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Metais e cristais

Marco Aurélio diz temer conduta de Joaquim Barbosa

O comportamento do ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal, preocupa o ministro Marco Aurélio. O segundo decano criticou a participação do colega durante os primeiros dias do julgamento da Ação Penal 470, o chamado processo do mensalão. Também disse temer como Joaquim se portará quando chegar à Presidência da corte. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

"Não gostei pela falta de urbanidade do relator. Precisamos discutir ideias, não deixando descambar para o lado pessoal. Me assusta o que podemos ter após novembro (quando Joaquim Barbosa assumirá a presidência do STF)", afirmou. "Costumo dizer que o presidente (do STF) tem de ser um algodão entre cristais, não pode ser metal entre cristais", disse Marco Aurélio.

Barbosa respondeu às declarações do colega, mas sem dar o endereço de destino. "Em qualquer atividade humana, urbanidade e responsabilidade são qualidades que não se excluem. Mas, às vezes, a urbanidade presta-se a ocultar a falta de responsabilidade. A propósito, é com extrema urbanidade que muitas vezes se praticam as mais sórdidas ações contra o interesse público", disse, em nota divulgada na sexta-feira (3/8).

Ao criticar Joaquim Barbosa, o ministro Marco Aurélio se referiu à discussão travada entre Joaquim e o ministro Ricardo Lewandowski, revisor do processo do mensalão. A briga se deu porque Joaquim votou contra o desmembramento do processo – o envio das denúncias contra os que não têm prerrogativa de foro à primeira instância – e Lewandowski votou a favor. Barbosa chamou o posicionamento do revisor de “desleal”.

Procurado pelo Estadão depois do julgamento, Marco Aurélio questionou : "Será que ele se arvora a ser censor dos colegas?". Reservadamente, segundo o jornal, os ministros dizem não se surpreender com os embates travados por Joaquim com os colegas.

Por outro lado, também criticam a atitude de Lewandowski, que, para uma questão de ordem, levou um extenso voto, de mais de 50 páginas, e o leu durante mais de uma hora.

Revista Consultor Jurídico, 4 de agosto de 2012, 16h19

Comentários de leitores

14 comentários

sobre a matéria

Walquiria Molina (Bacharel - Criminal)

Deixei de fazer vários comentários neste site por as vezes não publicarem meus comentários.Mas eu não me contive ao ler esta matéria,ela simplesmente me deixou indignada pois um ministro igual ao Joaquim Barbosa e mais alguns que passaram pelo stf são raros hoje em dia.Para falar dele e de sua conduta teria que ser uma pessoa extremamente confiável o que não é o caso deste ministro marco aurélio,em abrir a boca para falar de uma pessoa como o ministro Joaquim.Isto é despeito e ao mesmo tempo cheira preconçeito pois é um negro que esta na mais alta corte e, é o mais preparado de todos para qualquer coisa que venha aconteçer ali dentro.Que ele assuma a presidência da casa para mostrar a que veio ali.
walquiria

Já houve dois. Hoje existe um.

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

Se há um Ministro do STF que 'não pisou na bola', ele se chama J.Barbosa. Havia outro(a), que infelizmente se aposentou (Min. H. Gracie). Sempre coerentes com suas ideias e demonstrando não curvarem-se diante dos demais a Min. Gracie (á época) e Barbosa,hoje, representam o que ainda não foi 'maculado' no STF; o que ainda há de bom naquela Corte. Quanto aos demais..... -como diz a canção- "tá tudo dominado".

Ministro Lewandowski

Roozevelt (Contabilista)

A atitude de Lewandowski é compreensível. Ele queria mostrar ao distinto público todo seu alto conhecimento intelectual jurídico. O STF já tinha decidido caberia a ele aceitar e sem questionar mais essa questão de ordem. Prá mim, foi um pisada na bola! Agora cabe aos ministros condenar ou absolver os réus. Nada de voto longo e enfadonho!

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