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Integração entre Direito e matemática é promissora

Comentários de leitores

6 comentários

Integração

Igor Zwicker (Serventuário)

Quem não vê a integração entre Direito e Matemática não vê o processo como mero instrumento do direito material. É por essas e outras que a liquidação é um bicho de 7 cabeças e, às vezes, dá mais trabalho que a própria execução.
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Cito o nosso Direito do Trabalho. É fundamental que a petição inicial venha líquida e que a sentença seja líquida. E que o juiz conheça cálculos para bem decidir na própria execução, em caso de embargos.
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O que se vê, na prática, é que os juízes fazem as sentenças, mas quem faz os cálculos é o calculista da Vara, tanto na de mérito quanto na de eventuais embargos. O problema é que, na maioria, um não entende o trabalho do outro: o calculista é leigo no Direito e o juiz não sabe nada de cálculos. Daí fica uma confusão só!

... ai, ai ...

Luiz Eduardo Osse (Outros)

... quanta besteira junta!

Calculadora de Penas

João Paulo-MP (Servidor)

Como comentado antes, aqui o link da CALCULADORA DE PENAS disponibilizada pelo MPMG. Para quem necessita é de grande valia.
http://www.mp.mg.gov.br/portal/public/interno/repositorio/id/15779

MATEMÁTICA É NÓ GÓRDIO BRASILEIRO

omartini (Outros - Civil)

Sequer há integração entre Direito e lógica em surpreendentes decisões judiciais inovadoras!
É o que torna nosso Judiciário largamente imprevisível nas sentenças e muito mais quanto à demora do feito.
Matemática é certeza e disciplina, que não coaduna com a maioria dos operadores de Direito afeitos à improvisação e ampla liberdade criativa e interpretativa que sequer leis conseguem cercear...

Conclusões não tão lógicas

João Paulo-MP (Servidor)

De fato o artigo mostra como a ciência matemática pode clarificar aspectos no campo jurídico.
Mas, caro Dr. Marcos Alves, permita-me discordar desta frase: "O juiz, quando vai decidir um processo, ou o advogado, quando orienta seu cliente a respeito do direito aplicável ao caso, não usam a matemática de nenhuma forma."
Primeiramente a própria CF e Leis são dispostas de forma matematicamente organizada na expressão de artigos, estes númericamente sequenciais, se o Juiz ou advogado não souber contar vai ter grandes dificuldades para encontrar o embasamento em que quer se apoiar. Sem contar nas expressões númericas romanas, tipo XL, XLI, XLII, XLIII, XLIV... tenho certeza que alguns operadores do direito encontram dificuldade com eles.
Quando um advogado ou Juiz analisa prescrição em um processo, remição da pena por trabalho ou estudo, direito a progressão de regime, dias/multa e tantos outros... é MATEMÁTICA PURA. O simples caracteres sobres os quais são criadas bases de softwares fazem uso de matemática, então os sites dos Tribunais e outros...
O espaço é curto, mas para encerrar aproveito e encaminho o link para quem desejar baixar uma "calculadora de pena" disponibilizada pelo MPMG, ÁREA CRIMINAL.
Abraço.

Confusão de conceitos

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Ao contrário do que sustenta o Autor, inexiste qualquer "integração" entre o direito e a matemática. O que existe, de fato, é uma maior utilização nos últimos anos de critérios mais científicos, da área da tecnologia da informação, na ADMINISTRAÇÃO JUDICIÁRIA. O juiz, quando vai decidir um processo, ou o advogado, quando orienta seu cliente a respeito do direito aplicável ao caso, não usam a matemática de nenhuma forma.

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