. O projeto foi aprovado, na última sexta (30/11), pela Assembleia Constituinte e recebeu o visto positivo do presidente Mohammed Mursi.

Um dos veículos paralisados, o "Al Masry Al-Youm", emitiu comunicado dizendo que os jornais também rejeitam os decretos aprovados por Mursi em 22 de novembro, que aumentaram o poder do mandatário e causaram uma série de protestos violentos.

O jornal afirma que a greve "é o primeiro passo de uma série de medidas para proteger a liberdade da imprensa". Outros títulos que não saíram hoje são "Al Tahrir", "Al Watan", "Al-Youm al Sabea" e "Al Wafd".

Também em protesto, canais independentes de televisão, como a "ONTV", a "CBC" e a "Dream", anunciaram que deixarão as telas pretas em algum momento do dia, embora não tenham especificado quando interromperão as transmissões.

Os meios de comunicação protestam contra uma série de medidas da nova Constituição, que inclui medidas da sharia (lei islâmica). Dentre elas, a punição a críticas ao islamismo e sátiras ao profeta Maomé e à religião.

Nesta terça, a oposição também convocou manifestações contra Mursi, incluindo um ato no Cairo que seguirá até o palácio presidencial, em oposição ao texto que sofreu boicote de liberais e cristãos.

Revista Consultor Jurídico, 4 de dezembro de 2012, 12h53

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