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Mau serviço

Para Wadih Damous, ato da Amaerj não se justifica

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O ato de desagravo marcado pela Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (Amaerj) para a próxima quarta-feira (25/4) não se justifica, segundo o presidente da seccional fluminense da Ordem dos Advogados do Brasil, Wadih Damous. O movimento foi marcado por causa de informações divulgadas na Tribuna dos Advogados e que, segundo a associação de magistrados, comete uma injustiça ao dizer que os Juizados Especiais Cíveis de Nova Iguaçu têm filas e demora em audiências. 

Segundo Damous, os juizados especiais prestam, em geral, um mau serviço à população, “independentemente do esforço e da dedicação dos magistrados e de servidores”. O advogado diz ainda que a OAB-RJ tem recebido diversas queixas sobre o funcionamento de tais juizados. O causador de tais problemas, diz ele, “é a falta de empenho da administração do Poder Judiciário em formular uma política para os juizados, que reconheça a sua necessidade para os estratos mais desfavorecidos da população”.

O advogado diz que a diante da decisão da Amaerj, “e com espírito de colaboração”, a entidade vai ouvir todos os advogados que militam nos juizados de Nova Iguaçu. “Vamos colher a opinião de cada um sobre a qualidade dos serviços prestados por aqueles órgãos judiciais”. Os resultados, diz Damous, serão enviados à associação de magistrados.

Como os magistrados reclamaram de informações específicas publicadas no jornal, Damous diz que fica “contente em perceber que nos últimos tempos os juízes e suas associações de classe lêem atentamente a Tribuna dos Advogados”, pois isso, na visão dele, demonstra preocupação com a advocacia.

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 21 de abril de 2012, 17h33

Comentários de leitores

8 comentários

Até parece que eh mentira

Pek Cop (Outros)

Senhores todos sabemos das dificuldades que servidores e juízes passam no seu dia a dia de trabalho, mas tentar aprimorar e mudar o que esta moroso e deficiente eh fundamental para o bom funcionamento do juizado. Pek

Quando a ficha cai

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Lembro-me que há algumas semanas, o Presidente da AMB dava uma entrevista ao programa "Canal Livre", da TV Bandeirantes. Em certo momento da entrevista, com extrema indignação, o Líder Associativo fez referência à situação de uma Ex-magistrada do Pará, aposentada compulsoriamente pelo Conselho Nacional de Justiça por não ostentar condições de prosseguir no exercício da magistratura. Dizia o Presidente da AMB que, absurdamente, a Ex-magistrada estava vendendo o único imóvel que possuia para pagar os honorários do advogado encarregado de sua defesa embora ela, como quase todos os magistrados, jamais acreditava que um dia isso iria acontecer (ou seja, jamais seriam vítimas de suposta injustiça, e teria que desembolsar valores abusurdos para a defesa devido às dificuldades criadas para o livre exercício da advocacia). Vale a lição: acreditar que nunca se vai precisar de advogado, ou quando precisar haverá milhares por aí disponíveis, trabalhando a preço de banana, é tão somente uma doce fantasia.

"Os domesticados"

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

O tal do Vinícius Abreu (Outros) se soma àqueles que, com a bem conhecida arrogância do cidadão brasileiro, acredita saber mais sobre determinados assuntos do que os profissionais envolvidos. Se ele tivesse um mínimo de compostura intelectual, ele saberia que os únicos profissionais que realmente atendem a todos os cidadãos brasileiros, independentemente de serem pobres ou ricos, sem qualquer discriminação, são os advogados. Para que um cidadão seja atendido por qualquer outro profissional liberal é necessário pagar a consulta, antecipadamente, o que nem sempre ocorre com a advocacia. Recebemos a todos indistintamente, e com hora marcada. Assim, como lembra o colega Ricardo Cintra - Advogado (Advogado Autônomo - Civil), precisamos de condições para desenvolver bem o trabalho, e não há como, por exemplo, atender a todos os clientes se se faz necessário aguardar 3 horas em uma fila. Dentro em breve, tal como qualquer outro cidadão desta República, o tal do Vinícius Abreu (Outros) vai ter seu direito violado, vai ser acusado injustamente de ter praticado crime, etc., etc., e aí vai necessitar recorrer a um advogado. Nessa ocasião, ele vai perceber que, tal como milhões de outros do mesmo naipe, que o trabalho do profissional resta dificultado devido às permanentes violações às prerrogativas, o que encarece os honorários e torna incerto o trabalho realidade. Vai reclamar, se revoltar, e chorar quando chegar em casa, mas tal como já aconteceu com milhões de "almas inocentes", literalmente "domesticadas" (ou seja, iludidas pelos detentores do poder) desde a infância, não terá o que fazer. Vai amargar a dor de ter o direito violado, e morrer de velho sem ser ressarcido.

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