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Reajuste acertado

Servidores do Judiciário terão aumento de 15,8%

Comentários de leitores

7 comentários

Aumento?

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Veja-se que um comentarista abaixo mencionou que vai diminuir o empenho porque acredita não estar devidamente remunerado. O que significaria isso no setor privado? Simples: demissão. O que ocorre no serviço público? Simplesmente nada. O sujeito fica anos "cozinhando" o serviço até se aposentar, enquanto nós amargamos o péssimo atendimento em todas as repartições públicas. E ainda querem aumento...

Fantasia

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Os servidores públicos brasileiros vivem uma fantasia. O Brasil, historicamente, paga 3 vezes mais do que o setor privado para desenvolver a mesma atividade. Prova disso é que temos no País dezenas de milhões de pessoas prestando concursos públicos, todos em busca de elevados rendimentos, pouca responsabilidade, estabilidade, farta aposentadoria, possibilidade de receber uma boa propina, etc., etc. Nos EUA, aqui citado a título de exemplo, os vencimentos médios dos servidores públicos é algo em torno de 1/3 dos trabalhadores da iniciativa privada, para desenvolver a mesma função. Mesmo considerando que várias categoria pública não recebem reajustes há vários anos, ainda assim os vencimentos podem ser considerados como elevados em comparação ao setor privado. O fato é que os servidores, em regra, vivem uma fantasia. Eles acreditam que, aprovados no concurso, o mundo acabou. Não é mais necessário estudar, buscar aperfeiçoamento, esforçar-se, demonstrar resultados. Os vencimentos elevados estão garantidos, e fim de papo. Vale um recado: comecem a trabalhar.

Público versus privado

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Simples, prezado Juacilio (Serventuário): é só voltar ao setor privado, motor da economia. Tenho certeza que será muito melhor remunerado, não é?

O Brasil tem o Governo que merece.

Juacilio (Serventuário)

Sou servidor do Judiciário. Estou a 6 anos sem reajuste salarial (recomposição). Agora vou trabalhar de acordo com o reajuste anunciado.

O Brasil merece o Governo que tem.

Juacilio (Serventuário)

Vou trabalhar na mesma medida do aumento.

Processo de "fritura"...

Dapirueba (Outro)

Se era realmente para conceder a reposição, para que demorar tanto tempo para abrir negociação. Ela conseguiu que a população se voltasse contra os servidores, em greve ou não, pelo simples fato de estarem postulando reposição da inflação, ou, em alguns casos, plano de cargos e salários. Conseguiu também, de reboque, a antipatia dos servidores em relação ao próprio PT. Um pouquinho de união dos servidores e o PT pode ver minguar suas prefeituras no pleito deste ano.
Ok. Os tempos estão bicudos e é hora de endurecer. Mas conceder reposição linear é muita injustiça. Servidores do Senado, só para dar um simples exemplo, foram agraciados com aumento em 2010 (Lei 12.300/2010); o Poder Judiciário da União conseguiu algo só em 2006 (Lei 11.416/2006).
Um analista legislativo do Senado ganha, em vencimentos iniciais, R$ 18.440,64; analista judiciário do PJU, pouco mais de 1/3 disso - R$ 6.551,52. Se formos computar funções comissionadas e outros penduricalhos, o abismo aumenta.
Resultado disso: os bons saem e ficam os acomodados (em todos os sentidos). Pela discrepância de vencimentos com outras carreiras, o Judiciário acaba ficando com as "rabeiras do concurso". Para os mais estudiosos, o PJU era um bom trampolim; hoje, nem isso consegue ser.

Bomba relógio

AMIR (Outros - Administrativa)

Os servidores do Judiciário amargaram 7 anos sem reajuste. Os do Executivo, 4 anos. É a precarização total do serviço público. O aumento linear de 15%, nos próximos 3 anos, não representará nada a mais do que a expectativa de inflação do período. O passivo ainda está aberto. É evidente que outra greve, com as mesmas proporções, eclodirá no final de 2013. Fechar os olhos será irresponsabilidade

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