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Ato simbólico

Câmara devolve 173 mandatos cassados pela ditadura

Na tarde de quinta-feira (6/11), a Câmara dos Deputados corrigirá uma injustiça praticada pelo regime de exceção que governou o país de março de 1964 a março de 1985. Em sessão solene no Plenário às 15h, serão devolvidos, ainda que simbolicamente, os mandatos populares dos 173 deputados federais cassados pela ditadura militar, dos quais somente 28 estão vivos. A homenagem é uma iniciativa da Comissão Parlamentar Memória, Verdade e Justiça, criada pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara. 

Presidida pela deputada Luiza Erundina (PSB-SP), a comissão foi instalada em março de 2012 para fornecer informações e fiscalizar os trabalhos da Comissão Nacional da Verdade. Foram os seus integrantes que sugeriram a homenagem aos 173 deputados federais cassados por atos de exceção, entre 1964 e 1977, sem o devido processo legal. O evento pretende resgatar a memória e a importância desses parlamentares eleitos pelo povo e impedidos de exercer o mandato por atos da ditatura.

Entre os homenageados estão Bernardo Cabral, Lígia Doutel de Andrade, Plínio de Arruda Sampaio, Almino Afonso, Marco Antonio Tavares Coelho e Ney Maranhão. Nem todos os parlamentares ainda vivos poderão comparecer à sessão solene e serão representados por familiares, assim como os que já morreram, como é o caso de Márcio Moreira Alves.

Durante a sessão solene, serão entregues aos ex-deputados ou a seus familiares documento em forma de diploma e broche de uso parlamentar. Também será exibido documentário produzido pela TV Câmara que evidencia os prejuízos trazidos ao país pelo fechamento do Congresso Nacional durante a ditadura e pela cassação dos mandatos parlamentares, numa reflexão sobre o papel primordial da representação política na democracia brasileira.

Na mesma data, logo após a sessão solene, será inaugurada a exposição Parlamento Mutilado: Deputados Federais Cassados pela Ditadura de 1964, que reúne imagens que retratam os momentos mais tensos vividos pelo Congresso Nacional entre 1964 e 1985. Também será lançado livro de mesmo título, de autoria dos consultores legislativos Márcio Rabat e Débora Bithiah de Azevedo, publicado pela Edições Câmara. Com informações da Agência Câmara.

Revista Consultor Jurídico, 3 de dezembro de 2012, 18h17

Comentários de leitores

3 comentários

forças armadas voltem

flavio (Outro)

Do jeito que esta a corrupção, Tiririca leva 8 nas costas e representa a cultura desse pais,greve nas universidades,caso Rosemeire, mensalão, previdencia social, saúde e educação no caos,matança de policiais no pais,PCCs em SP e bandidos no morro cariocas,Supremo dividido e condenados que se dizem inocentes,parlamentares querendo manter condenados no parlamento, já esta na hora de voltar os militares com outra roupagem e com mais aperfeiçoamento eles foram ostensivos um dia na vida hoje tem mais condições de cometer menos erros sem tirar a liberdade de ninguém.Cadê o patriotismo gente!E a copa também quantas benesses.

Este país é uma falácia

Gusto (Advogado Autônomo - Financeiro)

Quanto tempo perdido, quanta hipocrisia. Criaram mais um caminho para a indústria das indenizações. Que o povo prepare o bolso, pois os "familiares" dos que já viraram pó certamente a esta altura já esfregam as mãos e fazem plano para gastar o que certamente vão levar desse governo medíocre, instalado com a sanha felina da vindita, da revanche.

piada?

RAFAEL ADV (Procurador do Município)

Só pode ser brincadeira...
Devem estar com muito tempo livre..
abraço

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