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Milionário é condenado por roubar a própria empresa

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A Justiça de Londres condenou o milionário Asil Nadir a 10 anos de prisão por ter roubado o equivalente hoje 60 milhões de libras (quase R$ 200 milhões) da própria empresa. Nadir era o principal acionista e diretor-executivo do conglomerado Polly Peck International, conhecido como PPI na Inglaterra. O grupo teve seu auge na década de 1980 e faliu em meados dos anos 1990.

A sentença foi anunciada nesta quinta-feira (23/8) por um juiz de Londres, 25 anos depois do primeiro roubo, cometido em 1987. Ao todo, Nadir foi condenado por 10 roubos, o último deles cometido em 1990. De acordo com a decisão, ele deve cumprir metade da pena atrás das grades e o resto, em liberdade condicional.

O empresário, de origem turco-cipriota, tem 71 anos. Até hoje, ele não havia sido condenado porque estava refugiado em Chipre, de onde é cidadão e não podia ser extraditado. Ele voou para o país em 1993, para escapar do julgamento que já estava marcado para setembro do mesmo ano. Em 2010, retornou à Inglaterra e só então o processo contra ele voltou a correr.

O juiz que assina a decisão considerou que o empresário já era um homem bastante rico e roubou milhões da empresa por ganância, para satisfazer extravagâncias do seu estilo de vida já extravagante. Chegou até a usar o dinheiro roubado da empresa para fazer doações para instituição de caridade. Para o juiz, os roubos contribuíram para que a empresa falisse.

Na decisão, o julgador considerou o milionário um empresário extremamente habilidoso que, com o sucesso da sua empresa, beneficiou pessoas pelo mundo todo. E aproveitou para explicar algo que Nadir deveria saber: “O sucesso da empresa foi, de muitas maneiras, o seu sucesso. Mas o dinheiro da companhia não era seu”.

O empresário se declarou inocente das acusações. Logo após o anúncio da sentença, a mulher dele declarou à imprensa britânica que o marido vai recorrer da condenação.

Clique aqui para ler a decisão.

 é correspondente da revista Consultor Jurídico na Europa.

Revista Consultor Jurídico, 23 de agosto de 2012, 16h01

Comentários de leitores

3 comentários

Errata e 'consertata'

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

(...) 'OU' no que se transformou e não (o que) se transformou. I'm so sorry.

Que susto !

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

Puxa, por segundos pensei que essa decisão fosse aqui da 'terrae brasilis'. Ainda bem que tudo não passou de um pesadelo. Com 71 anos o 'Robin Hood' vai ficar 5 vendo o sol nascer quadrado. Isso não é justo. E o princípio da dignidade humana,que beneficiou o juiz Lalau,onde fica ? Bem, por aqui sabemos onde ficou (o no que se tran$formou). Como o caso se passa na Inglaterra , o "buraco" lá é bem mais embaixo - refiro-me , é claro, a vasta rede de metrô que por lá grassa- rasgando todo o país e dando alguns exemplos de seriedade ao resto do mundo.

Interessante...

Vinícius Weiller dos Reis (Estagiário - Criminal)

Enquanto isso, no Brasil...

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