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País da impunidade

Manifestantes protestam contra corrupção em São Paulo

No último sábado (21/4), na Avenida Paulista, em São Paulo, manifestantes seguiram a pauta do Movimento Brasil contra a Corrupção (MBCC) e pediram rapidez no julgamento do escândalo do mensalão, o fim do foro privilegiado para parlamentares e voto aberto em todas as votações do Congresso. Os organizadores do protesto informaram que havia três mil pessoas nas ruas. A estimativa da Polícia Militar foi de 800 pessoas.

O evento, organizado pelas redes sociais da internet, contou com a participação, além do MBCC, de organizações não governamentais e grupos de protesto como Revoltados On Line, o Dia do Basta, Quero o Fim da Corrupção, Nas Ruas e Pátria Minha. 

“O Brasil virou um país da impunidade, não existe Justiça nesse país. Os nossos representantes não nos representam, representam a eles mesmos”, disse Rafael Frota Carvalho, do grupo Quero o Fim da Corrupção. “A marcha contra corrupção é o começo, não é a solução. A gente está dando início à mudança que a gente quer”, acrescentou.

“Queremos mecanismos que dificultem a prática da corrupção, do crime, e que permitam um maior controle sobre os políticos por parte do eleitorado e da sociedade como um todo”, destacou a advogada Lígia Fernandes, que faz parte do grupo Pátria Minha. Com informações da Agência Brasil.

Revista Consultor Jurídico, 22 de abril de 2012, 16h26

Comentários de leitores

2 comentários

Advocacia forte

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

A primeira coisa que o brasileiro deve começar a pensar é em uma advocacia forte, como ocorre nos EUA, Japão e Europa. Quando digo advocacia forte, não estou me referindo aos colegas da área criminal que desenvolvem a difícil tarefa de defender acusados em ações penais, mas nos milhares de colegas advogados que litigam EM FAVOR DO CIDADÃO COMUM contra o Estado e grandes empresas, que corresponde a mais de 90% de todo o trabalho da advocacia. É preciso se despir do preconceito bobo de que os "maléficos advogados" espalham a impunidade e o crime, porque os mecanismos de ação necessários a fazer a lei prevalecer só são acessíveis aos advogados, e pode apostar que há milhares deles bem preparados mas sendo impedidos de atuar em favor da sociedade devido à ditadura jurisdicional ora vigente. Sem uma advocacia forte capaz de defender o cidadão comum frente ao arbítrio estatal, a corrupção e a impunidade vão continuar do jeito que está porque os demais (juízes, membros do Ministério Público) não são escolhidos pela população, nem sofrem no seu trabalho qualquer tipo de controle popular.

Começar a pensar

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

O protesto é importante, mas a mobilização da sociedade não deve se restringir a isso. O Brasil há 500 anos é saqueado por bandidos que se revezam em cargos e funções públicas, e durante esse período eles se tornaram muito bons nisso. Se o cidadão comum brasileiro realmente quer acabar com a bandalheira que assola o País, deve começar a usar a cabeça ao invés da emoção, e despir-se dos preconceitos que lhe foram "enfiados goela abaixo" ao longo dos anos. A solução vai ser encontrada nas bibliotecas, comparando regimes e verificando as soluções que foram encontradas em outros países. Começar (friso: começar) a pensar, com racionalidade, é essencial, porque os bandidos que saqueiam o erário e espalham a impunidade sabem muito bem como a sociedade se comporta, e os meios de iludir o cidadão comum.

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