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Delitos menores

Assessor de diretor-geral da ADPF ataca ministros do STF

O representante do diretor-geral da Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal, delegado Marcos Leôncio Ribeiro, atacou os ministros do Supremo Tribunal Federal, esta semana, durante audiência pública na Câmara dos Deputados. A audiência debateu o Projeto de Lei 1028/11 que assegura aos delegados o papel de conciliadores entre as partes envolvidas em delitos de menor potencial ofensivo. Exceto as representações dos delegados, todas as entidades representadas na Comissão, entre elas a Fenapef, Conamp e Ajufe, são contra a proposta. As informações são da Agência Fenapef.

O ataque aconteceu quando o delegado comentou o entendimento dos ministros do Supremo sobre a possibilidade da lavratura do Termo Circunstanciado por policiais militares e policiais rodoviários federais, entre outros. Para ele, os ministros do Supremo não entendem muito de segurança pública. “Eles não sabem a diferença entre um Boletim de Ocorrência e um Termo Circunstanciado”, disse o delegado.

O presidente da Fenapef, Marcos Vinício de Souza Wink, repudiou o ataque do delegado representante do diretor-geral. “Não é possível que, em nome de interesses corporativos, um representante do Departamento de Polícia Federal ataque de forma gratuita ministros do Supremo Tribunal Federal”.

Em nota, a ADPF afirmou que o diretor da ADPF esteve na audiência como um representante classista e diretor de comunicação da entidade, e que seu posicionamento não reflete e não pode ser confundido com qualquer posição da Polícia Federal. 

Veja o vídeo:

* Notícia alterada às 20h desta sexta-feira (16/9/2011) para correção de informação. A ConJur havia noticiado que o delegado Marcos Leôncio Ribeiro seria representante do diretor-geralda Polícia Federal, e não da Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF).

Revista Consultor Jurídico, 16 de setembro de 2011, 15h20

Comentários de leitores

16 comentários

O medo da crítica.

Bellbird (Funcionário público)

Parabéns ao nobre delegado. Parece que só a crítica aos grandes é que ofende. Aproveitando para falar sobre a pessoa que se intitula ademilson, já observei que ele passa o tempo todo falando nos sites, criticando a todos e sendo, o tempo todo, criticado. Outra coisa, isso tudo foi colocado pela FENAPEF. Quem já´acompanhou, é de um pessoal antigo que nunca conseguiu passar no concurso para delegado e agora querem tentar a carreira única. Querem o trem da alegria, querem ser autoridade de alguma coisa e para isso, tentam a todo o custo denegrir a imagem dos delegados.

Complexo de súdito

Roberto MP (Funcionário público)

Insultar um fraco passa despercebido para a quase totalidade de seus patrícios, não os sensibiliza. Cotidianamente, a cada segundo que se passa neste País os mais fracos são insultados, tratados de forma desumana, ante ao caótico sistema de saúde, educação e, segurança. Não faz muito tempo um ministro do STJ berrou com um estagiário que estava na fila do caixa eletrônico, porque o queria a dez metros de distância. Não aconteceu nada! Aqui em Pindorama a aristocracia composta de banqueiros, donos de empreiteiras, lobbystas, agentes públicos de hipersalários não pode sequer receber uma criticazinha que lá vem um súdito em sua defesa. Eles não precisam de defesa! Eles estão acima do bem e do mal.
Agora, quanto a conciliação. Delegados há décadas fazem conciliação. Não são apenas conciliadores, são conselheiros, assistentes sociais, analistas, guardas prisionais etc.
E não é por que querem, é porque a estrutura do Estado é falimentar, tem que atender ao público, tem que fazer alguma coisa ante a demanda estúpida, sem profissionais mais qualificados para atendimento aos mais carentes.
E quanto a afirmação de quem quem concilia não pode julgar. É isso mesmo, nos Juizados Especiais os conciliadores não julgam.

Insultar o fraco é "legal"

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Como estou meio "de molho" esses dias devido a uma não tem bem sucedida extração de dente do ciso, cai na besteria de assistir um pouco a televisão aberta brasileira. Logo surgiu um programa do humorista Danilo Gentili, na TV Bandeirantes. Fiquei abismado com a absurda quantidade de insultos gratuitos distribuídos a um universo de personalidades públicas, SEM QUE NINGUÉM ESTIVESSEM DISCUTINDO ALI QUALQUER ASSUNTO IMPORTANTE. Era insulto para tudo quanto é lado, em uma sucessão de desaforos que só se findaram quando mudei de canal. Curiosamente, ninguém se importa com isso. Uma vez que nenhum dos "poderosos" estava sendo atingido, além de ser aceitável a cultura brasileira admite aquilo como "diversão", embora todas as considerações fossem voltadas exclusivamente para questões de interesse privado. Ali não foi criticado nenhum juiz, nenhum deputado ou governador, e assim tudo está bem. Não se fala em censura, nem em abuso, nem em ações de dano moral, nem mesmo em autorregulamentação dos órgãos de imprensa. Mas, quando alguém é menos elegante na discussão de um tema importante, em uma casa legislativa, no calor da discussão, aí se fala em "ataque". Não é sem motivo que o Brasil é um País atrasado, de instituições apodrecidas, políticos corruptos e com a lei e Constituição sistematicamente desrespeitada: não se sabe distinguir adequadamente o que é público e o que é privado.

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