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Comentários de leitores

4 comentários

Miopia e tiro no pé

Paula Della Martha (Advogado Autônomo - Trabalhista)

Aperfeiçoar sempre! (refiro-me a treinamento e capacitação, tanto dos membros quanto da carreira de apoio, e aquisição de novas ferramentas e tecnologias) Dinheiro não deve faltar para isso. Já aumentar o número de membros não condiz com a realidade. A maioria dos AU's que conheço trabalha pouquíssimo, em comparação com a média de outros ramos, mesmo jurídico-públicos. Conheço um que só dá meio expediente e, mesmo assim, dá conta do recado, fazendo um trabalho senão excelente, pelo menos aceitável. Contratar mais gente com dinheiro público diante de um cenário desse é acintoso. Sem falar que é um tiro no pé: a carreira vai se agigantando e ficando pesada em termos orçamentários, o que causa natural limitação para pleitos remuneratórios justos.

Concurseiros

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

A voracidade dos chamados "concurseiros" em relação a mais cargos e vencimentos elevados, sem muita preocupação em propiciar contrapartida em favor da sociedade, é algo realmente extraordinário. Nenhum país desenvolvido tem uma estrutura burocrática tão grande e bem remunerada como no Brasil, mas o que se vê por aqui é um serviço público sofrível, e uma enorme carga tributária visando remunerar todo esse pessoal. Há 200 anos a Corte portuguesa aportou por aqui, fugindo de Napoleão Bonaparte. Era composta pela família real, e de mais 8 mil bajuladores, mercenários, assassinos profissionais e toda espécie de desajustados que viram na vida na Corte uma forma fácil de sobreviver, embora muitos deles se intitulavam de "nobres". Os séculos se passaram e o Brasil não conseguiu ainda se livrar dessa ideia de manter um enorme corpo burocrático de elevada ineficiência, muito mais preocupado em obter vencimentos elevados e vantagens não extensíveis aos "comuns" do que em realmente prestar um bom trabalho.

Tenho dúvidas

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Há alguns dias trabalhei em um embargos à execução interpostos pela AGU em favor do INSS, cujo valor era de dezenove reais e alguns centavos. Será que há mesmo falta de pessoal?

Gastar desenfreadamente

JrC (Advogado Autônomo - Civil)

Em dias que exigem gestão inteligente, com dedução de gastos públicos e maior eficiência com a estrutura que já se possui, ainda vemos discursos exigindo ampliações dos gastos como se o dinheiro dos cofres públicos fosse algo infinito - com a população ganhando uma porcaria de salário com pouca contraprestação por parte de TODOS os serviços públicos.

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