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Comentários de leitores

7 comentários

Atitude que poucos tem...

Dra. Nobrega (Estudante de Direito - Trabalhista)

Dificil encontrar alguém que tenha essa iniciativa.
Quando iniciamos algo para ajudar o próximo sempre irá existir alguém para criticar, mas fazer alguma coisa para mudar essa situação. É mais fácil criticar do que ajudar o próximo, não importa de quem é a responsabilidade. Quando afeta toda a coletividade alguém tem que fazer alguma coisa. Como o Estado se preocupa com assuntos do seu proprio interesse.
Parabéns pela iniciativa, o mundo está precisando de pessoas assim como vocês.
Deus ilumine essa caminhada de vocês e ajuda a enfrentar os obstaculos.

MARCUS Advogado (Advogado Autônomo)

Fernanda Fernandes Estrela (Assessor Técnico)

Discordo de você.
A luta é de quem usa a droga e não de toda a sociedade.
Já passou da hora neste país de tudo, absolutamente tudo ser jogado aos ombros da "sociedade".
Se há violência, a culpa é da sociedade. Se há abuso de drogas lícitas ou ilícitas, a culpa é da sociedade.
Não, não é.
A culpa é de quem vai ao traficante e mantém a mercancia daquele.
A culpa é do playboy e do pé-rapado que acham que a solução para os eventuais problemas que a vida apresenta é encher a cara de droga.
E a culpa é também de todos aqueles que são lenientes com esta situação. Logo, não tenho não que estender os braços porque eu aprendi que a vida a gente ganha com trabalho e não com ócio e vícios.
Quanto ao Marcos Alves Bitar, concordo com você, parcialmente.
No sentido de que a responsabilidade é do Executivo e que o Judiciário deveria cuidar das próprias atividades.
Quanto às demais manifestações, incluindo a Corregedora do CNJ, com amplo respeito, ela não articulou bem as palavras que usou.
Existem coisas que a gente pode até pensar, mas nem sempre pode dizer, especialmente se for frente às câmeras de TV.
Existem problemas que são solúveis sem a que para tanto que está apto a fazê-lo faça "sem causar".

Melhor solução

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Melhor andaria o Poder Judiciário paulista se começasse a exigir de seus magistrados maior preparo para o julgamento das ações envolvendo menores e consumo de drogas. Conforme demonstra a Corregedora Eliana Calmon (veja o vídeo em http://www.youtube.com/watch?v=7FD5Zvbzx4s), a política que impera é quase sempre direcionar os juízes menos talentosos à área de família e jurisdição de menores, o que indubitavelmente compromete a qualidade da prestação da tutela jurisdicional nessa área.

Os fins não justificam os meios

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

O combate ao crime, bem como prestar o serviço de saúde (aos viciados) é uma função exclusiva do Poder Executivo. Não cabe ao Poder Judiciário, de nenhuma instância, imiscuir-se nessa função, cabendo tão somente julgar as ações propostas, nos termos da Lei. O Poder Judiciário paulista vem amargando há anos a falta de recursos, sem condições de realizar suas funções precípuas. Assim, censurável a alocação de pessoal e recursos para desenvolver uma atividade que incumbe ao Poder Executivo, que nada em dinheiro e gasta, mais das vezes, como quer. Além disso, esse "ativismo" do Poder Judiciário acaba por comprometer a equidistância do julgador quando chamado a decidir no caso concreto, uma vez que a Instituição acabou por se envolver em uma atividade que não lhe compete. No caso, vale o velho provérbio: os fins não justificam os meios. Se há falhas no combate ao crack por parte do Estado, que sejam identificados e punidos os servidores e agentes públicos (do Executivo) responsáveis.

TODOS NÓS

MARCUS Advogado (Advogado Autônomo - Civil)

Fernanda, todos devem se envolver nessa luta servidores, advogados, promotores, magistrados, amigos etc. Independente da esfera de atuação. Isso é cidadania . E ajudar o próximo é ato de fé cristã, portanto esse é o estímulo necessário, enquanto o Estado deve aparelhar a luta com os meios necessários. Também não tenho dúvida que nem toda batalha será ganha, pois sempre tem aquele que irá persistir no estado vicioso, contudo vamos estender a mãos para aqueles que pretendem mudar de vida.

Louvável, porém...

Fernanda Fernandes Estrela (Assessor Técnico)

Quem vai exatamente por a mão na massa?
Qual o estímulo que o TJ dá aos funcionários que eventualmente se voluntariarem para tal mister?
E, depois de mapeada toda a situação, qual será o destino dos pequenos viciados?
Já que, sabemos, muitos não tem mais que doze anos e desta forma, não há legislação que os obrigue a permanecer internados...
Policiais sequer podem prendê-los (vide cenas recentes na mídia de menores destruindo um conselho tutelar e a polícia obrigada a observar).

PARABÉNS

MARCUS Advogado (Advogado Autônomo - Civil)

Esse é um combate de toda sociedade brasileira.

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