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Combate às drogas

OAB-SP discute internação de viciados em crack

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O presidente Comissão de Estudos sobre Educação e Prevenção de Drogas da OAB-SP, Cid Vieira de Souza Filho, se reúne nesta quarta-feira (26/10), às 17h, com deputados estaduais, federais e representantes do Ministério Público para discutir medidas de combate ao crack, na capital paulista e em outras cidades. "O crack vem se alastrando de maneira brutal e nenhuma medida efetiva vem se mostrando eficaz. A internação compulsória é um primeiro passo para tentar salvar a vida de quem já tem como destino a morte certa", disse ele à Consultor Jurídico.

A reunião contará com a presença do desembargador Antonio Carlos Malheiros, da Coordenadoria da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça de São Paulo, do deputado estadual Donisete Braga (PT), o coordenador da Frente de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas, das deputadas federais Aline Correa (PP-SP) e Keiko Ota (PSB-SP).

Também participa do encontro o presidente da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D’Urso. Após a reunião desta quarta-feira (26/10), Cid Vieira vai sugerir aos participantes uma visita à cracolândia, no centro de São Paulo.

A reunião vai debater algumas propostas, como a legalidade da internação compulsória de crianças e adolescentes viciados em crack. "A internação só ocorrerá, evidentemente, com o laudo de um especialista. Mas temos de considerá-la, pois o crack é uma epidemia e precisamos dar um basta", destaca Cid Vieira. Além disso, a reunião vai debater, a iniciativa do Tribunal de Justiça de montar um posto móvel para realizar audiências na cracolândia e o estudo da frente parlamentar, que demonstra que 79% dos municípios do estado não possuem leitos em hospitais do Sistema Único de Saúde para dependentes químicos. Com informações da Assessoria de Imprensa da OAB-SP.

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 26 de outubro de 2011, 15h25

Comentários de leitores

1 comentário

"HIPOCRISIA E LIMPEZA SOCIAL !!"

Flávio Haddad (Advogado Autônomo)

Enquanto o Estado (municípios) não investir efetivamente no cumprimento dos direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90 - 21 ANOS !!!). Enquanto não existir uma "Política de Saúde" que contemple os aspectos preventivos e terapêuticos, em face da inexistência de clínicas públicas de qualidade, a medida proposta significa apenas e tão somente "retirar da rua" esses cidadãos, na maioria jovens e pobres que por falta de perspectiva, buscam na droga o suicídio lento !!!

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