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Gastos com ações judiciais caem nos EUA e Inglaterra

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Os gastos com litígios judiciais envolvendo o mundo dos negócios, nos Estados Unidos e no Reino Unido, caiu no último ano enquanto ações regulatórias e investigações internas passaram a ocorrer com maior frequência. Este é o resultado da pesquisa 2011 Fulbright & Jaworski Litigation Trends Survey (Consulta de Tendências da banca Fulbright & Jaworski), feita com 405 advogados que têm como clientes algumas das maiores empresas dos EUA e do Reino Unido em diferentes setores de negócios.

A texana Fulbright & Jaworski, banca global com 17 escritórios em diferentes países, divulgou o resultado das entrevistas esta semana. Os participantes se identificaram como “diretor geral” ou “chefe de litígios” dos escritórios. Os advogados ouvidos afirmaram que, nos últimos 12 meses, as empresas tomaram maior cuidado com ações internas, como auditorias, o que teve como consequência a redução dos gastos com processos judiciais.

No entanto, com a edição de leis mais rigorosas nos dois países e o crescimento da estrutura e dos lucros das corporações, a calmaria judicial terá um fim. De acordo com a pesquisa, 92% dos advogados americanos e 85% dos seus colegas britânicos consultados disseram ser inevitável que a média de litígios se mantenha no mesmo índice ou aumente. Daqui para frente, é improvável a redução dos gastos com processos judiciais.

Ainda de acordo com os profissionais ouvidos pelo Litigation Trends Survey, por conta da crise financeira global, o número de acordos realizados entre as partes cresceu. No último ano, 51% dos consultados revelaram que recorreram mais vezes, entre 2010 e 2011, a acordos judiciais envolvendo o pagamento de indenização ao reclamante. No caso de seguradoras e companhias de planos de saúde, o índice cresce para 70%.

As áreas de negócios que não apresentaram queda de custos com ações em tribunais, segundo os advogados ouvidos pela pesquisa, são tecnologia, seguradoras e varejo. Nesses setores, houve crescimento dos custos com ações. Para companhias financeiras, os custos com litígios se mantiveram o mesmo. A queda de gastos com tribunais foi mais acentuada para empresas de energia e manufatura (têxtil, equipamentos e utensílios domésticos).

 é correspondente da revista Consultor Jurídico nos Estados Unidos.

Revista Consultor Jurídico, 21 de outubro de 2011, 12h15

Comentários de leitores

1 comentário

Aqui no Brasil....

Carlos (Advogado Sócio de Escritório)

A diferença entre lá e aqui é que nos EUA os valores das condenações não são "brincadeiras" como as daqui.
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Lá não se vê condenações que, na verdade, são um incentivo a continuidade das práticas ilícitas como fazem muitos juízes nesse país chamado Brasil.
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Logo, nos EUA empresário que causo danos, não quer que o caso vá para a justiça.
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Ao contrário, aqui no Brasil, como o Judiciário na maior parte das vezes é "um pai" para os picaretas de plantão, estes, costumam dizer aos que sofreram danos: "vai procurar os seus direitos". Afinal qual empresário não quer ter uma causa contra sí, que demorará anos tramitando no Judiciário e, ao finall, ser condenando a pagar um esmola de poucos mil reais ao lesado?

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