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Escândalo no TJ-RN

Juiz nega participação da filha em venda de sentenças

O juiz aposentado Lavoisier Nunes de Castro, pai da ex-assessora do desembargador Rafael Godeiro Ana Lígia Cunha de Castro, rebateu a denúncia do Ministério Público contra a filha, suspeita de participar de esquema para venda de sentenças. O juiz aposentado explicou que o depósito feito na conta de Ana Lígia por Sônia Abrantes em 2008 não foi referente a uma venda de sentença, e sim pagamento de honorários advocatícios, como informa o site do jornal Tribuna do Norte.

Amigo de Rafael Godeiro, Lavoisier Nunes de Castro confirmou que a filha, servidora de carreira do TRT, tornou-se assessora do desembargador devido à amizade que eles tinham. Porém, nega que ela tenha praticado crime ou negociado sentença com qualquer pessoa. Sobre o caso em que o MP denunciou Ana Lígia, o juiz aposentado afirma que Sônia Abrantes sequer citou os nomes do desembargador ou da assessora que seria beneficiada.

De acordo com Lavoisier Nunes, as interceptações telefônicas realizadas foram devido a uma investigação acerca de um ex-namorado de Sônia Abrantes, supostamente envolvido com exploração máquinas caça-níqueis e lavagem de dinheiro. Em diálogo entre Sônia e o namorado, de acordo com o juiz aposentado, ela falou sobre a necessidade de R$ 15 mil, mas não disse quem seria beneficiado pelo dinheiro. "Eles disseram somente assessora de desembargador, sem citar nome. Também mencionaram o nome 'desembargador' sem identificar a pessoa", disse.

O juiz aposentado, que voltou a atuar como advogado em 1998, foi contratado por um grupo de 14 defensores públicos que estavam provisoriamente na função. Eles buscaram o escritório para impetrar mandado de segurança a fim de permanecerem no cargo. O pagamento de R$ 10 mil, depositado na conta de Ana Lígia, teria sido referente aos honorários advocatícios de Lavoisier Nunes, que indicou a conta da filha porque estava em João Pessoa e ela utilizaria o dinheiro para o pagamento de despesas na casa de Natal.

"Outros clientes de meu escritório já utilizaram a conta da minha filha para realizar o pagamento e isso não há lei que impeça. Além disso, como esse dinheiro poderia ser utilizado para a compra de uma sentença, já que ainda não havia sequer a distribuição para o desembargador e não há como burlar o sistema eletrônico para o sorteio?", questionou, relatando ainda que a filha foi absolvida de processo impetrado em 2004 também sobre suposta negociação de sentença.

Lavoisier Nunes de Castro disse que a filha não tem ligação com o seu escritório de advocacia. Ele explicou que Ana Lígia não possui registro na OAB e é impedida de exercer a profissão de advogada por ser servidora do TRT.

Revista Consultor Jurídico, 16 de abril de 2012, 21h22

Comentários de leitores

2 comentários

Pek

Pek Cop (Outros)

O M P tá dando uma forcinha pra fia do desembargador. Arquiva pq ela eh da prole do nosso amigo de coisas erradas (abafa).

Conheço

Pek Cop (Outros)

Eh uma vergonha esses togados viciados em roubalheira, Valter da Silva cheira pó, massimo palazolo JF gostava de dinheirinho e como vira juiz com bronca quando era investigador em 1990+ou-, etc se eu for falar o que eu sei...acasa cai

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