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Sem provas

“MP fechou os olhos para a ação”, diz advogado de Dirceu

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O Ministério Público desprezou os mais de 500 depoimentos que foram colhidos durante a instrução da Ação Penal 470, o chamado processo do mensalão. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, usou apenas depoimentos a comissões parlamentares de inquérito e de réus do processo para embasar as acusações contra o ex-chefe da Casa Civil no governo Lula, José Dirceu.

Foi o que declarou nesta sexta-feira (3/8), pouco antes do final da sustentação oral da acusação, o advogado José Luís de Oliveira Lima, que representa Dirceu. “O Ministério Público, no entender da defesa, fechou os olhos para os autos. Fechou os olhos para a Ação Penal 470”, afirmou. “Não há, na fala do Ministério Público, não há no memorial que o Ministério Público apresentou recentemente, nenhuma menção a qualquer depoimento que incrimine o ex-ministro José Dirceu”, disse Oliveira Lima.

O Ministério Público insistiu na tese de que, no caso de Dirceu, a prova é testemunhal porque “como ocorre quase sempre com os chefes de quadrilha, ele não aparece nos atos de execução do esquema”. “A prova que instruiu os autos dessa ação penal é contundente. Marcos Valério relatou muitas vezes que José Dirceu tinha controle e ciência de tudo. Nada, absolutamente nada acontecia sem o conhecimento de José Dirceu”, disse o procurador-geral. 

Segundo o advogado de Dirceu, Gurgel não apresentou nenhum testemunho contra José Dirceu: “E não apresentou, não por inércia, não por incompetência do Ministério Público. É porque não há, de fato, nenhuma prova, nenhum documento que incrimine o ex-ministro José Dirceu”.

“Quem conhece os autos, sabe que os depoimentos apresentados são interrogatórios de acusados. Quando ele mencionou, por exemplo, o depoimento de Renilda, mulher de Marcos Valério, foi um depoimento colhido na CPI e, na verdade, Renilda fala que ouviu dizer, que o Marcos Valério ouviu dizer. E a prova judicial desmente categoricamente essa colocação. O Ministério Púbico fechou os olhos para a Ação Penal 470”, concluiu.

 é editor da revista Consultor Jurídico em Brasília.

Revista Consultor Jurídico, 3 de agosto de 2012, 21h05

Comentários de leitores

8 comentários

Lamento

ubirajara araujo (Advogado Autônomo - Civil)

O Procurador Geral conduziu-se forma brilhante,imaculada, foi ate mesmo benevolente, restringindo seu tempo, dispensando a cada integrante da quadrilha um breve relato de suas ações, deixando de fazer comentário sobre seus antecedentes, indispenáveis á aplicação da pena.
Sem dúvida a defesa,até porque é seu papel e precisa valorizar seus honorários, cabe atacar o PGR em sua jugular, pois foi ele comedido e convincente, se assim não fosse não seria dispensável tanta agressividade e a busca de tanto tempo pretendido pela defesa.

Depois...

Richard Smith (Consultor)

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É sabida e notória a origem de pelo menos parte do dinheiro empregado no MENSALÃO (AP 470, para os nêgos deles e para os formais arquivos da Justiça), os contratos do BANCO DO BRASIL e da VISANET, ou seja, DINHEIRO PÚBLICO! Isso afora os contratos à la "Operação Uruguay" do famigerado: feitos para não serem pagos e nem cobrados!
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Tanto por isso que a "mão-do-filho" D. Ana Arraes tentou, em sede imprópria, fazendo "tábula rasa" de CONTRATOS ("lei entre partes", segundo consta) e enxovalhando um pouco mais a reputação do pouco vigilante Tribunal de Contas da União, converter em "nada", de modo tão truculento quanto desastrado que já levou à suspensão dos seus efeitos.
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ATÉ QUANDO AGUENTAREMOS ESTA CANALHA?!
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(cartas para a redação)
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Nuóóóóssa!

Richard Smith (Consultor)

O pessoal da BESTA ("Blogosfera estatal", para os não-iniciados) deve estar desesperado mesmo! Pois não é que foram ao sarcófago aonde havia se encerrado após memoráveis surras e espancamentos aqui neste democrático espaço, e reintegraram à "frente de batalha", o "fessô" PeTralha, etc.
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E para não variar, o tipo chegou cheio(?) da sua vacuosa verve!
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Chegou até a citar com reverência, em outro comentário, um dos principais aliados do (des)governo que nos assola há uma década, o facinoroso "ex-caçador de maracujás", sinhozinho das Alagoas!
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É de se mijar de rir!
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O bom é que, como na história do Cardeal surdo do Concílio Vaticano II (*), o nosso inefável "fessô" funciona como uma "bussola", se aponta para Oeste devemos imediatamente seguir, para...Leste!
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(*) Perguntaram ao Cardeal como fazia para votar nas questões Conciliares se não conseguia seguir as aulas por causa da surdez. Ele disse "É facil, observo D. Fulano, se ele vota "NÃO", imediatamente voto "SIM", e vice-versa!".

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