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AP 470

Peluso nega que tenha conversado sobre antecipar voto

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O ministro Cezar Peluso, do Supremo Tribunal Federal, contestou, na noite desta quarta-feira (22/8), por meio da assessoria de comunicação do STF, a notícia de que tenha tratado com quem quer que seja sobre a possibilidade de adiantar ou não seu voto no julgamento da Ação Penal 470, o processo do mensalão.

“É tudo mentira”, disse Peluso, segundo a assessoria, em referência à informação publicada na imprensa nesta quarta-feira, afirmando que o ministro comentou com um interlocutor no tribunal que pretende apresentar seu voto integral sobre os 37 réus da Ação Penal 470, em desacordo com a metodologia  de votação fatiada, por  itens da denúncia, proposta pelo relator e adotada pelos demais ministros. Peluso, no entanto, não entrou no mérito se irá ou não adiantar seu voto.

O ministro se aposenta compulsoriamente no dia 3 de setembro quando completa 70 anos, isto é, antes do fim do julgamento. A reportagem publicada por O Globo havia informado que um interlocutor do ministro disse que Peluso só não anteciparia seu voto integralmente caso a ideia não fosse bem recebida pelos colegas em Plenário.  

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ayres Britto, também negou que Peluso tenha comunicado sobre como pretende proceder no julgamento da Ação Penal 470 antes de se aposentar. “Peluso me disse: não conversei nem com minha mulher sobre isso”, afirmou Ayres Britto na noite desta quarta.

Antes, na terça-feira, o ministro Joaquim Barbosa, relator do processo, havia defendido o direito de Peluso adiantar seu voto. No mesmo dia, o ministro Ayres Britto declarou que a decisão de votar ou não cabia ao colega. “Fica a critério dele”, afirmou Britto.

Nesta quarta-feira, o ministro Marco Aurélio discordou da opinião dos colegas, ao declarar que era “impensável” um membro da corte adiantar seu voto na íntegra antes que o relator procedesse à leitura das suas conclusões.  

 é repórter da revista Consultor Jurídico em Brasília.

Revista Consultor Jurídico, 22 de agosto de 2012, 20h37

Comentários de leitores

2 comentários

Últimos dias

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Peluso até para sair cria polêmica.

Pelo uso

Armando do Prado (Professor)

Já vai tarde ministro. Não deixará saudade.

Comentários encerrados em 30/08/2012.
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