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Comentários de leitores

11 comentários

Autonomia versus soberania

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

O Slate (Juiz Estadual de 1ª. Instância) incorreu no erro recorrente de confundir "autonomia" com "soberania". Decidir quem vai utilizar o elevador, quando e como, é matéria administrativa sujeita ao controle do Conselho Nacional de Justiça, nos termos da Constituição Federal. Obviamente que é lastimável ver questão tão singela levada tão longe, mas infelizmente essa confusão entre "autonomia" e "soberania" acaba criando tal tipo de situação. Os magistrados brasileiros infelizmente acreditam que são soberanos, não sujeitos a qualquer controle, fazendo nascer situações absurdas como destinar 50% dos elevadores do prédio público a eles próprios.

Privilégios

Boris Antonio Baitala (Advogado Autônomo - Civil)

Esquece-se que no Brasil, o povo criou o Estado para lhe servir. Nessa terra sem moral, o povo instituiu o Estado, paga para receber um serviço, mas em primeiro lugar vem o privilégio dos servidores. Desde quando empregado do povo deve ter mordomia e privilégio ? E por tais comportamentos infames, a coisa se estende: 18 Salários para parlamentares, auxílio moradia, plano de saúde, refeições, automóveis, vestimentas, diárias de 2200,00 para viagem. Por que? Quem tem o dever de aplicar a lei, preocupa-se com o seu bem estar que acredita, deve ser suportado pelo povo. Para prestar esse lixo de serviço à sociedade. E o povo? Só preocupado, com Flamengo, Palmeiras, Santos, BotaFogo etc.

AUTONOMIA ADMINISTRATIVA DOS TRIBUNAIS

Slate (Juiz Estadual de 1ª. Instância)

Um absurdo o CNJ discutir uma matéria como essa.
A questão dever ser enfrentada exclusivamente pela Diretoria do Foro local e, no máximo, pelo Tribunal de Justiça.
Caso contrário, podemos logo fechar os tribunais e entregar as chaves para o CNJ.

Bom senso

AC-RJ (Advogado Autônomo)

Por que não se aplica o bom senso e faz-se o que seria lógico? Em todos os órgãos do Poder Judiciário todos os elevadores poderiam ser utilizados por qualquer pessoa, indistintamente, e ponto final. Afinal não somos todos iguais? Qual seria o problema de um juiz utilizar o mesmo elevador junto com os demais usuários? Esta prerrogativa de elevador privativo está mais que ultrapassada, além de ser discriminatória.

Nível

Thales A. Treiger (Defensor Público Federal)

Pensei, ao ler a manchet, que o pedido de providencias houvesse sido tomado em prol da população. Ainda me surpreendi com a questão ter gravitado em torno da utilização também pelos ilustres promotores de justiça para partilharem do uso dos elevadores privativos. Enquanto isso, toda a população, a razão de ser do serviço público, fica restrita a 50% dos elevadores. É isso mesmo?

O que sobra

Ed Gonçalves (Bacharel)

De toda essa discussão, o que sobra como lição aprendida é seguinte: como o TJ-BA pode ser tão cego a ponto de não perceber que de 4 elevadores deixar 2 para uso exclusivo de magistrados já se mostra carente de qualquer razoabilidade? Aposto que os ditos elevadores permanecem parados praticamente o dia inteiro, somente sendo usado lá pelas 14 horas, quando os magistrados chegam, e pelas 17 horas, quando eles vão embora.

Desgraça pouca é bobagem

Berenice Alves (Advogado Autônomo - Civil)

Seria engraçado se não fosse absurdamente absurda essa discussão.Ainda não compreenderam o sentido da expressão serviço público.

Não é simples como parece

Roberta Manga (Advogado Autônomo - Comercial)

Engraçadão, mas não achei a discussão inútil. É óbvio que o cerne da questão não é a simples utilização de elevadores. Envolve muito mais valores do que isso.

Para-quedas

Ciro C. (Outros)

O problema é que muitos não chegam aos tribunais superiores de elevador . Mas caem de para-quedas

ELEVADOR PRIVATIVO PARA JUIZ.

jpo (Vendedor)

Agora o que o CNJ deveria proibir no poder judiciario sao elevadores privativos para juiz e MP. Como aqui no Df o TJDFT tem elevadores privativos. Como os juizes querem serem reconhecido pela sociedade se eles se achoam deuses?

Dinheiro jogado ao vento

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Tudo muito engraçado, não fosse o elevado custo de que discussões desta natureza custam ao contribuinte brasileiro. Ninguém ali ganha menos do que 25 mil reais mensais, sem contar os auxiliares, instalações, etc., etc.

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