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Manifesto trabalhista

Ajufe e Anamatra param os trabalhos em 30 de novembro

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Juízes federais e trabalhistas vão paralisar as atividades em 30 de novembro. O ato foi confirmado nesta sexta-feira (14/10), durante Assembleia Geral Ordinária da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe). A paralisação coincide com a semana nacional de conciliação. De acordo com a entidade, acontece "em defesa de uma política remuneratória, estrutura de trabalho, segurança, previdência e saúde".

Durante a assembleia, também ficou decidido que a partir desta semana os processos de interesse da União nas Varas Cíveis e de Execução Fiscal terão as suas intimações e citações represadas até serem remetidas para a Advocacia-Geral da União em bloco somente no dia 29. De acordo com Wedy, "a medida estratégica e adicional de represar as intimações e citações nos processos de interesse da União vai ser uma forma efetiva e inteligente de pressão mais eficaz que greve sem molestar a sociedade".

O movimento pretende agregar 3,6 mil juízes trabalhistas, representados pela Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho (Anamatra). "As associações, em face do vácuo de liderança na presidência do STF também constatado pela Anamatra, estão assumindo um papel que nunca assumiram ao longo da história e agora estão estrategicamente indo além dos movimentos paredistas", declarou Gabriel Wedy, presidente da Ajufe.

"É ilusório e utópico pensar que conseguiremos algo ainda este ano com diálogos formais e sem pressão. A indignação está aumentando, é crescente, não estamos sendo ouvidos pelo demais Poderes e em especial precisamos de maior empenho do Presidente do STF", disse o presidente da Ajufe.

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 17 de outubro de 2011, 12h29

Comentários de leitores

20 comentários

Juízes trabalhistas!!!Procurem um trabalho honesto...

Mig77 (Publicitário)

Sempre há tempo para recomeçar...

Regime Especial de Trabalho Judiciário

Péricles (Bacharel)

Sugiro, a exemplo do que é pago aos policiais militares, que os juízes recebam o famigerado RETP (Regime Especial de Trabalho Policial), mas denominado e adaptado (Regime Especial de Trabalho Judiciário) que impede de receber por hora extra, fazer greve e ter que acudir a greve dos outros setores. A diferença é que tem policiais militares com 10 anos de serviço ganhando menos de R$ 2.000,00, enfrentando o crime organizado etc, enquanto o salario inicial de juízes ultrapassa R$ 20.000,00.

cortarão os pontos? serão multados?

João pirão (Outro)

Sempre vejo juízes decidindo pela ilegalidade da greve de outros setores. Será que haverá um juiz que fale sobre a ilegalidade da greve dos seus iguais? Será que vão cortar os pontos dos colegas? Concordo no aumento dos proventos acima da inflação, sempre que isso se traduza em benefícios à sociedade. Ninguém também pode negar que os magistrados são uma casta, como também promotores, entre outros. Se observamos a linha dos gastos orçamentários entre executivo e judiciário podemos confirmar a estagnação da linha do executivo e o crescimento permanente do judiciário. É uma flagrante verdade.

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