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Prova comentada

Exame da Ordem teve nível médio de dificuldade

O gabarito da segunda edição do Exame da Ordem dos Advogados do Brasil foi divulgado, ainda no domingo (30/10), poucas horas depois do término da avaliação. O professor de Ética no Complexo Educacional Damásio de Jesus, Marco Antonio Araújo Junior, disse que a prova foi de um nível médio. “Em algumas áreas, as questões estavam longas”, acrescentou.

Erival da Silva Olivera, professor de Direito Constitucional da instituição, disse que a prova foi técnica. “Inovaram com questões que trouxeram a jurisprudência”, explicou. Veja vídeo abaixo:

A rede de ensino LFG corrigiu, assim como o Damásio, corrigiu online o Exame da Ordem. Professores comentaram todas dezesseis as áreas do Direito cobradas. Antes mesmo da OAB divulgar o gabarito oficial, a instituição já repassava questão por questão com os estudantes e bacharéis.

Para o professor da Rede LFG, Rafael Barretto, de Ética, a prova não veio com grandes novidades. “A prova de Ética, na nossa primeira leitura, veio dentro das nossas expectativas, com muitas questões envolvendo o artigo 7º do Estatuto, direitos do advogado e questões envolvendo infrações disciplinares”, disse.

Também professora da disciplina, Fabiana Campos Negro declarou que a a prova foi tranquila, mas pecou por não cobrar temas relevantes como sociedades de advogados e honorários.

André Barros, que dá aulas de Direito Civil na Rede LFG, também considerou a prova de sua disciplina tranquila. Para ele, as questões foram próximas da realidade e do dia a dia, abrangendo oito dos dez temas possíveis. “Pediram mais o que se costuma exigir de um advogado”, opinou.

“Achei essa prova mais justa do que a anterior. Aquela prova anterior foi um terror, foi muito mal feita. Essa estava mais capciosa, pediram coisas que deveriam pedir mesmo”, disse João Aguirre, que dá aulas de Direito Civil na rede.

O professor de Direito Penal, Cristiano Rodrigues, criticou a prova. “Mais uma vez, o examinador apresenta sua carência técnica na hora de conduzir a prova de penal”, disse. De acordo com ele, o exame trouxe questões “despropositadas e com divergência de doutrina”. Para ele, a prova da área apresentou um nível de dificuldade de médio para alto. “Não dá para dizer que foi fácil.”

Nathalia Masson, da área de Direito Constitucional, disse que o exame não surpreendeu, vindo “dentro do planejado e do esperado”.

Revista Consultor Jurídico, 31 de outubro de 2011, 16h49

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