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Informações da PF serão liberadas à CPI de Cachoeira

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou que informações da Polícia Federal serão liberadas à CPI mista que investiga as ligações do empresário Carlinhos Cachoeira com parlamentares. Cardozo rebateu a linha de defesa de envolvidos que tentam desqualificar e anular as provas da Polícia Federal, por conta de foro privilegiado ou por reclamações sobre os métodos para interceptações telefônicas. As informações são do site Folha.com.

Para o ministro, suspender a apuração do caso representaria aumento da impunidade. "Parar uma investigação como essa ampliaria a impunidade no país", disse, após participar de audiência na Câmara sobre Código Comercial. "Não se pode interpretar garantia (foro privilegiado) como privilégio", completou.

Cardozo disse que os agentes da Polícia Federal que são suspeitos de envolvimento com o esquema estão sendo investigados e, se forem comprovadas as acusações, serão demitidos. Ele afirmou ainda que a orientação do governo é para agir republicanamente investigando todos os suspeitos, sem levar em consideração a ligação partidária. Ele defendeu a atuação da PF, classificando a Operação Monte Carlo, que investigou a atuação do grupo de Cachoeira, como "séria". "Eu tenho convicção que a PF agiu no estrito cumprimento da lei."

O ministro evitou comentar possíveis convocações da CPI, como a do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, mas assegurou que o material requisitado por deputados e senadores será encaminhado. "Eu disponibilizarei as informações que tenho para CPI fazer um bom trabalho". Cardozo não quis comentar a Operação Saint Michel, da Polícia Civil do DF, que prendeu Claudio Abreu, ex-diretor da construtora Delta, maior recebedora de recursos do Orçamento federal desde 2007 e ligada a Cachoeira. Ele disse apenas que as prisões seguem decisões judiciais.

Revista Consultor Jurídico, 25 de abril de 2012, 22h29

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