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Urnas de lona

Eleições da OAB em novembro podem ser manuais

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As eleições das 27 seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil, marcadas para novembro, poderão ser manuais. Os advogados terão de, possivelmente, desaposentar as urnas de lona, cédulas de papel e canetas porque o Tribunal Superior Eleitoral não emprestará as urnas eletrônicas para a disputa da OAB, como comumente é feito.

Segundo o TSE, o motivo é que o sistema das urnas está sendo atualizado. “A consequência é não ser possível, no período de atualização das máquinas, a cessão de urnas eletrônicas para usos estranhos às eleições oficiais”.

Segundo o tribunal, a atualização do software das urnas para as eleições municipais de outubro faz com que elas fiquem incompatíveis para uso em eleições parametrizadas — feitas por sindicatos, universidades e outras instituições, como a OAB, com o empréstimo das urnas eletrônicas. “Daí a inviabilidade da cessão ou empréstimo das urnas para a realização de outros pleitos que não as eleições brasileiras até a data da conclusão da atualização do equipamento (julho de 2013)”.

O presidente do Conselho Federal da OAB, Ophir Cavalcante Junior, disse que, diante da negativa do TSE, a Ordem vem estudando outras soluções. Uma delas seria o empréstimo apenas das urnas do Distrito Federal, que não são usadas nas eleições municipais. Outra é o uso de outro sistema eletrônico seguro, que seja aprovado pelo Conselho Federal.

A segunda opção vem sendo conversada com o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal. Segundo Ophir, as conversas devem avançar na semana que vem. Caso nenhuma das duas soluções se torne possível, as eleições serão manuais.

O TSE ressaltou, em nota, que “a Justiça Eleitoral cede, costumeiramente, com base em protocolos de cooperação técnica, urnas eletrônicas para uso de entidades de classe e mesmo de governos estrangeiros, sendo, às vezes, também emprestadas para treinamento de eleitores”. Mas, até se completar a atualização do sistema das urnas eletrônicas, os protocolos de cooperação serão aplicados somente quando não houver comprometimento da garantia eleitoral dos cidadãos.

 é editor da revista Consultor Jurídico em Brasília.

Revista Consultor Jurídico, 1 de agosto de 2012, 15h27

Comentários de leitores

6 comentários

Urnas Eletrônicas

Marcelo_drum (Estudante de Direito - Internet e Tecnologia)

A justificativa de que as urnas eletrônicas vão passar por atualização tecnológica e não podem ser emprestadas para as eleições nas 27 seccionais da OAB parece coisa política. Arranjada. A atualização pode muito bem ser feita em 2013.

Há algo de podre no reino da oab 9

Sandra Paulino (Advogado Autônomo)

Depois de receber por e-mail em 28/7 e-mail de um “fake” (kleber.pr48@hotmail.com) contendo falsa notícia da Coluna Sonia Racy/Estadão, tecendo considerações depreciativas e mentirosas ao TORON, supostamente feitas por "Brecailo (Advogado Autônomo - Consumidor)", sob o título “O MIDIÁTICO TORON QUER FAZER DO PROCESSO DO MENSALÃO UM CIRCO”, tomei providências e, parece, foi identificado o remetente, tratando-se de FUNCIONÁRIO da entidade. Logo depois, soube da VERGONHOSA APROPRIAÇÃO PELA OAB, da vitória do restabelecimento da carga rápida que TORON e NIEMEYER CONSEGUIRAM NO CNJ. Exibir como vitória da OAB/SP o RESTABELECIMENTO DA CARGA RÁPIDA É MENTIRA DESLAVADA COM DIREITO A ESPAÇO NO SITE OFICIAL DA ORDEM! A falta de caráter se expressa assim: usurpa, ofende, agride, não seleciona meios, nem sequer conhece a grandeza da profissão que abraçou e nela não se reconhece, apenas se esmera em bajular, criticar quem tem brilho e principalmente CORAGEM. Os itens vermelhos de nossa veste talar traduzem isso; mas para estes que se dizem advogados e assim agem, podiam ser substituídos pela cor marrom, mostrando como é rasteiro o nível da campanha de alguns candidatos à presidência da OAB/SP. "Detalhes” a revelar desejo de se perpetuar esse podre poder no reino da OAB/SP com votação virtual. É preciso esforço conjunto dos verdadeiros advogados e advogadas, fiscalizando a contagem de votos no dia da eleição em prol da honestidade. Basta dessa escória pesar nos ombros de quem trabalha, desses parasitas vaidosos que se roem de inveja da competência e verdadeira devoção à Advocacia, que só se adquire com aquele amor e desprendimento, próprio de grandes figuras, que não buscam o individual, mas o coletivo da classe. NÃO ÀS ELEIÇÕES VIRTUAIS,TORON!

Atenção redobrada

Eduardo. Adv. (Advogado Autônomo)

Com todos os fatos, inequívocos, de omissão da atual gestão da OAB/SP e a "sede de permanência no poder", sinto-me constrangido pelo receio de riscos que as Eleições da Ordem possam correr em razão da impossibilidade do uso das urnas eletrônicas da Justiça Eleitoral.
Lamentável, como Advogado, temer eventuais consequências negativas para a alternância na OAB/SP.
Sr. Paulo, o ideal é que as eleições sigam os mesmos "protocolos" das eleições fiscalizadas pela Justiça Eleitoral, ou seja, urnas eletrônicas. Usar votação "virtual", neste atual estágio, parece temeroso. Além do mais o sistema deveria ser auditado por entidade independente ao extremo. Tenho, por enquanto, receio desses sistemas. Sabedoria também é sinônimo de cautela...

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