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Comentários de leitores

8 comentários

Reincidente EM QUÊ?

Gilberto Strapazon - Escritor ocultista. Analista de Sistemas. (Técnico de Informática)

Concordo com os comentaristas sobre apaziguar o que parece ser uma pena cruel e insensível a questões que seres humanos comuns enfrentam, como ficar refém dos problemas do transporte público, coisa que nem todos parecem tomar conhecimento. Aparentemente, pelo menos o sujeito tentou chegar certinho no julgamento, ok? Fazendo um Off topic: conheci (via internet) uma engenheira de tráfego, e assessora de um deputado. Marcamos um lugar público para nos conhecer. Ela escolheu uma das partes mais engarrafadas da cidade, no meio da tarde. Eu trabalhava em casa na época, e era perto da minha casa para ir a pé. Ela foi pontual. E depois seguiu para seu outro compromisso pontualmente desviando o tráfego, atravessando calmamente o parque central da cidade, para pegar um táxi na outra avenida e com um pequeno desvio no trânsito que deve ter acrescentado alguns quilometros depoi. Ela não teve problema com os ônibus (parados nos dois corredores congestionados). As buzinas de centenas de carros simplesmente não existiam para ela (engenheira de tráfego...). Fim do off-topic que não tem nada a ver com o assunto. Bem, a juíza teve acesso a condenação anterior (creio eu), espero que não tenha sido um pote de margarina como ocorreu com uma mulher que ficou longo tempo na cadeia. Mas pode ter sido a oportunidade de pegar alguém com real periculosidade (muitos traficantes nunca foram apanhados) e aproveitou a oportunidade, neste caso a decisão foi correta. Fica faltando então alguns dados adicionais para poder questionar, não sei a vida anterior do réu. Mas como cidadão, aplaudiria em pé, se isto fosse aplicado aos grandes criminosos, especialmente os de gravata, que com frequência são mais do que reincidentes: são um escândalo vergonhoso.

O velho ditado

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Contam os historiadores que desde o século XIX já era utilizado o velho ditado popular: "quem rouba um tostão é ladrão, quem rouba um milhão é barão". Ora, todo mundo sabe que é totalmente inadmissível alguém consumir 3 horas para se deslocar dentro de uma cidade, ainda que uma das maiores do mundo, MAS ISSO OCORRE TODOS OS DIAS, COM MILHARES DE PESSOAS na capital paulista. Motivo: desde que São Paulo existe é permanentemente pilhada por saqueadores dos cofres públicos, o que fez com que a cidade crescesse desordenadamente e sem os investimentos necessários se transformasse em um caos. Alguém preso por isso? Não se tem notícias mas a Justiça precisa ser dura. É acusado de roubar algumas latas de peixe e atrasou para a audiência: cadeia para aprender a não mais reclamar de ser um escravo moderno!

Equivalência

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Noticia-se que um país nórdico um sujeito assassinou quase cem pessoas. Foi preso? Sim, de forma temporária (ou provisória), com prazo determinado. Sobre o tema este veículo assim noticiou: "Normalmente, o acusado é levado à corte a cada quatro semanas enquanto os promotores preparam o caso, para que o juiz possa aprovar sua contínua detenção. Em casos de crimes sérios ou quando o réu é confesso, é comum este período ser ampliado." (http://www.conjur.com.br/2011-jul-25/juiz-decreta-prisao-provisoria-acusado-ataques-noruega). Assim, o sujeito que roubou o equivalente ao valor de uma refeição, vai ficar quanto tempo preso? Quando será reavaliada a necessidade de mantê-lo na prisão? Veja-se, no país civilizado mesmo o assassino confesso de várias dezenas de pessoas tem o direito de ter sua prisão temporária (ou provisória) reanalisada a cada quatro semanas, aguardando-se a formação do processo pela acusação, com possibilidade inclusive de ser solto ou posto em regime de prisão domiciliar. Aqui se joga o sujeito no cárcere, e após uns 3 ou 4 anos se vê o que será feito enquanto alguns lunáticos ainda apontam abusos por parte da defesa. Assim se vê que a bandalheira que vemos nesta República não está no Judiciário ou em qualquer outro órgão estatal, MAS INFILTRADA NA MENTE COLETIVA DO POVO, legitimando o abuso estatal e mecanismos de opressão que já eram considerados como defasados há mais de trezentos anos.

País rico é outra coisa

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Comprei algumas latas de atum esses dias, e paguei R$2,99 por elas. O valor do furto, ainda não comprovado, deve corresponder à metade da despesa do acusado na cadeia, paga por nós, embora mesmo se condenado não deverá ser aplicada alguma pena restritiva da liberdade. Mas não devemos nos preocupar com isso. Como dinheiro no Brasil cresce em arvores, e temos o melhor sistema de saúde, educação, etc., etc., do mundo justamente devido à abundância de recursos, tanto faz se o acusado fica preso dando despesas (embora não vá ser condenado à prisão ao final) ou se solto.

Há quanto tempo...

João Ricardo 1 (Outros)

Estava sentindo falta dos brilhantes comentários do professor sabe-tudo.
Achei que estava ocupado com a faxina...

A Defensoria exagera

Michael Crichton (Médico)

Em primeiro lugar, a condenação não foi pelo atraso do réu na audiência. Foi pela prova. A Juíza fundamentou direitinho.
Em segundo lugar, a Juíza é competente. Façam uma pesquisa no nome dela, que saiu em outros lugares.
Em terceiro lugar, o princípio da insignificância foi acolhido em ALGUNS julgados. O STF não legisla e esse negócio não tem aplicação obrigatório.
Em quarto lugar, o réu é REINCIDENTE.
Repetindo: A DEFENSORIA EXAGERA. Tá na hora de mais moderação.

Devagar com o andor...

Richard Smith (Consultor)

Embora o comentário do nosso inefável "fessô" PeTralha, etc. Fumacê (novo apônimo, conquistado pelo dito-cujo em razão de seu furioso e asinino apoio à baderna na USP) pareça manifestar adequada indignação, deixou a nota de mencionar que o acusado não era réu primário, tendo havido condenação anterior pelo art.157 do Código Penal.
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Então a juíza não foi tão mázinha e impiedosa assim, porque a aplicação dos critérios da insignificância e até do "furto famélico" (latas de atum?) se subordinam a outras circunstâncias.

Insensibilidade é pouco

Armando do Prado (Professor)

É preciso deixar claro o nome da juíza, insensível e burocrata, que decretou a prisão do rapaz por causa de atraso. Que a juíza seja obribada a ficar 30 dias se deslocando de São Mateus até a Barra Funda. Talvez, aprendesse um pouco sobre boms senso e respeito.

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