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Comentários de leitores

4 comentários

Só visam o lucro

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Ainda ontem eu lembrava junto com um colega que na época em que ingressei na Faculdade de Direito, em 1997, alguns colegas ingressaram na PUC-SP, em uma época na qual não havia essa indiscriminada proliferação de cursos jurídicos. A PUC, na época, era considera como a melhor entre as privadas, ao menos em São Paulo. A mensalidade, na época, eram em torno de 1 mil reais. Passados quase quinze anos, vemos "faculdades" hoje cobrando valores extremamente módicos a título de mensalidade, as vezes inferior a um salário mínimo. Certamente que essa valor extremamente baixo, que mesmo assim acaba gerando um imenso lucro em favor do dono da "faculdade" é obtido remunerando parcamente os professores, afugentando os bons profissionais do direito que eventualmente estão dispostos a ensinar.

Baixos vencimentos

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Na verdade, o que falta no ensino jurídico no Brasil é salário aos professores. Eu que sou advogado especializado em matéria previdenciária, com extenso conhecimento em processo civil e direito previdenciário, já fui chamado algumas vezes para ministrar aulas. Além do convite ter para atuar de forma "genérica" como professor, ou seja, para ministrar aulas "na medida das necessidades do curso, independentemente da matéria", os valores pagos por aulas eram tão baixos que sequer me animei em dar uma resposta. O fato é que embora os profissionais mais qualificados não se sujeitam a trabalhar "quase de graça", uma vez que isso implica em sérios prejuízos ao se deixar de se trabalhar em outras áreas mais remuneradas, como a advocacia, a função de professor acaba sendo desenvolvida por aqueles que, de outra forma, não teriam qualquer remuneração. Isso afasta do ensino jurídico os profissionais mais qualificados, que já obtiveram sucesso em suas áreas de atuação e tem muito a ensinar aos mais novos.

Ou talvez...

Robespierre (Outros)

seja fruto de sua origem: direito nasceu para servir aos poderosos aqui em Pindorama. E continua servindo à elite separatista e predadora. Vejam que os que furtam bagatelas são enjaulados, já os que roubam bilhões são considerados heróis, ou não Daniel Mendes?

ensino jurídico e monopólio de pobre

daniel (Outros - Administrativa)

Parabéns pelo artigo sobre o ensino jurídico.
Vários MPs já disponibilizam nos editais exigência de conhecimento de formação humanística, e agora a Magistratura.
Lado outro, a Defensoria quer ter monopólio de pobre e usa o concurso como patrulhamento ideológico, logo não é digna de elogios.

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