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Urna eletrônica

TSE apresenta novo sistema que reforça sigilo do voto

O Tribunal Superior Eleitoral informou nesta quarta-feira (15/8) que o novo sistema de votação eletrônico já está aberto para análise dos partidos, Ministério Público e OAB. Segundo a corte, o novo sistema reforça o sigilo do voto, dispõe de operações computacionais sofisticadas e impede a reconstrução da sequência dos votos a partir da dedução das informações.

A necessidade de fortalecer a aleatoriedade da sequência dos votos foi detectada durante a segunda edição dos Testes Públicos de Segurança no Sistema Eletrônico de Votação, em março deste ano, segundo o TSE. O primeiro teste de segurança no sistema ocorreu em novembro de 2009.

Segundo o secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Giuseppe Janino, os testes deste ano identificaram que o embaralhamento do registro digital do voto precisava de um algoritmo mais forte, o que foi desenvolvido imediatamente após os testes.

De acordo com o TSE, todos os testes foram baseados em técnicas utilizadas internacionalmente. Uma delas é o DieHard, um teste de aleatoriedade que verifica a efetividade do embaralhamento de sequências. Também foram utilizadas regras estabelecidas pelo Nist, instituto de padronização norte-americano em tecnologia da informação.

Participaram profissionais independentes, acadêmicos e pesquisadores ligados a universidades, órgãos públicos e instituições técnico-científicas. Os integrantes do Grupo 1, formado por servidores da Universidade de Brasília (UnB), conseguiram refazer o sequenciamento dos votos apresentados pelo Registro Digital do Voto (RDV). No entanto, o grupo não conseguiu quebrar o sigilo dos votos.

Os votos digitados na urna são gravados de forma aleatória, a partir de um algoritmo computacional. O teste da equipe da UnB conseguiu, a partir do RDV, refazer a ordem com que os votos foram digitados, mas não conseguiu identificar os eleitores que efetivamente digitaram os votos no equipamento.

Segundo o TSE, o novo sistema aprimorou esse algoritmo de embaralhamento do registro digital, dificultando ainda mais o reordenamento dos dados e tornando o voto ainda mais seguro. Com informações da Assessoria de Imprensa do TST.

Revista Consultor Jurídico, 16 de agosto de 2012, 8h23

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