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Política de Ordem

Gráfico mostra coincidências em discurso de candidatos

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Apesar de as palavras que são ditas não serem exatamente aquilo que se pensa, como já disse o pensador do campo da Psicologia (e formado em Direito) Lev Vigotski, analisar os discursos dos candidatos, ou pré-candidatos, ainda é a forma mais próxima de o eleitor entender o que propõem. No livro A construção do pensamento e da linguagem, Vigotski afirma que o “processo de transição do pensamento para a linguagem é um processo sumamente complexo de decomposição do pensamento e sua recriação em palavras”. Como não é possível, porém, ler o pensamento dos pré-candidatos à seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil, a ConJur criou gráficos que mostram as palavras mais ditas por cada um dos cinco pré-candidatos que já tiveram suas entrevistas publicadas no site. É interessante ver como as imagens, que aumentam as palavras repetidas mais vezes, coincidem e onde se diferenciam, levando em conta que as perguntas foram praticamente as mesmas.

Marcos da Costa

  


Ricardo Sayeg

  


Alberto Toron

 


Rosana Chiavassa

 


Roberto Podval

 


Discurso de posse
O pré-candidato à presidência da seccional paulista da OAB Ricardo Sayeg discursou na posse do presidente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, Newton de Lucca, no último dia 2. Em sua fala, o advogado exaltou o papel da misericórdia e do humanismo na Justiça, tema sobre o qual já escreveu livro. “Os magistrados são agentes da concretização multidimensional dos direitos humanos. Seu espírito deve ser fraterno e misericordioso. A sociedade através da advocacia espera que cumpram a sua tarefa, diante dos conflitos que lhes são submetidos”, disse Sayeg, em seu discurso. O momento foi bom para a visibilidade do pré-candidato. Para maximizar sua exposição, já mandou para a gráfica arquivos com jornais da pré-campanha.

Tour periférico
O advogado Alberto Toron também inaugurou um site esse mês. O www.toron.com.br traz informes sobre a pré-campanha, notícias, artigos e sua biografia. Nesta quarta-feira (11/4), o criminalista vai a São Caetano, em encontro com advogados do ABC. Na quinta-feira (12/4), ruma a Santa Bárbara do Oeste e, na sexta-feira (13/4), vai a Jaú. No dia 30 de março, Toron esteve em Jales, onde criticou a falta de empenho da OAB-SP na defesa dos advogados. “Isto acontece porque o atual presidente tem interesses político-partidários e não quer se indispor com a opinião pública”, disse aos cerca de 50 advogados que lá se reuniram.

Encontros e telefonemas
Em happy-hour com cerca de 30 “jovens advogados” no Esch Café, em São Paulo, o pré-candidato Roberto Podval discutiu propostas e recebeu apoio. Segundo sua assessoria, os advogados já organizam outros atos de apoio à sua candidatura. O advogado disse ter recebido dezenas de telefonemas e e-mails após sua entrevista ser publicada pela ConJur, afirmando que o entrevistado “passou verdade nas intenções”.

Chegou à rede
A pré-candidata Rosana Chiavassa já inaugurou um novo site: www.rosana2012.com.br. Nele, faz informes da pré-campanha e apresenta propostas e compromissos. Nessa semana, ela planeja panfletagem pela Grande São Paulo e agenda ida ao interior para o fim de semana.




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Revista Consultor Jurídico, 10 de abril de 2012, 8h20

Comentários de leitores

1 comentário

Quarto mandato por eleição indireta.

Eduardo. Adv. (Advogado Autônomo)

Muito boa publicação do gráfico de coincidências.
No entanto, percebe-se que o indicado da situação reitera um discurso do qual já estamos cansados e que revela, na opinião deste leitor, o compromisso da continuidade.
Ao exaltar a questão "Defensoria Pública", deixa claro que pretende o continuísmo em relação à "Bolsa PAJ". E eu pergunto o motivo, eis se que as classes mais pobres estão consumindo (estética, planos de saúde, veículos, fast-food, imóveis, educação etc), por qual motivo não teriam condição de contratar um serviço sob medida?
Outra tendência da situação é a política que faz junto ao Judiciário, mas política voltada para as indicações (até agora, equivocadas) para o Quinto. A situação não quer se desapegar, porque se distanciarão dos círculos de influência para a composição dos tribunais. Advocacia? Nem de longe. Percebe-se também que as ideias vão sendo lançadas, para abarcar o maior número de simpatizantes, mas sem muita coerência.
O discurso da oposição é mais homogêneo e concentrado em assuntos de maior interesse.
Vemos a intenção de continuísmo, de um quarto mandato indireto.
Três é demais!

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