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Desmonte da Farsa

Veja a sustentação oral de Andrei Zenkner no Supremo

Comentários de leitores

7 comentários

QUE PAÍS É ESTE?

Joao Sergio Leal Pereira (Procurador da República de 2ª. Instância)

Parabéns aos advogados de defesa que tiveram a coragem de "meter o dedo" na ferida. A escabrosa história contada contém todos os ingredientes de uma trama urdida apenas com o intuito de prejudicar um conhecido concorrente do mercado financeiro. Para os seus protagonistas (aí incluídos, no mesmo balaio, juiz, procuradores, delegados e etc.), pouco importavam os meios, desde que os fins, sórdidos, fossem alcançados. Triste país este, onde pessoas, que deveriam clamar por uma justiça digna e imparcial, preferem marchar pela defesa, por exemplo, da legalização da maconha. Tempos difíceis, diria o meu falecido avô.

Sucumbência é a solução

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

É assim que vemos a necessidade concreta de instituir no Brasil a sucumbência em matéria penal. Por aqui, independentemente da gravidade do crime cometido pelo membro do Ministério Público que acusa mediante prática de delito, ou do juiz que recebe iniciais, determina prisões e prolata condenações também mediante prática de crime, o réu (ou melhor, vítima) fica sempre de mãos abanando no final, devendo arcar quantia considerável com usa defesa caso queira ser considerado inocente (na verdade todos querem, mas nem todos tem dinheiro). Houvesse ao final um justo arbitramento de verba sucumbencial paga pelo Estado Acusação em favor do defensor, toda vez que o acusado fosse considerado inocente, ou julgado procedente um incidente, as chances de defesa seriam as mesmas para um banqueiro ou "zé ninguém". Caso assim fosse, colegas de peso como os que defenderam Daniel Dantas se ofereceriam para prover a defesa de quem nada tem, desde que acreditassem na inocência, e seriam remunerados pela acusação caso sucumbente. Isso geraria uma maior responsabilidade por parte do Ministério Público, vez que os processos visando perseguição pessoal passariam a custar caro ao Estado, da mesma forma que ensejaria o crescimento de uma advocacia alto nível, temida por todo governante. Os mecanismos necessários a instituir uma verdadeira justiça penal no Brasil não são assim tão inatingíveis. O que falta é vontade de fazer a coisa melhorar.

É preciso dinheiro para a defesa

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Na verdade, a atuação dessa organização criminosa só foi devidamente desmascarada porque Daniel Dantas tem muito dinheiro para sua defesa. Não é fácil enfrentar quadrilhas institucionalizadas no Estado, valendo-se de fartos recursos para atuar (veja-se que, segundo as alegações, diversos "jornalistas" foram comprados para mentir publicamente, e até a Globo participou do esquema criminoso) e ainda recebendo vencimentos pagos por nós. É preciso vários bons profissionais da advocacia atuando na defesa, que precisam ser devidamente remunerados vez que se trata do ofício deles. Fosse o "zé ninguém" o perseguido, sem condições de pagar uma boa e suficiente defesa, estaria provavelmente encarcerado em uma prisão de segurança máxima, com toda a imprensa o "satanizando" junto à população, enquanto os verdadeiros delinquentes estariam por aí dando entrevistas para jornalistas comprados, e aparecendo na mídia como sendo os paladino da justiça (de fato, Protógenes e Fausto de Sanctis estavam em todo lugar, mas inexplicavelmente sumiram quando a verdade veio a tona com a decisão do STJ).

É espantoso. Uma história de terror.

Ademilson Pereira Diniz (Advogado Autônomo - Civil)

É espantoso, uma verdadeira história de TERROR, que me fez lembrar uma frase do Professor Miguel Reale Júnior, respondendo sobre os perigos de um Estado Policial, à reporter que queria saber se "quem não devia, não deveria temer", disse o Professor: Esse é que deve temer! (citação livre). De fato, diante desse caso escabroso da SATIAGRAHA, NÓS, mortais diversos, que não podemos contar com o apoio da imprensa, órgãos internacionais e, sobretudo, dinheiro para pagar uma DEFESA desse teor, DEVEMOS REALMENTE TEMER cairmos na desgraça de criar um DESAFETO ligado à estrutura do PODER (Político, Policial, ou o que o valha). Se se cai, desabotoa-se toda uma malha, EM NOME DO INTERESSE PÚBLICO (que eles fazem questão de dizer que deve prevalescer sobre o interesse individual), vem também as PRESUNÇÕES (a plavra do SERVIDOR, mesmo sendo esse o maior canalha), as PROVAS SOB SIGILO, as PRISÕES secudadas por decisões judiciais proferidas por vigaristas (o STJ analisa mais de 60 Juízes que têm patrimônio incompatível com o que ganharam a vida toda - e esses são os trouxas que não souberam disfarçar a raposa). Esse caso SATIAGRAHA deve servir de 'CASE' para se passar a limpo toda a estrutura POLICIAL E JUDICIÁRIA do PAÍS, a começas pela criação do JUIZADO DE INSTRUÇÃO. Não é JUSTO que o mesmo JUIZ que autorize buscas preliminares atue na causa futuramente. Mesmo que tenha BOA FÉ, sua capacidade de discernimento já está comprometida. Parece que foi nesse caso, ou a ele ligado, que O juiz De Sanctis proferiu uma sentença de 500 laudas (!!!!!!!) para condenar um réu por corrupção ativa....Acho que não é preciso dizer mais nada.

É espantoso. Uma história de terror.

Ademilson Pereira Diniz (Advogado Autônomo - Civil)

É espantoso, uma verdadeira história de TERROR, que me fez lembrar uma frase do Professor Miguel Reale Júnior, respondendo sobre os perigos de um Estado Policial, à reporter que queria saber se "quem não devia, não deveria temer", disse o Professor: Esse é que deve temer! (citação livre). De fato, diante desse caso escabroso da SATIAGRAHA, NÓS, mortais diversos, que não podemos contar com o apoio da imprensa, órgãos internacionais e, sobretudo, dinheiro para pagar uma DEFESA desse teor, DEVEMOS REALMENTE TEMER cairmos na desgraça de criar um DESAFETO ligado à estrutura do PODER (Político, Policial, ou o que o valha). Se se cai, desabotoa-se toda uma malha, EM NOME DO INTERESSE PÚBLICO (que eles fazem questão de dizer que deve prevalescer sobre o interesse individual), vem também as PRESUNÇÕES (a plavra do SERVIDOR, mesmo sendo esse o maior canalha), as PROVAS SOB SIGILO, as PRISÕES secudadas por decisões judiciais proferidas por vigaristas (o STJ analisa mais de 60 Juízes que têm patrimônio incompatível com o que ganharam a vida toda - e esses são os trouxas que não souberam disfarçar a raposa). Esse caso SATIAGRAHA deve servir de 'CASE' para se passar a limpo toda a estrutura POLICIAL E JUDICIÁRIA do PAÍS, a começas pela criação do JUIZADO DE INSTRUÇÃO. Não é JUSTO que o mesmo JUIZ que autorize buscas preliminares atue na causa futuramente. Mesmo que tenha BOA FÉ, sua capacidade de discernimento já está comprometida. Parece que foi nesse caso, ou a ele ligado, que O juiz De Sanctis proferiu uma sentença de 500 laudas (!!!!!!!) para condenar um réu por corrupção ativa....Acho que não é preciso dizer mais nada.

Não é só na Satiagraha que isso ocorreu!

Ayala (Advogado Autônomo - Criminal)

Essa prática de compartimentar a prova, selecionando o que interessa à acusação e excluíndo o que aproveita à defesa, quando não até mesmo o que condena os acusadores, não foi adotada só na desastrada Satiagraha, mas também na não menos barulhenta e arbitrária Operação Têmis! Que o brilhante trabalho dos patronos do Sr. Daniel Dantas e a justa e perfeita decisão do Guardião da Democracia e do estado democrático de direito permitam que outras caixas de Pandora também sejam, enfim, abertas!

Não fosse a atuação da advocacia

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Bando de delinquentes que se valem do exercício da função pública para cometerem crimes em continuidade delitiva, mediante formação de quadrilha e tráfico de influência. Não fosse a atuação da advocacia nesse caso a quadrilha estaria operando a "máquina de condenações e prisões" a todo vapor, espalhando o terror contra seus desafetos. O mais grave é que ninguém foi preso, e nenhum deles até o momento perdeu o cargo.

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