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Combate ao crime

Polícia faz operação contra milícias no Rio

A Policia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, na quinta-feira (1º/08), a Operação Pandora. A ação foi deflagrada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (DRACO/IE) e pelo Grupo Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Rio de Janeiro e tem como objetivo prender integrantes da milícia Liga da Justiça, que atua na Zona Oeste do Rio.

No total, 17 pessoas tiveram a prisão requerida. Os agentes apreenderam  um Eco Sport, uma pistola calibre 380 e R$ 45 mil em espécie e em cheques. Além disso, foram arrecadados documentos relativos a máquinas caça-níqueis e de segurança clandestina, além de uma máquina de contar cédulas.

A operação é um resultado de um ano e meio de investigações da polícia, reunindo 150 policiais para cumprir 33 mandados de busca e apreensão — todos executados.

Os policiais afirmaram que por meio de crimes como homicídios, extorsões,  ameaças, posse e porte ilegal de armas de fogo, as milícias desenvolvem "um esquema de poder que engloba a dominação territorial e econômica de toda aquela região por meio da violência e da imposição do medo e do terror".

De acordo com a denúncia do MP-RJ, a milícia continua agindo em localidades da Zona Oeste como Campo Grande, Cosmos, Inhoaíba, Paciência e Santíssimo. A quadrilha, segundo o Gaeco, lucra com a cobrança de taxas de moradores, comerciantes e pessoas dedicadas ao transporte alternativo (vans e mototaxis). Monopoliza ainda o comércio de gás natural veicular (GNV), botijões de gás e TV a cabo. Com o dinheiro arrecadado, foram comprados veículos de luxo, lanchas e imóveis.

“Além de extremamente violentas, as milícias provocam perda da confiança da população em relação ao poder público. A Operação Pandora demonstra que a Secretaria de Segurança e o Ministério Público, por meio do GAECO, não vão dar trégua no combate a estas organizações criminosas”, afirmou o delegado titular da DRACO, Alexandre Capote, durante a entrevista coletiva. O coordenador do GAECO, promotor de Justiça Claudio Varela, também participou da apresentação do balanço da operação. Com informações da Assessoria de Imprensa do Ministério Público Federal do Rio de Janeiro.
 

Revista Consultor Jurídico, 1 de setembro de 2011, 9h30

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