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Comentários de leitores

7 comentários

A visão dos inocentes

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Creio que o comentário do Flávio Souza (Outros) ilustra bem o sentimento do cidadão comum brasileiro em relação ao caso. Guiados pelos déspotas, essas pessoas acreditam que a criminalidade que avasala o País de ponta a ponta deriva dos mecanismos de proteção ao acusado, buriladas ao longo de muitos séculos. Ora, como vamos acabar (ou amenizar) o crime cometendo outros? É absolutamente natural e previsível (embora muitos não queiram enxergar isso) que um senador da República, deputado, advogado, sociólogo, enfim, todo e qualquer profissional cuja função é discutir os problemas sociais e econômicos e propor mudanças, vai ser alvo de calúnias diversas. Vão se criar factóideis, querem a todo custo conter a atuação desses agentes. E é justamente por isso que existem regras relacionadas à licitude da prova, presunção de inocência, etc., justamente visando proteger aquele que, mesmo inocente, é vítima de calúnias. Não podem ser suprimidades, amenizadas, relativizadas ou de qualquer forma afastadas.

É um ator. Engana bem!

Almir Sobral (Funcionário público)

Para o advogado que não enxerga todo horizonte, não há crime na conduta do Demóstenes. Tecnicamente, talvez não, não sabemos. Contudo, moralmente, ele está enterrado no lamaçal até os cabelos que lhes faltam. De acordo com as gravações telefônicas, não pairam dúvidas quanto ao aviltamento das regras de conduta. Uma delas mostra que o senador pretendia legislar em benefício do Cachoeira. Se isso não é crime de lesa-pátria, deveria ser!

Mudanças já

Flávio Souza (Outros)

Taí uma boa razão ou bandeira de luta para a OAB defender mais ainda o fim do foro privilegiado, pois num é defensável que provas venham ser afastadas, anuladas ou como queiram, simplesmente pelo fato de que esse ou aquele magistrado ou instância judiciária não tinha competência para autorizar gravação\intercepção ou coisa do genero em desfavor de alguém. O povo tá cansado dessa ladainha de anulação ou arquivamento de inquéritos da PF por falta de provas ou de inobservancia\competência do magistrado que deferiu autorização para as intercepções telefônicas\eletrônicas. Brasileiros(as), causídicos(as) vamos mudar o Brasil. Chega de desmandos, desonestidades, corrupção, desvios de conduta, bla bla bla bla. Cá entre nós, a conduta do Senador em questão é altamente reprovável e não é exemplo para o papel de um Parlamentar, ainda que o mesmo venha ser absolvido. Francamente.

Marginalidade institucional.

ubirajara araujo (Advogado Autônomo - Civil)

O comportamento apresentado por esse senhor, que alem de senador da Republica, tambem ao que consta é procurador, não sei ao certo, da justiça ou do estado, licenciado, é a institucionalização da criminalidade, como ele, muitos outros envolvidos ainda não aprececeram.
É imperativo uma depuração nas instituições deste pais, seja no Legislativo, Executivo, Judiciário e Ministério Pùblico.
A Imprensa e a população precisam ser mais incisas e contundentes na cobrança dessas barbaridades que se praticam impunemente.
Vejamos agora, neste caso particur, a agilidade do Ministério Público e do Judiciário.

A questão é outra . . .

Ricardo, aposentado (Outros)

Meus caros,
No ambiente do Judiciário não quero emitir nenhuma opinião, até porque os fatos somente são "concretizados" após o trânsito em julgado da ação pertinente.
Mas no aspecto político o Senador Demóstenes já está condenado.
A uma, pelo fato de ter sido "incisivo" em julgamentos pretéritos envolvendo parlamentares em situação semelhante a sua como ora vivenciada;
A duas, pelo fato de o Congresso Nacional ter como balizamento a postura dos envolvidos em situações constrangedoras como a do Senador Demóstenes: a mentira nunca é admitida, como forma de preservar uma honradez que a "casa" (assim entendida como o Congresso Nacional) não a tem . . .
Mas o Senador Demóstenes está colhendo o que plantou . . .
Nem mais, nem menos . . .
É assim o jogo político, com os Sarneys e Renâns se perpetuando na liderança "legislativa" da União . . .
Lamentável ! ! !

Fragilidade

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Embora não tenha lido o inquérito, é certo que pelo que foi divulgado pela mídia inexiste qualquer prova contra Demóstenes, dando conta de que supostamente cometeu algum delito. A mídia nacional, à míngua de profissionais com desenvoltura técnica para realmente exercer a nobre função de jornalista e criar reportagens verdadeiramente interessantes, "joga para a galera" e tenta (e consegue) fazer tempestade em copo d'água. Depois vem o "banho de água fria" quando tudo é arquivado pelo Judiciário, e aí os mesmos jornalistas passam a apregoar que a impunidade domina o País (o que não deixa de ser verdadeiro). A mídia não é um quinto poder, como querem. Para que alguém seja culpado de algo se faz necessário que existam fatos e tipificação jurídica, não uma mera afirmação vazia de jornalistas (não raro bancados pelo poder econômico), repetidas dias a fio na mente do inculto cidadão brasileiro.

Impropriedade

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

O título da matéria carrega uma impropriedade técnica. Investigações nunca são anuladas uma vez que a finalidade é obter meios de prova sobre fatos, a fim de subsidiar eventual ação penal. O que poderá acontecer é o arquivamento do inquérito, caso reste comprovado que não há elementos seguros para se prosseguir, e nada mais do que isso.

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