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Ano eleitoral

Petistas querem que mensalão seja julgado em 2013

Com medo da influência do ano eleitoral nas decisões dos ministros do Supremo Tribunal Federal, parlamentares e petistas estão mostrando para os julgadores do  mensalão que o julgamento não deve ser político, mas uma análise técnica das provas que fazem parte do processo, informa reportagem do jornal Folha de S.Paulo.

Dos 11 integrantes do Supremo, oito foram nomeados pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele afirmou a ao menos dois ex-ministros de seu governo que não gostaria que o julgamento ocorresse neste ano por temer prejuízos aos candidatos que apoiará nas eleições municipais

Segundo a reportagem, o mesmo grupo, supervisionado por Lula, tenta convencer o Supremo de que o julgamento não deve acontecer neste ano. Segundo um dos membros, não há provas suficientes para condenar o ex-ministro José Dirceu e o ex-presidente do PT José Genoino.

Segundo a denúncia do caso, a Procuradoria-Geral da República vê Dirceu como chefe do esquema que teria desviado recursos públicos para os partidos que apoiavam o governo Lula no Congresso.

Ainda de acordo com a notícia, o ministro José Dias Toffoli, que foi assessor do PT e advogado-geral da União no governo Lula, também vem sofrendo assédio. O grupo se preocupa com a possibilidade de ele se considerar sob suspeição durante o julgamento do mensalão. A namorada o julgador foi advogada do ex-deputado Professor Luizinho (SP), que também é réu no mensalão e hoje está afastado da política. Toffoli disse que não se considera impedido, mas que só tomará uma decisão quando o julgamento estiver marcado

A pressão também estaria vindo por parte do advogado Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça de Lula, e hoje contratado para defender um ex-diretor do Banco Rural que também é réu no caso. Ele enviou ao Supremo uma questão de ordem para tentar mais uma vez desmembrar o processo. Caso acatado, apenas três réus seriam julgados no Supremo — Dirceu e Genoino seriam julgados na primeira instância.

A ideia foi inicialmente rejeitada em 2006, quando a denúncia ainda não havia sido aceita pelo tribunal e a discussão foi proposta pelos advogados do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza. Agora, Thomaz Bastos diz ter novos argumentos para defender a tese. Segundo ele, parte dos ministros está convencida de que será preciso enfrentar a questão antes de retomar o assunto à pauta.

Revista Consultor Jurídico, 16 de abril de 2012, 12h20

Comentários de leitores

13 comentários

Estamos em concordância (quem diria?)

Richard Smith (Consultor)

Pois é, amigo Pintar, concordo plenamente.
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Mas como, se a maioria da imprensa livre é "domesticada" e preocupadíssima em demonstrar que não antipetista, eis que inteiramente pautada por militantes deste partido ou simpatizantes?
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E os veículos a serviço do PIG (Partido da Imprensa Governista) e os virulentos "blogs" do JEG (Jornalismo da Esgotosfera Governista), ambos regiamente pagos com publicidade estatal, seduzem a um número enorme de incautos e imbecilóides? ("Uma mentira repetida muitas vezes acaba por tornar-se verdade" - vladimir iilich ulianov, o "Lênin" - 1913)
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Concordo mais ainda quando você diz que este processo vem de muito antes, ainda que sem a sofisticação escancarada que assumiu na condição de "mesada". Lembro-me claramente do episódio de Paulo de Tarso Venceslau, militante aguerrido e fundador do PT que tomou conhecimento, através da então prefeita Angêla Guadagnin (sim, a "Dançarina" do pelnário da Câmara!) de um esquema, montado por gushiken (o "China", das cartilhas de 2 milhões de dólares que ninguém nunca viu e do escândalo da BRASIL TELECOM de Daniel Dantas) para extorsão de fornecedores das prefeituras governadas pelo PT. Foram denunciar o esquema diretamente para o cacique Lulla. Resultado? Expulsão do Paulo de Tarso, do PT. Isto foi em 1993!
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E como não lembrar do famoso caso de extorsão da LUBECA, protagonizado pelo então vice-prefeito greenhalg, que motivou a probição da sua entrada na prefeitura de São Paulo (!). Isso foi em 1988;
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E o rumoroso (e vultuoso) sumiço do dinheiro do FAT - Fundo de Amparo ao Trabalhador, jamais adequadamente investigado e nunca punido?. Isso foi em 1994;
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E o Celso Daniel em 2002?
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Então, crer e votar no PT, só sendo muito burro ou da "tchurma".
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Saudações.

Cidadão não se importa

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Creio que a questão principal, prezado Richard Smith (Consultor), é uma só: quem efetivamente está preocupado com o "Mensalão". Respondo: Marcos Pintar, Richard Smith, e mais uns quinze ou vinte cidadãos, entre 190 milhões. Praticamente 7 anos se passaram desde que o "Mensalão" chegou à grande mídia, embora já fosse conhecido muito antes (e ninguém ousava tocar no assunto sob pena de ser trucidado institucionalmente), e em todo esse período não vimos sequer uma revolta, uma única manifestação popular de vulto clamando por Justiça (ou seja, que o caso fosse submetido a julgamento isento e imparcial). Lamentavelmente, Justiça não faz parte dos anseios do cidadão comum brasileiro. Dizer que quer Justiça é apenas uma fachada, um rótulo que as pessoas usam para "ficar bem na fita". Não haverá Estado justo, se os cidadãos em sua maioria deixarem de clamar por Justiça.

Pouca vergonha na p. da cara!

Pek Cop (Outros)

Gosto do Lula mas deveria se envergonhar pelas atitudes descabidas visando a manutenção da turma do Pt, o julgamento deve ser o qt mais rápido para sabermos se votamos de forma confiável ou caso contrario nem o direito de se candidatar.

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