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Sobre juízes e lobos

CJF invade competência das corregedorias

Comentários de leitores

7 comentários

Convite ao debate racional

Fábio Henrique Fiorenza (Juiz Federal de 1ª. Instância)

Primeiro, parabéns ao colega Glauber pelo excelente artigo.
Aproveito aqui a oportunidade para convidar os leitores para que analisem a questão sem preconceitos de qualquer espécie. Digo isso porque virou moda dizer que juiz trabalha pouco, ganha muito e tem diversos privilégios. Generalizações como essa, ainda mais porque desprovidas de dados objetivos, não contribuem com o debate.
Numa sociedade em que o Estado, embora cobre muitos tributos, não faz direito o seu papel, bater em autoridades goza de uma espécie de "presunção de legitimidade". Vende jornal. É como dizer que nenhum político presta. Isso toca o coração de um monte de gente, mas não diz absolutamente nada. Apela-se à emoção, quando o debate deve se pautar na razão.
Assim, se alguém quer se opor com seriedade ao reajuste pretendido pelos juízes, deve dizer por que o art. 37, X, parte final, da CF não deve ser cumprido. Porque esse dispositivo constitucional não vem sendo cumprido, não apenas em relação aos juízes, mas também em relação a outros servidores públicos federais.
Diante desse descumprimento flagrante e reiterado da CF, como também da inércia do presidente do STF em resolver isso, que medidas devem ser adotadas pelos juízes - considerando que essa ofensa vem ocorrendo há anos e a via do diálogo não surtiu nenhum efeito? Simplesmente continuar a recorrer a uma via que vem se mostrando ineficaz? Desistir de seu direito?
O fato de haver juízes corruptos, preguiçosos, arrogantes, burros, presunçosos, é justificativa razoável e racional para se negar a toda a categoria o direito de ver seu salário recomposto em face da inflação?
Convido todos a refletir seriamente sobre tais questões.
Abraço.

Corporativismo

. (Professor Universitário - Criminal)

Artigos como este devem ser solenemente ignorados, pois é mero corporativismo. O CNJ trouxe um pequeno feixe de luz à caixa preta do Judiciário. Deve ser mantido e aperfeiçoado, acabando, especialmente, com as mordomias, como férias de 60 dias, os 17% a mais no tempo de aposentadoria, etc.

OS PINGOS sobre OS "Js" de JUÍZES 2

Citoyen (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

Assim, já foram os tempos em que o conceito de MAGISTRADO era sagrado, posto sobre o pedestal da integridade ÉTICA e MORAL.
Hoje, pela incidência e reincidência no cometimento das mais tolas e medíocres infrações, o CIDADÃO brasileiro já tem uma pálida idéia de que SÃO ELES CIDADÃOS COMUNS, falíveis e flexíveis às pressões para progressão funcional; falíveis e flexíveis às pressões políticas, se, por acaso, têm pretensões em adquirir a qualidade de CIDADÃO com NOTÓRIO SABER JURÍDICO e REPUTAÇÃO ILIBADA, quando, então, poderiam desejar o título de MINISTRO!
Já foi tempo, ah..., já se passaram muitos e muitos anos, em que a remuneração do Magistrado estava numa faixa em que, efetivamente, precisavam buscar o conforto familiar com atividades de Magistério Universitário. Porque era só. Não buscavam o Magistério em cursinhos e nem eram comuns os convites para palestras em cursinhos e seminários.
Ah, sem esquecer que NÃO TINHAM ACESSORES, para ler e estudar os processos que lhes eram confiados, e ELES PRÓPRIOS tinha que REDIGIR suas DECISÕES, fossem complexas ou, simplesmente, interlocutórias.
Hoje, são dezenas de assessores, que muitos chamam de "acessores de processo", ou de assistentes, TODOS encarregados de fazer o que o CÓDIGO DE PROCESSO atribui como encargo de MAGISTRADO.
Ah, e sem esquecer que SÃO ELES, os assessores que redigem as decisões ou os despachos.
E sou uma TESTEMUNHA OCULAR desse PASSADO, porque meus grandes professores ERAM MAGISTRADOS tal como eu descrevi, que não tinham sábado, domingo ou feriado, porque tinham que estar em cima dos processos e dos livros, pesquisando, estudando.
Hoje, nada disso é atividade de um Magistrado, que ganha bem e tem vários e muitos privilégios.
Portanto, NÃO SE TENTE ENGANAR a SOCIEDADE!

OS PINGOS sobre OS "Js" de JUÍZES.

Citoyen (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

Escrevo com muita serenidade, objetividade a maior que me seja possível e conhecimento de causa.
Os MAGISTRADOS, porque não são somente os Juízes, têm, na relação que se possa fazer com o CIDADÃO brasileiro, funcionário público, PRIVILÉGIOS e PRERROGATIVAS inigualáveis.
As PRERROGATIVAS são INDISPENSÁVEIS ao EXERCÍCIO do CARGO e deveriam existir tão somente ENQUANTO estão NA ATIVA, o que NÃO OCORRE, porque elas, com a APOSENTADORIA do MAGISTRADO - que será assim chamado até o dia em que deixar nosso mundo! - CONTINUAM com ele, como se ele NÃO TIVESSE PASSADO a SER um CIDADÃO COMUM!
Os PRIVILÉGIOS vão desde a disponibilidade de veículos chamados oficiais, até restaurantes e cafezinhos especiais, para eles.
Não são os nossos MAGISTRADOS, como o são os do RESTO do MUNDO, CIDADÃOS COMUNS, que exercem, quando em atividade, o PRIVILÉGIO da JURISDIÇÃO, que nada mais significa senão a NOBRE ATIVIDADE de dizer o DIREITO.
Ora, hoje em dia, NÃO SÃO MAIS ELES que DIZEM o DIREITO, já que estão cheios de ASSESSORES ou SECRETÁRIOS, todos "investidos" na função de examinar os processos e dizer sobre o Direito que neles se discute.
Essa prática, verdade seja reconhecida, É HOJE TÍPICA TAMBÉM dos membros do MINISTÉRIO PÚBLICO dos ESTADOS e das PROCURADORIAS, já que TODOS passaram a ter assessores que por eles examinam os processos e escrevem os "votos" daqueles que SÃO PAGOS para fazer isto.
O resultado é que TODOS, ou quase, TÊM ATIVIDADES como de MAGISTÉRIO SUPERIOR, MAGISTÉRIO em CURSINHOS, CONSULTORES com ou sem ESCRITÓRIO,PALESTRANTES em SEMINÁRIOS e CONGRESSOS, e ADVOGADOS, OSTENSIVAMENTE OU NÃO!
Esta é pois a REALIDADE!
Em sendo assim, por que FALSEAR a verdade, buscando justificar necessidades INEXISTENTES?
JÁ SE PAGAM o SUFICIENTE!

pelo fim da impunidade de juízes, viva o CNJ !!

analucia (Bacharel - Família)

pelo fim da impunidade de juízes, viva o CNJ !!

Imparcialidade maculada

Philippe Magalhães (Procurador Federal)

Embora entenda que os movimentos sociais são legítimos, nem sempre os meios escolhidos para pressão social não acompanham a referida legitimidade.
No caso dos Juízes Federais, carreira na qual tenho alguns amigos e familiares,o meio escolhido foi causar deliberadamente prejuízo à sociedade (pois o prejuízo à União representa prejuízo a todos aqueles que contribuem para formação de seu patrimônio).
Penso que o represamento das intimações e citações dos entes pertencentes ao executivo federal não foi uma escolha das mais felizes.
Entendo ainda que o argumento de que as ações previdenciárias e outras de interesse de pessoas físicas não seriam suspensas, só reforça a idéia de que o movimento busca exclusivamente causar danos ao patrimônio público, como forma de conseguir objetivos pessoais.
Outro detalhe tem de ser ressaltado: Será que o magistrado federal que suspende intimações da União movido tão somente por sentimento pessoal tem imparcialidade para julgar ações de interesse do ente federal ?
No momento que a categoria está inflamada no sentido de causar prejuízo a uma das partes, será que ela terá a isenção necessária no momento de prolatar a decisão ?
Vamos pensar!

Não estão acima da lei

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

O Autor do artigo se esqueceu de dizer que tal como qualquer outros cidadães ou profissionais desta República os juízes federais estão inseridos em um contexto político e social, E NÃO SÃO LIVRES PARA FAZEREM O QUE BEM ENTENDEM EM NOME DA DEFESA DE SEUS INTERESSES, ainda que legítimos.

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