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Passo a passo

Sabatina de Rosa Maria Weber será na próxima terça

O senador Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo no Senado, é a favor da aprovação da indicação de Rosa Maria Weber para o cargo de ministra do Supremo Tribunal Federal na vaga aberta com a aposentadoria da ministra Ellen Gracie. O seu parecer foi lido na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado nesta quarta-feira (30/11).

Após a leitura do relatório, o presidente da CCJ, Eunício Oliveira (PMDB-CE), concedeu vista coletiva e convocou para a próxima terça-feira (6/12) reunião extraordinária para sabatina e votação do nome da ministra.

Aprovada pelo Senado, a ministra Rosa Maria deve integrar a 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal, ao lado de Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Dias Toffoli e Luiz Fux.

A ministra do Tribunal Superior do Trabalho, Rosa Maria Weber, reuniu as características favoráveis para a sua escolha para o Supremo. Eleito como governo trabalhista, o grupo da presidente Dilma Rousseff não havia indicado até hoje nenhum juiz do Trabalho para o Supremo. 

A ministra do TST, nascida em outubro de 1948, contou com o apoio entusiasmado do governador gaúcho Tarso Genro e até mesmo do ex-marido de Dilma, advogado trabalhista. Em setembro, a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) divulgou moção de apoio à ministra.

Rosa Maria nasceu em Porto Alegre e formou-se em Direito na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Durante um ano, foi professora no curso de Direito da PUC-RS. Juíza há 35 anos, a ministra Rosa vem de uma família de empregadores rurais gaúchos. Nem por isso pode ser rotulada como simpática às teses dos patrões. A experiência pessoal conferiu-lhe uma visão ampla das relações de trabalho, que a fez compreender a indignação de empregadores acionados, mas não a fez perder o foco de que a legislação trabalhista tem de ser, necessariamente, protetiva. Com informações da Agência Brasil.

Revista Consultor Jurídico, 30 de novembro de 2011, 15h30

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