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Política de Ordem

D’Urso diz que ainda não há campanha para OAB-SP

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Em discurso na posse de Carlos Roberto Fornes Mateucci como presidente do Centro de Estudos das Sociedades de Advogados (Cesa), o presidente da seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil, Luiz Flávio Borges D’Urso, disse que “em momentos eleitorais ouvimos tanta bobagem que eu nem sei se merecem resposta”. D’Urso disse isso após afirmar que o fechamento do mercado nacional para escritórios estrangeiros nada tem a ver com “xenofobismos”, fazendo alusão à entrevista do pré-candidato à presidência da OAB-SP Alberto Toron. Depois do evento, em conversa com a Consultor Jurídico, D’Urso disse que as campanhas para as eleições ainda não começaram. “O que temos são as manifestações de um e de outro que se colocam como pré-candidatos, todas elas legítimas. Faltam articulação e apresentação de projeto para isso poder ser chamado de campanha.”

Em marcha
O pré-candidato Roberto Podval apertou o acelerador da sua campanha. Marcou, para o próximo dia 19, um coquetel no tradicional Clube Homs, em São Paulo, aberto para todos os advogados que quiserem participar do “bate-papo” com o advogado sobre suas propostas para a OAB-SP. O criminalista diz estar participando de duas ou três reuniões por dia. Podval também já definiu o slogan da campanha: “Nossa voz na OAB-SP”. Isso porque, mesmo com, atualmente, cinco pré-candidatos de oposição, Podval diz acreditar que sua candidatura será “a mais representativa de todas, porque nasce dos advogados”. No último dia 27, ele foi a Osasco apresentar suas propostas a “lideranças”.

Rosto conhecido
Na campanha do pré-candidato Ricardo Sayeg entrou Augusto Diegues, diretor da agência Futura Propaganda, que já é conhecido entre advogados, tendo trabalhado nas campanhas de Rubens Approbato e Carlos Miguel Aidar (ex-presidentes da OAB-SP) e de Rui Celso Reali Fragoso (derrotado nas últimas eleições, com 31,6% dos votos). Na semana, Sayeg aproveitou para viajar a Suzano e Serra Negra para encontrar advogados. Quem divulgou nota de apoio a sua pré-candidatura foi o advogado Flávio Olímpio de Azevedo, cuja carta de apoio começa com a frase “A advocacia está em frangalhos!”

Via sacra
Na próxima terça-feira (3/4) a pré-candidata Rosana Chiavassa pretende fazer panfletagem no Fórum Regional do Ipiranga, fechando, assim, o circuito por todos os fóruns regionais da capital paulista (que são 17). Agora, diz a advogada, é aumentar o foco nas cidades do interior. No último sábado, houve o segundo encontro de sua pré-candidatura, do qual participaram cerca de 70 advogados convidados pela equipe de Chiavassa. A ideia, segundo ela, é fazer uma reunião por mês para discutir a campanha e as propostas.

Entrega de carteirinha
O advogado Alberto Zacharias Toron está cumprindo uma puxada agenda de viagens pelo interior do estado. No último dia 30, por exemplo, foi para Fernandópolis e Mirassol, onde, inclusive, foi convidado a entregar carteiras da OAB para três recém-aprovadas no certame. Toron participou da entrega na companhia de Ivo Aidar, Roberto Ferreira e Adauto Rodrigues, presidente da subseção da OAB de Mirassol. O pré-candidato também esteve por Jales e São Jose do Rio Preto. Em embate noticiado pela imprensa com o atual presidente da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D’Urso, Toron disse, em Fernandópolis, ao falar sobre o terceiro mandato de D’Urso, que não se pode “admitir um novo Ricardo Teixeira no comando da nossa tão querida OAB paulista”.

Presença silenciosa
Durante a posse da nova diretoria do Centro de Estudos das Sociedades de Advogados (Cesa), o vice-presidente da OAB-SP e pré-candidato da situação, Marcos da Costa, compôs a mesa do evento, mas nada falou.

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 2 de abril de 2012, 19h05

Comentários de leitores

3 comentários

E VAI CONTINUAR TUDO IGUAL

Corradi (Advogado Autônomo - Civil)

Já passei por inúmeras gestões da OAB/SP. Nem sei quantas. Mas a única coisa que sei, é que em todas elas os advogados só atrapalharam. O que a direção busca, mesmo, é o "PUDER". PUDER ser juíz. PUDER ser deputado.PUDER ser ministro. PUDER, agora, ser prefeito da terceira maior cidade do mundo ou, na "pior" das hipóteses, poder associar-se a grandes escritórios e servir de chamariz, ou paqueiro, como se diz dos caça-clientes na advocacia trabalhista. Se os advogados não precisassem ser inscritos mas obrigados a pagar anuidade, como acontece com a contribuição sindical, que beleza... Não se conheceria a cara de ninguém, ninguém teria direito de reclamar de nada e daí nadar-se-ia à braçadas. Até agora, quem já vi como candidato (ou pré-candidato) são os "televisivos" de sempre. De acordo com a matéria, tem até candidato que já contratou agência de publicidade de elevado custo para organizar a sua campanha e outros já ofereceram nababescos comes-e-bebes. Será que os candidatos estão, realmente, apenas preocupados com os advogados? Por que, então, iria investir tanto dinheiro pessoal para ser presidente de uma entidade da qual não aufere salário nem qualquer outro benefício financeiro? E ainda pretender ser reeleito indefinidamente? Hummmmm!!!!!

HÁ CAMPANHA SIM

PAULO FRANCIS (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

O Durso, que não é ingenuo, sabe sim, que a campanha começa com um ano de antecedência.
É que o candidato dele, que nenhum advogado conhece, já soçobrou.
Só Presidente de Subseção o conhece. E assim mesmo pela forma de distribuição de recursos jogados fora.

Que haja fôlego novo para a OAB/SP.

Eduardo.Oliveira (Advogado Autônomo)

Que venham as eleições e que os Advogados não cometam novamente o erro do terceiro mandato.
Renovação (e NÃO! ao mandato de procurador) em todos os setores da OAB/SP.

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