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Capitanias hereditárias

Conselheiro do CNJ defende eleições diretas na OAB

O representante do Conselho Federal da OAB no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), conselheiro Jorge Hélio Chaves de Oliveira, defendeu a proposta que tramita na Câmara dos Deputados de eleição direta para escolha dos dirigentes da entidade em caráter nacional. Para ele, é absurda a prática das eleições cartoriais em vigência na OAB. "Sou a favor de uma endoscopia biográfica na Ordem. Não podemos admitir, nos dias de hoje, eleições que nos remontam à época das capitanias hereditárias”, afirmou.

Durante participação no Colégio de Presidentes de Subseções do Rio de Janeiro, Jorge Hélio afirmou que “é preciso que a direção institucional da OAB seja firme. Essa é uma entidade que não pode ser curvilínea nem representar interesses escusos”, disse o conselheiro. Para ele, a fragilidade qualitativa presente em alguns advogados é o que causa a arbitrariedade dos magistrados. “Todos devem se qualificar. Um advogado bem instruído baratina qualquer ar de superioridade. Mas para todos os outros casos há sempre o CNJ. Este é o fato que povoa, hoje, os piores sonhos dos juízes”.

Sobre as constantes brigas pela garantia de sala dos advogados em prédios jurídicos, ele definiu como falta de bom senso. “A Justiça tem problemas maiores e mais sérios para se preocupar. Todo mundo já deveria estar cansado de saber que a OAB tem garantido por direito o seu espaço dentro de prédios jurídicos”, disse ele, para, em seguida, acrescentar: “Todos nós exercemos uma função indispensável à Justiça. Não pode existir hierarquia entre Ministério Público, magistrados e advogados”, frisou. Com informações da Assessoria de Imprensa da OAB.

Revista Consultor Jurídico, 6 de agosto de 2012, 21h26

Comentários de leitores

3 comentários

Eleições diretas e escolha por mérito

PAULO TARSO DA COSTA (Outros)

ELEIÇÕES DIRETAS E ESCOLHA POR MÉRITO SEMPRE ,PARA QUE OS MELHORES CHEGUEM AO TOPO....COMO DISSE ELIANA CALMON..." ideal seria que as promoções acontecessem por mérito. Hoje é a política que define o preenchimento de vagas nos tribunais superiores, por exemplo. Os piores magistrados terminam sendo os mais louvados. O ignorante, o despreparado, não cria problema com ninguém porque sabe que num embate ele levará a pior. Esse chegará ao topo do Judiciário."
......http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/politica-cia/se-voce-nao-leu-precisa-ler-essa-entrevista-incrivelmente-franca-da-nova-corregedora-do-conselho-nacional-de-justica/

Salve Jorge - cearense retado!

LuizVianaQ (Advogado Sócio de Escritório - Eleitoral)

O advogado Jorge Hélio é exemplo dignificante de Ministro do CNJ na vaga da OAB. Tudo que faz e diz tem substrato ético, político e jurídico, e, ainda mais, com elegância e ironia fina - própria das grandes figuras humanas. Tenho orgulho de ter votado nele para Conselheiro do CNJ duas vezes. Seu mandato já marcou de forma indelével o Judiciário. A coragem republicana e a defesa das aspirações democráticas são outras de suas virtudes, que o autorizam a externar apoio sempre que chamado para a bandeira das diretas-já para Presidente Nacional da OAB. Derrotada duas vezes pelo CFOAB em 2011, a proposta que fiz de diretas-já e depois de plebiscito é um retumbante sucesso neste ano de 2012, em todos os Estados, a maioria de advogados e advogadas é favorável. Em ano de eleição dos dirigentes da classe, em novembro, até quem foi contra agora está a favor. Salve Jorge - muito axé para um cearense retado!

\"fragilidade qualitativa"

themistocles.br (Advogado Sócio de Escritório - Administrativa)

Salvo poucos interessados, todos são a favor de eleições diretas para a OAB federal, mas as justificativas dadas pelo Conselheiro do CNJ são totalmente infundadas.
Sobretudo quando tenta estabelecer uma vinculação entre arbitrariedade e aquilo que denominou por "fragilidade qualitativa" de alguns advogados!
Por exemplo, durante a ditadura militar havia advogados extremamente ilustres, não precisamos citar nomes de alguns bem conhecidos, e isso não impediu a ocorrência de arbitrariedades. Portanto, a tese do conselheiro não tem a menor consistência, com a devida vênia.
Deveria ser a favor de terminar seu mandato e ceder lugar para outro representante da advocacia que não faça afirmações infundadas.

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