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Acidentes em barcos

Vítimas de escalpelamento recebem indenização

No Amapá e no Pará, 41 vítimas de escalpelamento em barcos foram indenizadas desde 2009, quando foi iniciou-se o pagamento no Brasil. O dados foram divulgados pela Defensoria Pública da União nesta terça (28/8). O tempo médio de espera para receber a indenização é de dois a três anos. Os valores variam de R$ 13.500, em casos de escalpo total a R$ 7.500, para escalpo parcial.

Este tipo de acidente ainda é comum no norte do país, principalmente nos estados do Amapá e Pará, que concentram a maior número de casos registrados. O escalpelamento em barcos ocorre quando o couro cabeludo de uma pessoa é arrancado pelo motor de embarcações.

O subdefensor público-geral federal, Afonso Carlos Roberto do Prado, avaliou que a falta de conhecimento sobre os riscos de escalpelamento ainda é grande. “É uma questão de ordem educacional. As pessoas não conseguem ver o eixo do barco como um perigo iminente”, explicou.

O pagamento das indenizações integra o Projeto Itinerante de Erradicação do Escalpelamento, que prevê ações de prevenção aos acidentes e uma linha de crédito para modernização das embarcações.

A Defensoria, junto com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, fazem cirurgia reconstrutoras para as vítimas de escalpelamento. Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica indicam que pelo menos 300 pessoas tenham sofrido algum tipo de escalpelamento na região entre Belém e o estado do Amapá nas últimas décadas. Com informações da Agência Brasil.

Revista Consultor Jurídico, 29 de agosto de 2012, 18h45

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