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Comentários de leitores

20 comentários

Medíocridade ou falta do que fazer?

Jeferson Furtado (Estudante de Direito)

Boa noite. Talvez seja de agigantada medíocridade os atos e posicionamentos contra o humorista Rafinha Bastos. Todos os dias dizemos que X ou Y, é ladrão ou homossexual, por torcer por este ou aquele time; dizemos que X ou Y, está gordo e isso é alvo de escárnio; dizemos que X ou Y, é negro, latino, asiático e pobre, por isso não tem direitos à certos privilégios, que não poderão participar de grupo A ou B, por não estarem de acordo com os padrões requeridos; Dizemos que X ou Y é feio, e tal falta de beleza serve como motivo de piadas e zomabarias. Isso ocorre todos os dias, nas mais variadas classes sociais, sem exceção, em todos os meios e grupos sociais. Negros, pobres, prostitutas, gays, ricos, e as mais variadas tribos e/ou pessoas, são ridicularizadas todos os dias. E daí? Cadê a punição para isso? Agora, bastou o humorista, fazer uma paródia (que eu concordo foi sem graça) todos se insurgem, todos querem crucificá-lo. Onde fica a liberdade de expressão? O Direito do artista em explicitar seu trabalho? Creio ser isso um falso moralismo.

CAFAJESTADA

Almir Sobral (Funcionário público)

Admirar o Rafinha Bastos é o mesmo que admirar um bandido. Suas piadas ofensivas, se é que isso é piada, afrontam especialmente o público. Se fosse apenas esse fato referente à Wanessa, apenas um deslize, mas não é, muitas de suas piadas são dirigidas para achincalhar pessoas. Esse mau caráter travestido de cômico aprontou muito. Recentemente esse cafajeste escreveu por email para uma repórter da coluna de Monica Bérgamo da Folha de S. Paulo: " Chupa o meu grosso e vascularizado cacete". Esse modo infame de se portar é uma constante na vida desse aviltador disfarçado de comediante. Esse cara ainda vai causar muitos problemas com esse seu jeito ordinário.

A pluralidade dos achos...

Mig77 (Publicitário)

Este fórum é democrático.Tanto os que recriminam quanto os que apoiam o comediante, citando teses de humor negro dão ênfase às suas idéias.
Então parece-me que é correto afirmar, para os que defendem a atitude do comediante, que o comentário, "comeria ela e o bebê, não tô nem aí", não deverá ser entendido como ofensa, se dirigido à mãe, filha, esposa ou irmã dos que defendem o comediante.Nenhuma ação judicial deverá ser ajuizada.Nenhuma represália.Pois, após rigorosa análise das teses constata-se que tal frase, não denigre, não achincalha, não fere o estado materno e acima de tudo, não macula a maior ação humana.O nascimento.Dar luz à vida!!!
Pois é, este mundo está mesmo esquisito.E o esquisito não é feio, nem bonito.É temeroso, às vezes, perigoso.

Lerry Flynt X Jerry Falwell

Cícero José da Silva (Advogado Autônomo - Criminal)

Não tenho conhecimento dos autos, mas entendo que a ação deve ser julgada improcedente, tendo em vista tratar-se apenas de uma sátira, desprovida de credibilidade, amparada pelo direito da liberdade de expressão, o que nos faz relembrar a decisão da Suprema Corte do Estado Unidos da América, no caso envolvendo Lerry Flynt e o revenrendo Jerry Falwell. Aliás, essas ditas celebridades chegam a pagar para ventilarem boatos visando o seu aparecimento na mídia, e quando se sentem ofendidas batem as portas do Judiciário procurando reparo financeiro, mas antes fazem questão de se promoverem com os fatos. Pobre Brasil repleto de pessoas desprovidas de talento, mas que insistem em produzir algo que chega a agredir os nossos tímpanos, como é o caso das musicas dessa pessoa que se intitula cantora.

HUMORISTA ??? ONDE ???

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

Esse sujeito deve ter sido aluno do TIRIRICA. Nunca vi alguém mais sem graça do que esses dois. A par de 'chula', a frase dita por esse cara é mais antiga do que a roda e, até por isso mesmo, de há séculos não tem mais graça nenhuma. Sem qualquer criatividade, o CQC, que de programa humorístico não tem nada, poderia sair do ar ontem que não faria falta alguma; muito ao contrário, a sociedade agradeceria. O 'engraçado' mesmo é que no Brasil, se adora a mediocridade.

Pisou na bola, deve ser responsabilizado!

Igor M. (Outros)

A Wanessa Camargo e seu marido, ora vítimas, estão mais do que corretos em procurar a justiça pleiteando indenização por danos morais por ofensa gratuita, ampla e que não deveria ser televisionada – mesmo sob a forma de humor. Isso é questão – trivial – de direito constitucional e civil.

Já a conduta do Rafinha Bastos, ótimo humorista e melhor ainda como jornalista, não deve ser tolerada de forma alguma, não havendo desculpa e “porém” nenhum para “deixar isso para lá”. Isso é questão – também trivial – de bom senso e civilidade!

Humor negro

D4NieL (Servidor)

Data vênia,
Podemos encontrar no Dicionário Priberam da Língua Portuguesa a seguinte definição de humor negro: humor que sublinha, com crueza, amargura e por vezes desespero, a absurdidade do mundo.
Segundo o Wikipédia, o humor negro é um subgênero do humor que utiliza situações consideradas por muitos como de mau gosto ou politicamente incorretas, usualmente de natureza mórbida, para fazer rir ou divertir o público menos suscetível.
Há musicais, filmes, desenhos e literatura baseados no humor negro.
Aqui no Brasil temos, na música, a figura do Rogério Skylab. Já nas telinhas vários desenhos são (ou foram) transmitidos como Beavis and Butt-head, Uma Família da Pesada, Simpsons, South Park e outros.
O programa CQC está longe de ser um programa para puritanos, donzelas e virgens.
SE NÃO GOSTOU, BEBE LEITE!

sobre a ação

Andre Paulo Franco de Moraes (Estudante de Direito - Civil)

Olá ,será que eu alguém pode me informar como consigo consultar esse processo, gostaria de ler a inicial, pois estou fazendo meu tcc relacionado ao tema dano moral, seria interessante ver os argumentos expostos pelos advogados da autora.

Feitio do programa

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

O CQC tem um feito de programa quase único na televisão brasileira. É como se vários amigos estivessem reunidos em um ambiente privado, "tomando uma gelada" e descontraindo (o que, diga-se de passagem, é uma das melhores coisas da vida). Isso, obviamente, atrai um público específico, mas vai gerar aqui e ali polêmicas já que a massa da população não está acostumada a ver tal tipo de situação em público. De fato, o que é bom em uma roda de verdadeiros amigos é justamente se poder dizer o que quer e nem sempre pode ser dito em público em ambiente mais formal, e isso atrai audiência. Buscar o equilíbrio é o que o CQC deve fazer visando evitar novos constrangimentos, cientes de que o povo brasileiro, mesmo no caso de uma piada absolutamente descompromissada e que não reflete nada de verdadeiro (só visa fazer graça), adotar criar polêmica.

Entre a graça e a desgraça

Claudimar Barbosa da Silva (Consultor)

É curioso como a graça de um comediante pode desbordar, em segundos, para a desgraça, bastando que o mesmo não se atente ao fato de que, para fazer graça, tem que ter bom gosto. A piada tosca, suja, machista e sexista, cai bem no churrasco com os amigos, mas é inadequada para um programa televisivo, de repercussão nacional, como o CQC.
Rafinha Bastos parece que se empolgou com o seu sucesso profissional e acaba acreditando que tudo o que fala e diz tem alguma graça. Não é à toa que o programa já foi condenado a indenizar outras pessoas indevidamente ofendidas pelo mesmo piadista, em outras circunstâncias. A graça e a desgraça são irmâs gêmeas, como diziam os romanos. É preciso ter cuidado tanto com uma, quanto com a outra. O CQC é um bom programa, mas precis saber os limites entre o que é engraçado e o que é ofensivo à dignidade alheia.

Humorista levado a sério.

Renato Novaes (Advogado Autônomo)

Não compreendo como os gracejos grosseiros de um humorista de baixa qualidade são levados a sério.
Se um político faz uma afirmação ou promessa, ninguém leva a sério.
Os valores estão invertidos !
Se formos nessa esteira, os ex-presidentes Collor, Fernando Henrique e Lula e a atual exercente do cargo que merece o maior respeito de todos no pais, a Presidência da República, Dilma Roussef, vão processar todas as piadas de gosto duvidoso, todas as "gracinhas" dos humoristas de má qualidade que temos aos montes nas nossas mídias impressa, falada e televisionada.
Será esse o caminho ?
Será o fim do escracho, do deboche, da piada instantânea, às vezes grosseira.
Vamos virar ingleses ?
Formais, dissimulados e sem tempero ?
Deixaremos de ser brasileiros, alegres, engraçados e que não levam as ofensas muito a sério...
Ou será que os ofendidos no caso(poderoso empresário e artista), sem entendem "pessoas diferenciadas", com sentimentos de porcelana, que não estão ao alcance dos comentários de ninguém ?
Nessa levada, os críticos musicais que se cuidem, pois se falarem a verdade sobre a péssima qualidade dos discos lançados pela Wanessa, vão ser processados também !
É um policionamento inimaginavel para a nossa sociedade.

Aprender com os acertos...

Mig77 (Publicitário)

O CQC é bom mas parece que o humor não é muito inteligente.Depende mais do artista no momento.Humor não é jazz.O improviso é para poucos.Poucos mesmo.O Rafinha Bastos deveria fazer um depósito integral desse valor nessa ação.Sem audiência, e com um pedido de desculpas, se sinceras, e desejando à Wanessa, a seu marido e ao bebê que vai nascer, muita saúde e felicidades.Seria um aprendizado.Um exercício salutar de humildade.Aquela que enaltece um homem.Um ato de grandeza para si mesmo.Deixando para depois a mídia, a audiência e a imagem, absolutamente secundários nesse infeliz capítulo.

Piada?

Ronaldo dos Santos Costa (Advogado Sócio de Escritório)

As aleivosias toscas corriqueiramente proferidas pelo pseudocomediante desbordam, via de regra, e nesse caso, com pujança, da liberdade de manifestação artística e de pensamento!!! São ofensas gratuitas, destituídas, inclusive, de humor! Pilhéria da pior espécie, que não se coaduna com o disposto na Constituição da República, in verbis:
Art. 221. A produção e a programação das emissoras de rádio e televisão atenderão aos seguintes princípios:
I - preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas;
II - promoção da cultura nacional e regional e estímulo à produção independente que objetive sua divulgação;
III - regionalização da produção cultural, artística e jornalística, conforme percentuais estabelecidos em lei;
IV - respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família.
Se os dirigentes da Band tiverem um mínimo de tato, dispensarão o "artista" enquanto ainda há tempo para uma atitude honrada!!!

bem feito

maisvalia (Outros)

O casal está certo.
Quem fala o que quer recebe o que não deseja.
Fazer piadas com loiras é genérico. A grosseria foi individual, com endereço certo.
Democracia é assim, os incomodados podem reagir com o que as leis permitem. Se vão ganhar ou não é outra história.

Sobre o tal Rafinha

Roozevelt (Contabilista)

O que esse cidadão que muitos o consideram humorista, não sabe fazer humor. Ele agride gratuitamente as pessoas e precisa ser contido pela justiça. A indenização é muito pouco para esse "marginal" (que vivem à margem da Lei).

Daqui a pouco teremos que indenizar as loiras

Advogado Santista 31 (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Se o comentário tosco (dado no contexto de piada) for indenizável, estaremos perdidos: as loiras irão pedir indenização aos comediantes da Praça é Nossa por piadas com loiras. Imaginem então os portugueses? Ari Toledo que se cuide então? Do jeito que as coisas estão, a patrulha do politicamente correto (que não sabe contar piada engraçada ou que tenha graça, ou pior, que não goste de piadas) estarão ditando o que pode ser piada ou não. Prevejo tempos negros, ops, tempos afro-temporais em relação ao humor.

inaceitável e reprovável

Ramon Moura Mobato (Juiz do Trabalho de 1ª. Instância)

não podemos aceitar esse tipo de compartamento de possoas que não medem Conseqüências, ferindo a honra dos outros, em rede nacional esse "rapaz", tem maus antecedentes em rede nacional, já era para ele está fora do ar a muito tempo, isso poderia ter sido evitado, é inconcebível esse tipo de comportamento.

está passando os limites

Kelsen Henrique (Estudante de Direito - Criminal)

essa besteira de humor politicamente correto está passando os limites. Será um absurdo se ganharem essa ação.

burrice tem limite

hammer eduardo (Consultor)

Olha que Eu sou Fã de carteirinha do programa CQC porem neste episodio especifico , todas as barreiras da razoabilidade e do bom senso foram ultrapassadas sem a menor cerimonia. Acho correta a atitude da Cantora e seu Marido , principalmente se a grana for convertida para a caridade pois afinal os dois nadam em dinheiro e 100 mil ate que é bem pouco em vista do estrago produzido.
A linha entre o humor de qualidade e a popular baixaria é muito tenue e infelizmente o tal "rafinha bastos" extrapolou e atravessou o samba derrubando a bateria como se diz nas escolas de samba.
Como indiscutivelmente é um cara talentoso , infelizmente mostrou-se imaturo no episodio e acima de tudo arrogante pois se tivesse se retratado de forma limpida logo em seguida "talvez" as coisas não tomassem a proporção que tomaram.
As 100 pratas para o rafinha nem vão coçar no bolso e mesmo tendo pedido as contas da Bandeirantes , acredito que não fica meia hora sem emprego pois a concorrencia esta sempre de olho. Lembremos que quando o SBT levou 2 Humoristas do elenco do Panico , o programa derrapou e nunca mais voltou para o prumo original , televisão tem dessas coisas.
Minhas sinceras simpatias ao casal injustamente ofendido de graça e quanto ao rafinha , espero que depois desse "tranco" aprenda a ser mais humilde e a colocar o cerebro na frente da lingua senão o problema fatalmente ira se repetir em outra emissora.
O falecido Costinha era o rei da baixaria mas sabia fazer rir sem cometer um deslize deste tamanho.

Retratação?

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Ora, como alguém vai se retratar de uma piada que ultrapassou o limite do razoável? Para que algo seja considerado engraçado deve ser também absurdo, hiperbólico, desproporcional, senão não tem graça alguma.

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