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Vaga aberta

Ajufesp apoia indicação de Suzana Camargo ao STJ

A Associação dos Juízes Federais de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Ajufesp) divulgou nota pública para manifestar apoio à indicação da desembargadora Suzana Camargo ao Superior Tribunal de Justiça. Suzana compõe a lista tríplice de candidatos a ocupar a vaga aberta com a aposentadoria do ministro Aldir Passarinho. A presidente Dilma Rousseff deve decidir o nome do novo ministro em breve.

De acordo com a nota, a indicação da corregedora do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, "aponta para a correção de um desequilíbrio federativo gritante, no âmbito do Poder Judiciário brasileiro, já que a 3ª Região, a maior em número de processos, não conta sequer com um representante na Corte".

Junto com a desembargadora, concorrem à vaga os desembargadores Néfi Cordeiro, do TRF da 4ª Região, e Assusete Dumont Reis Magalhães, do TRF da 1ª Região. A desembargadora foi a que obteve menos votos, somando 14. Assusete Dumont Reis Magalhães teve 20 e Néfi Cordeiro teve 25.

Leia a nota de apoio da Ajufesp à desembargadora Suzana Camargo
A Associação dos Juízes Federais de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Ajufesp) cumprimenta e felicita os integrantes da magistratura federal que compõe a lista tríplice para indicação à vaga aberta destinada aos Tribunais Regionais Federais junto ao Superior Tribunal de Justiça.

Sabedores das inegáveis qualidades de todos os componentes da lista a Ajufesp, no entanto, externa sua especial satisfação e expectativa com a presença da associada Desembargadora Federal Suzana Camargo na lista tríplice.

A indicação da ilustre, respeitada e querida magistrada aponta para a correção de um desequilíbrio federativo gritante, no âmbito do Poder Judiciário brasileiro, já que a Terceira Região, a maior em número de processos não conta sequer com um representante na Corte Superior destinada a uniformizar a interpretação da legislação federal em nosso país, que deve, por determinação constitucional, ter entre seus membros 11 (onze) ministros oriundos dos cinco Tribunais Regionais Federais.

Tal distorção há muito é sentida pelos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul que, sem a adequada representatividade nas decisões de âmbito nacional, sofre graves prejuízos que só serão corrigidos com a anulação do déficit de representação já apontado.

A Desembargadora Federal Suzana Camargo, oriunda da Justiça Federal do Mato Grosso do Sul, há muito honra o Tribunal Regional Federal da 3ª Região com sua competência, preparo e solidez moral, comprovados por sua segunda indicação para compor a lista tríplice para nomeação a uma das vagas do Superior Tribunal de Justiça.

A Ajufesp empenha seu incondicional apoio à Dra. Suzana e espera contar com a sensibilidade da Presidenta Dilma Roussef na escolha de seu nome, corrigindo assim um histórico equívoco democrático na composição do Superior Tribunal de Justiça.

A Diretoria

Revista Consultor Jurídico, 5 de outubro de 2011, 8h39

Comentários de leitores

3 comentários

Discordo Totalmente de vc. nobre advogad Marcos

Italo Calvino (Juiz Federal de 1ª. Instância)

Dra. Suzana é um nome que vai engrandecer o SUTJ. Excelente juiza, otima Desembargadora, e muito combativa. A AJUFESP , evidentemente, que vai apoiar o nome de uma de suas mais ilustradas filiadas.
Dra. Suzana tem feito um otimo trabalho frente a Corregedoria, demonstrando a real função da mesma, atendendo sempre cortezmente a todos, e com uma otima equipe.

Errata

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Onde se lê "Desembargadora do TRF3", leia-se "Corregedora do TRF3".

Péssimo nome

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Obviamente que a Associação vai apoiar Suzana Camargo em indicação ao STJ, uma vez que ela, na condição de Desembargadora do TRF3 (assumindo o cargo como "premio de consolação", após um meses de disputa interna só debelada por decisão do STF) mais não tem feito nos últimos anos do que apoiar incondicionalmente os juízes federais em todos os seus deslizes. Na verdade, vê-se claramente que a Associação retribui os favores prestados, falando em "representatividade" e dando a entender que Suzana Camargo, uma vez no STJ, prolataria decisões visando favorecer os juízes federais da Terceira Região. Como sabemos, não há que se falar tecnicamente em "representatividade" em atuação jurisdicional. Em tese, se o juiz é oriundo do Rio Grande do Sul ou do Rio Grande do Norte, o que vai nortear a decisão são os fatos e o direito aplicável, sendo sua orgiem irrelevante. Exigir, sugerir, ou apoiar a indicação de alguém a um cargo de magistrado no Judiciário evocando "representatividade", é o mesmo que dizer "queremos esse aqui porque ele vai puxar a sardinha para nosso lado". Nesse contexto, Suzana Camargo é um péssimo nome para o STJ.

Comentários encerrados em 13/10/2011.
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