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Na linha de frente

Outros membros da OAB já sofreram acusações

Comentários de leitores

15 comentários

Licença Remunerada

Tácito L. A. Almeida (Advogado Autônomo - Civil)

A notícia é gravíssima e, dependendo do que for apurado, trata-se de um dos maiores escândalos que a OAB já enfrentou.
Ainda que se tente interpretar a lei paraense de forma a beneficiar Ophir, é inegável que um Procurador do Estado não trabalhar e ganhar aproximadamente R$ 20.000,00 mensais de um Estado pobre como o Pará, é, no mínimo, imoral.
Penso que Ophir deve ser afastado imediatamente da Presidência até que se resolva a questão. A meu ver não tem condições morais de permanecer no cargo.

Será hipocrisia?

Edu Bacharel (Estudante de Direito)

Esse Ophir é o mesmo que difundiu a idéia de que era temerário o bacharel em direito praticar a advocacia e que em entrevista dada à Rádio CBN disse que a partir do momento em que se habilita um colega a exercer a profissão tem que haver muita cautela em relação aos colegas que ingressam no mercado?
É aquele que também disse que não fez exame de ordem, mas que a vida o profissionalizou?

RESPOSTA AO PINTAR

rodolpho (Advogado Autônomo)

Os enunciados não exprimem a realidade. Os enunciados geram a realidade.
Não existe o mundo, existe o caos. O mundo é criado por via da interpretação e da enunciação (Wittgenstein - Tractatus Logicus Philosophicus).
A reportagem do ConJur trouxe à luz a podridão dentro da OAB, um nunca acabar de bandidos comandando a OAB. É isso o que interessa: a coragem do ConJur de denunciar publicamente a OAB, esse monstro tentacular, que deve ser extinto para sempre, e nunca, jamais, defendido.
Tenho lido, sim, muitos de seus comentários, e, nesses comentários, você demonstrou a sua ingenuidade, a sua inexperiência, o seu absoluto desconhecimento sobre a problemática do poder. Você deixa claro que ama a OAB, e que deseja que a mesma seja apenas purificada, como se fosse possível purificar o demônio, dar bom cheiro à podridão e à carniça.

RESPOSTA AO PINTAR - continuação

rodolpho (Advogado Autônomo)

A OAB tem que ser extinta, esmagada, esfacelada, expulsa do território brasileiro. Mas, para isso é necessário poder, e não existe poder individual. O poder é coletivo, e somente coletivo.
Você nunca invocou os comentaristas do ConJur para se coletivizarem contra a OAB. A sua fala sempre foi individualista.
Em todos os Fóruns de diversos Estados, em todos os Tribunais, em Brasília, no STJ, no Supremo, só o que eu ouço são lamentos, choradeiras, insultos, contra a OAB; tudo isso partindo de advogados, centenas, milhares de advogados, que nunca se unem para destruir a OAB. Somente choram.
Os bandidos da OAB, nomeados e identificados aqui pelo ConJur, não representam a décima parte dos que já foram denunciados, inclusive por venda dos gabaritos dos exames de Ordem. É só a ponta do iceberg. A OAB é um câncer, é um tumor, que tem que ser extirpado, para o bem, para a saúde, para a moralidade desta terra brasileira.

RESPOSTA AO ESPARTANO

rodolpho (Advogado Autônomo)

Em face do escândalo envolvendo Ophir Cavalcante, o pontífice máximo da OAB, é chegada a hora de uma mobilização nacional contra essa instituição, cuja natureza o próprio Ophir demonstrou incapacidade de definir, uma vez que, num dia, disse que a OAB não é um órgão de classe, e, no dia seguinte, disse que é um órgão de classe.
Não se trata mais de reformar a OAB; trata-se da necessidade absoluta de extingui-la do território nacional.

Vergonhoso!!!

sGFREITTAS (Outros - Empresarial)

Há 13 anos recebendo 20, mil reais sem trabalhar, por favor, não tentem me convencer de que ele está agindo com lisura. Ainda que a denuncia seja uma retaliação pela intervenção em outra seccional estamos vivendo tempos de aberração, como isso é possível, só pode ter algo errado na Lei que permite algo dessa natureza.
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É claro que este Sr. vai se defender de todas as acusações, afinal, ele é advogado, não vai se entregar. De qualquer forma, pra mim ele é culpado, se não pela Lei do Estado, ele é culpado pela falta de ética atualmente exigida por todo brasileiro cansado de corrupção e roubalheira. Que vergonha!!!
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“Hipocrisia é mais ou menos assim, você fala mal dos políticos, porém, se comporta igual a eles”.

Alguém se lembra da foto?

Espartano (Procurador do Município)

Basta uma denúncia (verdadeira ou falsa, não vem ao caso) para que, com oportunismo, sejam iniciadas detratações das causas nas quais o denunciado tenha atuado.
Ficha limpa, Exame da OAB e moralização dos Poderes da República viram alvo de todo tipo de críticas, como se o contrário do que representam esses ideais fosse o correto.
Alguém se lembra da famosa foto da Conferência de Yalta? Churchill, Roosevelt e Stalin sentados lado a lado, de forma amistosa, representando a vitória sobre o nazismo?
Pois é. Ninguém pode negar que Churchill, Roosevelt e principalmente Stalin são personagens com muitos podres em suas biografias.
Mas, segundo a lógica de alguns, o correto seria apoiar Hitler, Mussolini e o nazi-facismo, pois os representantes dos aliados não são tão puros quanto deveriam ser.
Façam me o favor de não confundir o ideal com quem o prega pois o conceito de certo e errado transcende o da pessoa.

coerência já!

Ricardo (Outros)

É interessante a postura de alguns comentaristas
nesse sítio. Para alguns valem todos os direitos e garantias constitucionais, enquanto que para outros não. Se o envolvido fosse magistrado ou membro do MP haveria linchamento público, sem direito à defesa. Ora, pau que bate em Chico bate em Francisco.

Outro lado

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Prezado RODOLPHO (Advogado Autônomo). Não creio que as ponderações que fiz abaixo sobre a imprensa e advocacia sejam um "nada". Se o fossem, não teriam recebido sua atenção e de outros. Por outro lado, sabem todos os leitores que nem de longe tive a intenção de esgotar o assunto com os comentários abaixo, e também que lancei inúmeras vezes neste e outros veículos (o que poucos fazem) severas e fundamentadas críticas à OAB e a Ophir, inclusive em relação aos vencimentos recebidos em tese irregularmente. A propósito, seu "libelo" possui um contradição lógica já que meus reclames em relação à cobertura da imprensa sobre acusações contra advogados repousa justamente NA FALTA DE DIVULGAÇÃO DE FATOS, notadamente os que demonstram a inocência do acusado e o caráter retaliatório das acusações, varridos para debaixo do tapete, literalmente.

A culpa é da ADI 3026

Flávio Souza (Outros)

Ora, se a OAB não é entidade de classe, não é autarquia especial então tem que ser definida a personalidade jurídica e a partir desse entendimento e que poderá ser definido se é o Estado ou a própria OAB quem terá que custear os salários/subsídios de quem for dirigir a entidade OAB, seja na diretoria nacional (presidente da OAB) ou regional (presidente da OAB nos Estados) ou mesmo no caso de Conselheiros, caso venham assumir cargo na direção dessa gloriosa entidade. A meu ver, não pode uma ou outra instituição ou órgão querer independência pois se assim o for daqui a pouco todos vão querer independência funcional. Portanto, creio que o STF não poderia quando do julgamento da ADI 3026 ter excluído a OAB do rol das autarquias tal qual acontece com os demais organismos de classe. Entendo que nenhuma profissão é melhor que outra, pois esse é tb o entendimento do promotor Gustavo Dantas "Não há uma profissão mais importante que as outras. Do médico ao profissional de limpeza, todos contribuem para o Estado". (http://www1.folha.uol.com.br/poder/885313-mato-grosso-paga-r-1500-de-pensao-a-desbravadores-do-estado.shtml, acesso em: 07/03/2011). Essa tb é a linha de pensamento do doutrinador José Afonso da Silva (Curso Dto Const. 19ª ed. São Paulo, 2001, p.582) ao dizer que "Certamente, a advocacia não é uma profissão nem superior nem mais nobre do que as outras. Todas as profissões e atividades laborativas humanas são nobres e importantes na medida em que todas contribuem à sua maneira para o progresso social."

LIBELO CONTRA PINTAR

rodolpho (Advogado Autônomo)

Pintar, você acabou de usar a imprensa para atacar a imprensa. Há um nunca acabar de erros em suas observações.
Primeiro: a reportagem, não ataca os advogados; ataca, isso sim, os vampiros sugadores de sangue que integram a OAB.
Segundo: o ataque supremo é contra o comandante supremo da OAB, o tal do Ophir Cavalcante. O cargo que ele ocupa equivale, dentro da OAB, ao cargo que o presidente do STF ocupa, dentro do STF, pois, foi ocupando esse cargo na OAB, que o presidente da mesma propôs e conseguiu a derrubada de um presidente da República, Fernando Collor. Portanto, seria necessário que o presidente do STF sofresse uma acusação tão grave para que você pudesse estabelecer essa equivalência.

LIBELO CONTRA PINTAR - continuação

rodolpho (Advogado Autônomo)

Terceiro: jornal não é tribunal que esteja obrigado a ouvir a acusação, a defesa e aguardar trânsito em julgado de sentenças; jornal noticia o que está acontecendo no momento, e aqui o que foi noticiado é que um bando de bandidos da OAB foram publicamente acusados. Se vão ser acobertados, inocentados, absolvidos, não cabe a imprensa se adiantar sobre essas questões.
Quarto: você falou em ordem, ordem, ordem, referindo-se a OAB, mas não gastou nem uma sílaba sequer para dizer o que é a OAB, uma vez que o cardeal supremo da OAB, o Ophir Cavalcante declarou para o mundo inteiro que ele próprio não sabe o que vem a ser esta misteriosa entidade que ele comanda. Num dia, ele, Ophir Cavalcante, diz que a OAB não é um órgão de classe, e que, portanto, não está sujeita ao teto de anuidade de 500 reais posto pela nova lei. No dia seguinte, ele, Ophir Cavalcante, como um deus divino, metafisicamente, transforma a ontologia da OAB, afirmando que ela é sim uma organização de classe. Sendo assim, enquanto não ressuscitarmos o Hamlet para discutir o “Ser ou Não Ser – Eis a Questão”, todas as diatribes que você lançou esfumaçam-se no nada.

Coisa de Watson

Radar (Bacharel)

A questão é simples e consiste em saber-se se o sr. Ophir encontra-se ou não recebendo dos cofres públicos, a título de afastamento, enquanto advoga para particulares, e defende interesses que não são os de sua corporação originária. Na qualidade de servidor público, eu não posso fazer isto. Suponho que o sr. Ophir também não possa. Se for este o caso, faz-se justiça com a condenação a devolver o que, em tese, recebeu indevidamente.

Liberdade da informação

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Nunca vi no Brasil até hoje uma reportagem assinada por um jornalista cujo tema central fosse acusações infundadas dirigidas contra advogados. Noticia-se com veemência as acusações, mas praticamente nada em relação às teses de defesa e mesmo o desfecho final do caso, muito embora raramente se veja (considerando o universo de 650 mil advogados) algum desses profissionais ser condenado por sentença definitiva, por crime ligado ao exercício da profissão, muito embora magistrados (que julgam) e membros do Ministério Público (que acusam) cultivem um dos maiores ódios que já se viu em toda a história da Humanidade em desfavor dos advogados. Será que temos mesmo uma imprensa livre?

Nada de novidade

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Os vários fatos encadeados nesta reportagem, relatando supostos atos ilícitos praticados por advogados que ocupam cargos e funções na Ordem, nada possui de revelador. A OAB possui um quadro bastante extenso de pessoal, e é normal que em meio a todo esse universo surjam acusações de todo gênero, considerando o "incômodo" que a atuação de um bom profissional gera em autoridades e funcionários públicos em geral. Não há relato de condenações.

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