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Sessão de homenagem

Sebastião Carlos Garcia se aposenta do TJ-SP

O desembargador Sebastião Carlos Garcia, do Tribunal de Justiça de São Paulo, proferiu seu último voto na sessão da quinta-feira (27/10). Depois de dez anos no segundo grau, e quase 42 de magistratura, ele decidiu que chegou o momento da aposentadoria.

Garcia começou sua carreira de juiz em 1970, passando pelas comarcas de Jundiaí, Brotas, Ituverava, Diadema e São José do Rio Preto, todas em São Paulo. Em 1983, foi promovido à entrância especial, quando passou a trabalhar na 9ª Vara de Família e Sucessões da Capital. De 1989 a 2001, desempenhou suas funções no Tribunal de Alçada Criminal, até ser promovido para o TJ, por critério de merecimento.

Nos últimos anos, o desembargador Garcia era integrante da 6ª Câmara de Direito Privado. A sessão de despedida de Sebastião Carlos Garcia foi marcada por uma homenagem ao desembargador. Segundo o presidente do TJ-SP, desembargador José Roberto Bedran, o tribunal “é devedor do seu brilhante trabalho”.

O presidente da 6ª Câmara, Paulo Alcides Amaral Salles, disse que o magistrado “despede-se do nosso convívio, mas não da nossa amizade. O espírito não se aposenta e o espírito de Sebastião Carlos Garcia não conhece a fadiga. Tenho certeza que ele continuará amando com o mesmo entusiasmo a nossa magistratura”, finalizou. Já o colega José Percival Albano Nogueira Júnior lembrou de como Sebastião Garcia o recebeu. ““Quando cheguei, há oito anos, sem experiência como julgador de 2º grau, tive uma recepção maravilhosa por parte do desembargador que hoje se afasta da judicatura, um exemplo de homem público, competência e dedicação à Justiça.”

Garcia, então, proferiu palavras a cada um dos presentes e desejou-lhes sucesso em suas carreiras. “A meu modo simples procurei cumprir com meu dever, da melhor maneira. Guardei a fé na Justiça e na jurisdição, na certeza de que é a única solução para os conflitos humanos.” Até citou Gabriel Garia Márquez: “a vida não é que a gente viveu, mas aquela que a gente se recorda, e como recorda pra contar”.

Quem ocupará a vaga será Francisco Eduardo Loureiro, que se disse consciente do desafio e se propõe duas responsabilidades. “Uma de fazer parte da 6ª Câmara de Direito Privado do TJSP e a outra de ocupar o lugar que foi do desembargador que encerra hoje seu ciclo, com grande êxito.” Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-SP.

Revista Consultor Jurídico, 29 de outubro de 2011, 15h45

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