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Fraude em Parecer

Justiça afasta diretora e gerente de Ministério

A Justiça Federal no Distrito Federal determinou o afastamento imediato de uma diretora e de uma gerente do Ministério das Cidades acusadas pelo Ministério Público Federal de fraudar parecer técnico que respaldava a escolha do VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos) para Cuiabá. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

A liminar foi expedida na última quinta-feira (9/8). Na semana passada, a Justiça Federal em Mato Grosso já havia mandado suspender o contrato para a implantação do VLT, principal obra de mobilidade urbana prevista para a Copa do Mundo de 2014 no Estado, orçada em R$ 1,47 bilhão.

De acordo com a acusação, até o início de 2011, o modal de transportes escolhido para Cuiabá era o BRT, um sistema de vias exclusivas para ônibus articulados, com custo orçado em 25% do VLT.

A Procuradoria afirma que a troca do BRT pelo VLT foi aprovada mediante um parecer técnico fraudado pela diretora de Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades, Luiza Gomide de Faria Vianna, e pela gerente de projetos da diretoria, Cristina Maria Soja.

O Ministério Público Federal afirma que um técnico da pasta já havia redigido uma nota técnica informando que o projeto do VLT enviado pelo governo de Mato Grosso ao Ministério das Cidades apresentava prazos de execução e viabilidade inconsistentes com o calendário da Copa, além de ser muito mais caro.

Segundo a Justiça Federal, Vianna e Soja substituíram a nota técnica original, contrária à mudança, por outra, favorável à proposta. Elas apenas teriam mudado a data do documento, mantendo inclusive a numeração da nota.

Luiza Gomide e Cristina Maria também vão responder por prestar informações falsas ao Ministério Público de Mato Grosso.

A diretoria de Mobilidade Urbana é responsável pela análise técnica de projetos da Copa do Mundo que somam mais de R$ 30 bilhões.

Se condenadas, as servidoras podem perder a função pública, ter os direitos políticos suspensos por até cinco anos, pagar multa e ficar proibidas de contratar com o poder público por até três anos.

O Ministério das Cidades informou que ainda não foi notificado. Segundo a assessoria da pasta, Vianna e Soja vão recorrer da decisão judicial por meio de advogados particulares e só vão se manifestar em juízo.

Revista Consultor Jurídico, 14 de agosto de 2012, 22h03

Comentários de leitores

1 comentário

CENSURA JÁ!!! ou, chamem o AMARAL NETO!

Richard Smith (Consultor)

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Mais dois probos e honestos funcionários deste governo "que aí está" colhidos na engrenagem desta imprensa (perdão, Mídia!) "marronzista" e "calunienta", como diria o nosso ídolo maior (depois de Macunaíma, claro) ODORICO PARAGUASSÚ!
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Até aonde isto irá, pergunto-me eu! Aonde aquela boa e saudável imprensa que deveria estar cumprindo o seu DEVER e dando o devido destaque e concitando a este povo moreno "num só coração", a comemorar o brilhante resultado do Braziu nas Olimpiadas? Ou o adiantamento das obras do PAC ou ainda, o imenso avanço do ensino no País (SÓ 38% de "analfabetos funcionais" no ESNINO SUPERIOR!).
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É um absurdo! A correr este trem não restará mais nenhum funcionário no governo! É um verdadeiro atentado à SEGURANÇA NACIONAL!

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