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Eleições da OAB-SP

Apuração dos votos da OAB paulista é concluída

Terminou nesta segunda-feira (3/12)a contagem de votos para o comando da OAB de São Paulo. Com 59.770 votos (38,38%), o advogado Marcos da Costa foi eleito presidente da OAB paulista para o triênio 2013/2015. A eleição aconteceu no último dia 29 de novembro. A totalização dos mapas eleitorais foi concluída nesta segunda-feira pela Comissão Eleitoral da OAB-SP. Foram apuradas 216 urnas na capital e 535 nas subseções.

O segundo mais votado foi Alberto Zacharias Toron da Chapa 3 – Toron e Rosana – União para Mudar), que recebeu 54.819 votos (35,2%). A diferença de votos entre o primeiro e o segundo candidato foi  de 4.951. Ricardo Sayeg, da Chapa 2 – Sayeg, Hermes , Arruda Alvim – OAB 100% você, com 31.864 votos (20,46%), ficou em terceiro lugar.  Foram apurados, ainda, 1.914 (1,24% ) votos brancos e 7.360 (4.73%) de nulos.

Marcos da Costa atribuiu sua vitória ao trabalho feito pela atual gestão, ao empenho da militância de sua chapa e aos apoios que recebeu durante a campanha de grandes lideranças da advocacia, como do atual presidente da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D'Urso, e dos ex-presidentes do OAB e OAB-SP, Rubens Approbato Machado e José Roberto Batochio. "Essa não foi a eleição de um só candidato, mas de milhares de advogados que compõem um grupo político que vem trabalhando em prol da Ordem há nove anos”, disse.

Na nova Diretoria, Marcos da Costa terá como vice-presidente - Ivette Senise Ferreira (presidente do IASP); secretário geral - Caio Augusto Silva dos Santos (presidente OAB-Bauru); secretário-geral adjunto - Antonio Fernandes Ruiz Filho (atual conselheiro seccional) e tesoureiro - Carlos Roberto Fornes Mateucci (presidente do CESA). Para a presidência da Caixa de Assistência dos Advogados (Caasp) foi reeleito Fábio Romeu Canton Filho.

O candidato Ricardo Sayeg parabenizou a vitória de Marcos da Costa e ressaltou que foi um resultado democrático, em que prevaleceu a vontadade da advocacia. Para ele, a disputa lapidou as propostas gerais em favor da classe. Questionado sobre o que faltou para conquistar a vitória, Sayeg afirmou que também venceu: “Eu ganhei, conquistei mais de 28 mil votos”.

Em nota, a chapa encabeçada por Alberto Zacharias Toron, diz que a vitória de Costa dá aos que participaram da chapa "um mandato de oposição, encarregada da vigilância crítica, mas serena, da administração" da OAB-SP. "Há muito a fazer ainda, e o que foi feito não pode ser perdido. Vamos, agora, arregaçar as mangas e trabalhar firmemente pela advocacia paulista nos próximos três anos", diz o comunicado enviado por Toron.

Propostas
Das propostas de Marcos da Costa para a nova gestão, destaca-se a criação do Conselho Estadual de Justiça, que seria constituído com base no modelo vitorioso do Conselho Estadual de Justiça. Segundo o presidente eleito da OAB-SP, o conselho estadual viria reforçar a democratização do Judiciário, abrindo espaço para que a advocacia possa dialogar diretamente com este Poder, evitando conflitos como os que vêm se registrando com a implantação do processo eletrônico no Fórum João Mendes Júnior.

Costa também defende que a OAB tenha representação no Órgão Especial do TJ-SP, TRF-3, TRTs. Ele lembra que atualmente, a advocacia, representada pelo Conselho Federal da OAB, tem assento — sem direito a voto — no Conselho da Justiça Federal, responsável pela supervisão orçamentária e administrativa, por corrigir, uniformizar, integrar e aprimorar a Justiça Federal.

O presidente eleito da OAB-SP também pretende continuar a luta pela valorização da classe, seja resgatando o papel do advogado enquanto agente essencial à administração da Justiça e promotor da cidadania; seja no cumprimento das prerrogativas profissionais que, na verdade, asseguram os direitos e garantias dos cidadãos. Com informações da Assessoria de Imprensa da OAB-SP.

Veja abaixo a tabela com o resultado final da apuração:

Apuração Geral - Eleições OAB-SP 2012
ChapaTotal%
1Marcos da Costa - Trabalho pela Advocacia59770 38.38 %
2Sayeg Hermes Arruda Alvim - OAB 100% Oposição31864 20.46 %
3Toron e Rosana União para Mudar54819 35.2 %
BRANCOS1924 1.24 %
NULOS7360 4.73 %

 

URNAS APURADAS TOTAL 
CAPITAL/CENTRO216216 
SUBSEÇÕES535535 

Revista Consultor Jurídico, 3 de dezembro de 2012, 18h30

Comentários de leitores

16 comentários

Ah Tá!

Brecailo (Advogado Autônomo - Consumidor)

A verdade dói, não é Eduardo Oliveira. Só me esclareça onde você viu a OAB se manifestar neste espaço contra ou a favor de alguém para você dizer que não quer sua anuidade destinada para pagar indenizações?

Quem pagará a indenização???

Eduardo.Oliveira (Advogado Autônomo)

Colega Brecaillo,
Não gostaria de que a anuidade paga por mim fosse destinada a indenizar males cometidos por V. Sª. contra qualquer Advogado.
Se o senhor faz parte da composição da Diretoria (ou algo semelhante) da OAB/SP, aceito esse fato. Aceitamos o resultado decorrente de uma imperfeição do sistema, que propicia esses descalabros de eleger com a menor votação favorável dentro do universo de votos válidos.
Mas daí, termos de suportar indenizações... Aí são outros "quinhentos".
Que, pelo menos, o Sr. não compartilhe as más impressões - que certas condutas podem despertar nos demais leitores - com os demais Advogados; afinal, Advogado não "é tudo igual". Não aceito ser indevidamente rotulado em razão de uma conduta indevida.
Por favor, a nossa imagem (Advogados) já está bem desgastada.

Sei...

Brecailo (Advogado Autônomo - Consumidor)

rata-se de denúncia promovida pelo MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL contra MARCOS ALVES PINTAR, qualificado nos autos, em que lhe atribui infração ao disposto no artigo 340 do Código Penal.Narra a denúncia, em síntese, que o denunciado formulou à Procuradoria da República nesta cidade representação por crime de abuso de autoridade de servidor do INSS por ter impedido o denunciado, advogado, de consultar autos de procedimento administrativo; e que a representação foi arquivada, por conta de ausência de indícios mínimos de cometimento do crime.Sustenta a acusação que essa conduta configura o crime de comunicação falsa de crime, visto que o denunciado, na condição de advogado, sabia não ter ocorrido o crime.À denúncia, acostou a acusação as peças informativas de fls. 04/177.O Ministério Público Federal deixou de propor transação penal em razão dos registros criminais do denunciado (fls. 136/177).Regularmente citado (fls. 184/185), o denunciado apresentou defesa escrita no protocolo na data da audiência primeiramente designada (fls. 189/207), mas não compareceu ao ato (fls. 187).Na defesa escrita, em causa própria, informou o denunciado ter oferecido peça em apartado para oposição de exceção de suspeição da procuradora da república que subscreve a denúncia. No mérito, em síntese, sustenta o denunciado que é falsa a denúncia, visto que desde o início teve e ainda tem a convicção de que há crime de abuso de autoridade na negativa a advogado de acesso a autos de procedimento administrativo no âmbito do INSS.

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