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Constituição e Poder

Jean Baudrillard e o mensalão em tela total

Comentários de leitores

8 comentários

A Justiça Federal contra a Transparência e a Democracia

Simone Andrea (Procurador do Município)

Mais uma vez esse senhor vem mostrar sua aversão, que é da Justiça Federal também, à publicidade dos atos processuais, direito fundamental de que não podemos abrir mão em hipótese alguma. Des. Néviton mostra toda a sua aversão ao povo e ao que vem do povo, como se este, de quem emana todo o Poder, fosse a plebe rude, súdita da "nobreza" que transitoriamente ocupa cargos. Quanta arrogância intelectual supor que só os juízes (!) e advogados das partes num processo têm conhecimentos para formar uma convicção! E, pior, o Des. Néviton, com seus sofismas, tenta nos fazer acreditar que: a) a publicidade da Justiça tem que ser restrita; b) a liberdade de manifestação do pensamento tem que ser restrita; c) a imprensa não pode ser livre. Não se enganem; é isso o que ele propõe. E a quem interessam suas propostas? Certamente, tubarões corruptos que não querem ser incomodados pelo povo, enquanto trabalham sua absolvição indevida; a magistrados que, mesmo impedidos ou suspeitos, insistem em julgar causas; a figuras que só obtiveram destaque profissional por suas relações, e não por seus méritos. O interesse do povo? Ora, o povo...

Censura?

Samuel Cremasco Pavan de Oliveira (Advogado Autônomo)

O distinto autor gostaria que se instituisse a censura, ou, eufemisticamente falando, a "restrição da liberdade de informação"? É o que seu prolixo artigo dá a entender, especialmente quando, ao final, parece lamentar a impossibilidade de "controlar o fluxo de informação".
O que quer o autor? Que a imprensa (ou "mídia", como prefere) silencie ou se limite a reproduzir notas oficiais sobre um julgamento da importância desse da AP 470? Que não se emitam opiniões sobre fatos públicos e notórios (sendo que alguns inclusive foram divulgados inicialmente através da própria imprensa, digo, mídia)? Que que a imprensa, digo, mídia, noticie e comente somente o que ocorre no âmbito dos Poderes Executivo e Legislativo, deixando o Judiciário "em paz"???
Oras... Tanta cultura para criticar a liberdade de imprensa e de expressão?! Que desperdício...

Consistências para um tema sem consistência jurídica.

Citoyen (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

Afirmo que o TEMA não possui consistência jurídica, na medida em que o MENSALÃO se transformou num processo que já foi, quase totalmente, reproduzido pela mídia, ao longo de anos.
Seus ATORES principais e os COMEDIANTES que dele participaram, JAMAIS pertenceram a um esquema que não se abriga no lingua portuguesa, isto é, o MENSALÃO.
Na realidade, o que SEMPRE HOUVE se denomina MESA FARTA e os que dela participaram ou participavam eram os MENSALISTAS ou MENSÁRIOS.
Daí, a fácil conclusão da D. Procuradoria em classificar os Participantes de QUADRLHA. Não houvesse quadrilha e não havia MENSÁRIOS.
Porque a QUADRILHA nada mais é que UM GRUPO, um BANDO, sendo mais que 4, que dançam a MESMA MÚSICA ou suas VARIAÇÕES HARMÔNICAS e HETERÔNOMAS, isto é, em cuja liderança normativa não mais que um FANTASME -FANTÔME- expedia as orientações. Aliás, certa vez foi visto saindo da sala, por trás de uma cadeira!
Quanto à intervenção da MÍDIA, é de lembrar, ao invés de se buscar a ilegitimidade das composiçóes ou decomposições DOUTRINÁRIAS, que, com SCALIA ou sem SCALIA, foram os MAGISTRADOS brasileiros que BUSCARAM, vorazmente, a MÍDIA, como o fizeram o LEGISLATIVO e as RELIGIÕES, sendo o Estado brasileiro laico.
E buscarem a mídia também o fizeram os "Doutrinadores" e os "Juristas" brasileiros que, por 10 minutos de exposição, JAMAIS informaram aos "OUVINTES" ou "TELESPECTADORES que NOS VEEM" que a OPINIÃO por eles enunciada era mera cogitação teórica que poderia NÃO SE CONFIRMAR com os FATOS.
Mas o que me choca, no entanto, é NOTAR que se busca, agora, fazer que o FILHO gerado NÃO TENHA um PAI, quando a paternidade está na própria INSTITUIÇÃO e em seus REPRESENTANTES, que não recusam qualquer possibilidade de falarem aos microfones ou diante de câmeras.

Quem julga?

Neto (Advogado Autônomo - Dano Moral)

O articulista dá a impressão de que o julgamento do mensalão se dá apenas num nível jurídico e de que o resto da sociedade não teria condições de julgá-lo porque não teve acesso aos autos. O julgamento político dos envolvidos não depende, de fato, apenas do acesso autos, é julgamento que se dá pelo sentimento de repulsa contra atos de corrupção jamais vistos na nossa república. A questão da verdade no processo jamais foi resolvida pelos juristas, entre a verdade real e verdade formal há uma discussão interminável. O articulista parece ser adepto da máxima "o que não estar nos autos não está no mundo". Se eu não li os autos, se eu não sou operador do direito logo seria eu incapaz de manifestar (julgar) os comportamentos dos mensaleiros. Ora, o julgamento do mensalão está mais dentro de uma simbologia do que propriamente um julgamento nos moldes tradicionais. O STJ antes de ser um tribunal jurídico é um tribunal verdadeiramente político e isso faz que mídia surja como um mecanismo mais atuante do comportamento dos ministros. Dentro desse debate talvez o articulista pudesse nos explicar juridicamente (didaticamente)por que o Ministro Toffoli, ligado de forma umbilical e geneticamente falando ao governo do PT, pode acessar aos autos sem do mensalão sem que seja rotulado de "imparcial".

Banalização midiática

- Antonio Cesar - (Procurador Federal)

Creio realmente estar havendo uma banalização midiática dos julgamentos. Mais proveitoso seria se houvesse uma edição, para então transmitir ao público o pensamento do Tribunal via trechos de votos dos Ministros, não esse show de exposição.

Visão lúcida, madura e apta ao STF

Ruy Samuel Espíndola (Advogado Sócio de Escritório - Eleitoral)

Presidente Dilma:
Vou ficar chato, mas preciso, a partir desse espaço, pedir-lhe.
Mais uma vez, o nobre articulista, com esse fantástico artigo, mostra, sem o querer, o quanto é qualificado para integrar a Suprema Corte brasileira.
Precisamos, no lugar dos Ministros Peluso, Britto, ou Celso de Mello, que saem entre setembro a janeiro, de um "Ministro" como o Desembargador Néviton.
Precisamos de conhecimento, maturidade, segurança, personalidade, sensibilidade, discernimento, firmeza, seriedade e independência. Tudo este articulista tem mostrado.
Néviton Guedes já para o STF!

Desembargador

Observador.. (Economista)

Como sempre, muito lúcido em suas opiniões. Me permita acrescentar que a sociedade espera que os Ministros se comportem da forma como o texto aponta ser a correta.
Com isenção, baseados nos autos e sem ideologias a ditar suas condutas.Apenas a lei.

O que estava faltando...

Raphael Luiz Piaia (Advogado Autônomo)

Apesar de eu ser partidário dos julgamentos televisionados, o artigo está ótimo!

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