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Comentários de leitores

11 comentários

Disparate!

 (Advogado Autônomo - Civil)

Um discurso sobremaneira acaciano, tal pedido ! Não tem sentido esse Brasil de cotas. Uma verdadeira segregação é o que se quer nesse país de jesus cristo. O que há de ser observado, seja ele ou ela escolhido, é se possui notável saber jurídico, se sempre pautou pela justiça, se é honesto, se possui ressonâncias humanas. Ora, que país é esse? Isso vindo da OAB soa ainda mais estranho... Sejamos sensatos! Temos de valorizar a competência, a inteligência, a sabedoria, e não a cor, a raça, o regionalismo ou qualquer outra coisa fora dos ditames necessários ao bom desempenho do cargo, que, diga-se, é de muita responsabilidade, haja vista o que estamos vendo no julgamento do Mensalão...

Não quero...

DBS (Assessor Técnico)

Não quero um Ministro negro. Nem branco. Nem homem. Nem mulher. Nem novo. Nem velho. Nem deficiente. Nem fisicamente incólume. Nem advogado. Nem promotor. Nem Juiz.
Quero apenas um Ministro com notório saber jurídico, reputação ilibada e que respeite e seja guardião da Constituição. Apenas isso.

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André Lucas Cardoso (Estudante de Direito - Criminal)

Maravilhoso comentário LHS!
Realmente é pertinente ressaltar o quão plural é a sociedade brasileira. A OAB-PE se esqueceu que sé existe uma raça neste país: a humana.
Não devemos distinguir a cor de pele e capacidade física e afins das pessoas para ocupar uma cadeira no STF, mas sim a capacidade de utilizar com inteligencia e perspicácia à luz da justiça, a aplicação dos princípios constitucionais para os casos sujeitos a julgamento na corte.

Post Scriptum

LHS (Advogado Sócio de Escritório - Criminal)

E até aqui a praga do "presidenta" chegou pra ficar... ah, a Novilíngua petista... quando é que as mulheres ficarão "doentas" e se farão "presentas"?

Meus quatro centavos

LHS (Advogado Sócio de Escritório - Criminal)

Em relação à presente "matéria" (explicarei as aspas oportunamente) faço as seguintes considerações:
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1. Trata-se do magistrado que proferiu decisão proibindo todos os jogos de azar no país, já noticiada neste site: http://www.conjur.com.br/2008-jan-31/juiz_manda_pf_acabar_jogos_azar_pais
.<br/>Tal decisão, por si só, não me parece ser um bom cartão de visitas para um candidato ao STF, por seu manifesto descompasso com a realidade.
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2. Na esteira do item anterior, tal magistrado aparece com invulgar frequencia em matérias publicadas neste site, sabe-se lá por que razão. A natureza obsequiosa desta "matéria" (apócrifa, e daí as aspas) também me parece inusitada para um órgão de imprensa sério.
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Inevitável a pergunta: por que este juiz federal em particular, e não outros tantos que da mesma maneira muito honram a Justiça Federal com seu labor diário?
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3. Chegamos, assim, no principal: se o que distinguiria esse juiz é tão-somente sua condição de portador de deficiência, tal como a "matéria" dá a entender, não é por tal motivo que sua candidatura deve prosperar.
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O STF não é lugar de representação de maiorias ou minorias, é lugar onde se desenvolve a jurisdição constitucional. O que determina (ou ao menos deveria, mas aí é assunto pra outro comentário) a aptidão de um postulante ao cargo de Ministro do STF é sua capacidade de melhor interpretar a CF/88 de acordo com seus princípios e com as necessidades sociais. O que é secundário (condição pessoal) não pode se sobrepor ao principal (notório saber jurídico).
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4.Por fim, a provocação: por que não termos antes um oriental, ou um transsexual, ou um índio no STF? No andar dessa carruagem, 11 cadeiras serão pouco para tantas minorias presentes numa sociedade plural como a nossa...

errata e observações

Ramiro. (Advogado Autônomo - Criminal)

Há um rol considerável de nomes aptos a honrar o STF. Quanto a falar de corda em casa de enforcado. Queriam um negro no STF, e depois foi a campanha por magistrado de carreira... Estamos em "papado petista", e então é analisar os votos na ação penal 470. Talvez, considerando o espírito de revanche humano, talvez algum nome de saber jurídico incomum, que antes fosse parte do rol daqueles que não convinha colocar no STF para não afetar desnecessariamente suscetibilidades, talvez algum mega expoente do Direito Constitucional possa ter sua vez agora. Talvez tenham chances nunca iguais as de agora Luis Roberto Barroso e Lenio Streck. Isso se ninguém começar campanha aberta por seus nomes, injunções junto ao Planalto e afins.

E assim se queima um bom nome...

Ramiro. (Advogado Autônomo - Criminal)

Sem entrar de modo algum nos méritos do indicado, analisando friamente pelo viés da política. Colocar bons nomes em evidência e expô-los à mídia tem sido tática antiquíssima de queimar bons nomes ao STF.
Pelos critérios constitucionais há um rol considerál de excelentes jurístas, com profundo conhecimento e várias publicações em direito constitucional.
A propósito, péssimo momento para falar de ações afirmativas no STF, em "papado petista", visto a Ação Penal 470, é não apenas falar de corda, mas trazer corda e querer ensinar como se faz o nó de forca em meio de almoço de domingo em casa de enforcado... Atribuem a Napoleão a frase: "Livrai-me Deus dos amigos, que dos inimigos cuido eu mesmo...".

Vanguarda!

Ricardo T. (Outros)

Parabéns para nossa OAB, agindo na Vanguarda. Vamos apoiar o movimento. Aqui em Minas já estou distribuindo o manifesto. Vamos juntos colegas!

De fato, quanta bobagem

Valdecir Trindade (Advogado Autônomo - Trabalhista)

Impressionante como essa doutrina da ação afirmativa tem passado dos limites. Entendo que os critérios para nomear juizes da suprema corte estão contidos na Constituição Federal e não há porque arredar o pé dos mesmos. Qualquer juiz que venha a ser nomeado com base nos referidos critérios, envergarão, em tese, os predicados para tomar conhecimento das demandas de todos os brasileiros, independente de sexo, cor, idade, raça, religião,ideologia ou limitações fisiológicas, psicológicas, etecétera. Até porque, se assim continuar teremos que aumentar as cadeiras do STF, pois virão demandas dos índios, dos descendentes de asiáticos e tudo o mais. Chega de atrapalhar gente. Vamos prestigiar o que de fato deve ser prestigiado: NOTÁVEL SABER JURÍDICO e REPUTAÇÃO ILIBADA.

Visão equivocada

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Quanta bobagem junta. O fato de um jurista ser "deficiente", negro, branco, homem, mulher, homossexual, não o torna mais ou menos capaz de decidir de forma isenta e técnica. O contrário só seria verdadeiro se a decisão fosse embasada nas vivências pessoais e ansiedades do julgador, o que não é o caso do sistema jurídico brasileiro, na qual o que importa é a lei e a Constituição.

"escolha acertada"

Dr. Rafael Pavarina (Outros)

Nada mais inteligente poderia ser feito, afinal os certames por ai afora têm como requisito de regularidade a preservação de um percentual destinado aos candidatos deficientes.
Uma escolha como essa, seria a confirmação dos direitos humanos das pessoas deficientes, ao passo que teríamos um representante desta classe social na corte suprema do país, influenciando diretamente na evolução positiva da jurisprudência.

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