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Vida de ministra

"Tenho trabalhado 18 horas por dia", afirma Cármen Lúcia

Comentários de leitores

9 comentários

de duas uma

joão gualberto (Advogado Autárquico)

Ou o Supremo continua julgando de tudo, até se uma causa é de pequena significância ou se um papagaio apreendido pelo IBAMA deve ou não ficar com sua dona, e assim, nem 111 ministros bastam; ou o Supremo se torna uma corte realmente constitucional, de causas fundamentais da República, tal como a corte americana (modelo sempre invocado), que há mais de duzentos anos existe com nove juízes (juízes !) e os onze ministros bastarão. Mas, talvez seja preciso alterar o modo de indicação. Nâo é possível, como vai acontecer breve, que uma facção política tenha no Supremo quase todos os ministros por ela indicados, no caso, os indicados por Lula e os que serão indicados por sua sucessora Dilma, considerando que a sabatina do Congresso geralmente é pífia, comparada com a do Senado americano que já rejeitou indicações.

Latim

Observador.. (Economista)

De fato, como lembra Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)- com um toque de latim no final - este é o dia a dia de milhares de brasileiros.E a sobrecarga no Judiciário, em instâncias inferiores, também chama a atenção.

Dominação e poder

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

A situação atual do Supremo Tribunal Federal interessa aos donos do poder nesta República. Veja-se que o caso do Mensalão já tramita há 7 longos anos, e só agora se avizinha o julgamento, ainda assim pelo fato de ter surgido no seio da sociedade uma enorme pressão para que o caso tivesse andamento. Quanto mais ineficiente for o Supremo (e quando digo ineficiência estou me referindo a Ministros dormindo em plena sessão de julgamento, assessores decidindo no lugar dos julgadores, etc.), com competência originária para julgar os maiores saqueadores dos cofres públicos, melhor para os detentores do poder. Quem sofre é o povo, que precisa da intervenção do Judiciário para restabelecer a ordem natural das coisas, nos termos do ditado pela Carta da República, e acaba ficando privado de julgamentos céleres e adequados sob o aspecto da isenção devido à manutenção do "status quo" em benefício de alguns poucos.

A fogueira das vaidades e modernização da Corte

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

O cerne da questão todos evitam dizer: o STF não pode mais continuar com onze ministros. Apenas para efeito de comparação, o equivalente ao STF brasileiro na Alemanha possui quase quinhentos julgadores. O número de onze ministros funcionava bem quando a maior parte das questões no Brasil eram resolvidas "na bala", e apenas alguns poucos casos chegavam à Suprema Corte. Hoje a realidade é bem outra, muito embora os próprios Ministros ofereçam ferrenha resistência quando o assunto é adequar a estrutura da Corte à real demanda. Na fogueira de vaidades, preferem ser 1 entre 11, do que 1 entre 200.

É difícil fazer o que a maioria faz

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

Trabalhar 18hs. por dia é desumano. Entretanto DEUS nos dá 24HS a cada dia e destas, muitos,mas muitos milhares de brasileiros cumprem quase o mesmo castigo. Trabalham 8 ou dez e passam as outras oito horas em trânsito nos ônibus abarrotados/metrôs ou mesmo andando, por falta de recursos para gastos com transporte. É claro que há uma diferença. A Ministra trabalha 18hs, MANDANDO, em ambientes aconchegantes, com refrigeração cafezinho,motorista, muita educação e cordialidade. O povão sai do 'basquete'suado,enfrenta filas, ouve palavrões, é empurrado nos trens e as mulheres molestadas por outros infelizes que também peregrinam e, cuja 'diversão', para enfrentar a mesmice, passa a ser essa (encostar no traseiro das coitadas) e ao final, muitos(as) ainda tem de cuidar dos afazeres domésticos; dar banho nas crianças; buscá-las nas creches, etc. com uma pequena agravante: "O salário, "ó" ! É, nada como estar passando pelo que 'os menos iguais' passam para se dar conta de como se é feliz, sem perceber. "Ardentibus in anus outrem, refrigeratum est'.

Mudanças

Othon Fialho Blessmann (Advogado Autônomo - Civil)

O julgamento do mensalão está sendo útil no sentido de demonstrar falhas de nossa legislação.Qualquer advogado sabe da inutilidade das alegações orais:os julgadores lêmm jornais;se comunicam via digital;dormem,etc.Um ministro do STF declarou que nenhum julgador muda o voto pela sustenção oral.Aliás,normalmente os votos já estão redigidos pelos integrantes do"staf" dos julgadores.Vamos poupar tempo.Que a participação das partes encerre nos memoriais.Não há necessidade de espetáculo.

Pede para sair!

Silvio Cesar de Souza ()

Tenho 15 anos de advocacia no Vale do Paraíba, interior de São Paulo, nesse tempo todo trabalho todos os dias, se segunda à segunda, as vezes uma hora, mas em sua maioria mais de 12 horas, isso com certeza. O dia que eu não tiver mais satisfeito, vou pedir para sair. É fato notório que todos os Ministros do STF também são Professores, Palestrantes e prestam serviços em outros Tribunais, sempre ganhando para tais trabalhos. A dificuldade é do trabalhador nacional, com salário de R$ 622,00 por mês, que por muitas vezes trabalhar mais de 18 horas diárias e não recebem pelas horas extras. Cabe ressaltar que quais todos os Ministros já tem tempo para se aposentarem, quem estiver cansado, pode pedir para sair, que o povo do Brasil agradece.

aqui embaixo é sempre assim

Prætor (Outros)

É hercúleo o esforço exigido da Ministra, de fato. Poucos teriam a resistência física e emocional para suportar isto.
Mas não deixa de ser curioso observar que o STF, acostumado apenas a julgar recursos e ações de inconstitucionalidade, agora depara-se com todas as manobras e alegações procrastinatórias que diariamente chegam à primeira instância no sentido de atrasar julgamentos e tentar emplacar nulidades onde não existem.

Desculpa esfarrapada

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

A Ministra deveria saber que todos os operadores do direito possuem compromissos e responsabilidades diversas, e que muitos deles também trabalham 18 horas por dia sem folga.

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