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Rei do pop

Júri condena médico pela morte de Michael Jackson

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Depois de nove horas de deliberação, durante dois dias, o júri composto por sete homens e cinco mulheres decidiu, na segunda-feira (11/7), que o médico Conrad Murray, 58 anos, é culpado por homicídio involuntário de Michael Jackson, noticiam a CBS News, The New York Times e diversas outras publicações. O juiz Michael Pastor negou o pedido de fiança solicitado pela defesa do médico.

Murray foi algemado ainda na sala de julgamento e saiu do tribunal de Los Angeles direto para a prisão, onde aguardará a sentença que definirá a pena. Na sentença, que será proferida em 29 de novembro, o juiz poderá aplicar uma pena que varia de liberdade condicional vigiada a quatro anos de prisão. Se preso, o médico poderá cumprir sua pena em cadeias estaduais, em vez de em prisão federal, por causa de uma recente mudança na legislação da Califórnia. Além disso, deverá perder sua licença médica.

Segundo os jornais, ele não mostrou qualquer reação emocional ao ouvir o veredicto do júri. Os jurados ouviram 49 testemunhas, durante 22 dias, em que 300 peças de evidência foram apresentadas, antes de concluir que o médico-cardiologista foi “substancialmente responsável" pela morte de Michael Jackson.

O juiz perguntou formalmente ao júri se o veredicto era “culpado” e os jurados responderam, um a um, que sim. O júri entendeu que Michael Jackson “passou os últimos dias de sua vida sob o efeito atordoante de medicamentos, sem poder dormir, até finalmente sucumbir por causa de uma dose fatal da potente droga, administrada por um médico particular, contrato por ele para atuar como se dispensário pessoal de produtos farmacêuticos”. O cantor pagava um salário de US$ 150 mil por mês.

Michael Jackson morreu em junho de 2009, por causa de uma dose fatal do anestésico propofol, que o médico admitiu haver prescrito para ajudá-lo a dormir. Os advogados de defesa alegaram que o cantor tomou o remédio por conta própria, quando o médico deixou seu quarto. Mas os promotores conseguiram fazer valer a teoria de que a droga foi ministrada pelo médico.

Murray se defendeu dizendo que Micahel Jackson lhe pedia constantemente para ele lhe administrar o proposol, um anestésico cirúrgico, porque o cantor não conseguia dormir com outros sedativos. Segundo os promotores, a administração dessa droga, normalmente só aplicada em hospitais, foi “além de todas as práticas médicas e se equivale a um experimento farmacêutico”.

Declarada a culpa do médico, houve um murmurinho na sala do júri e aplausos e gritos de apoio de uma boa parte da multidão reunida do lado de fora do tribunal. Antes de anunciar a pena, o juiz Michael Pastor, de um tribunal superior de Los Angeles, vai ouvir as ponderações dos advogados de defesa e dos promotores. E, se for o caso, de autoridades que supervisionam a liberdade condicional.

 

 

 é correspondente da revista Consultor Jurídico nos Estados Unidos.

Revista Consultor Jurídico, 8 de novembro de 2011, 9h25

Comentários de leitores

4 comentários

AQUI TAMBÉM SERIA DESSA FORMA

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

É claro que por aqui a coisa seria da mesma forma, desde que o paciente fosse do quilate de M. Jackson. Agora, acho difícil controlar quem quer que seja a seguir qualquer prescrição médica, se assim não o desejar. Jackson usava e abusava de medicamentos e é certo que, mesmo tendo sido prescritos por um médico, não há como evitar-se que , num repente , o paciente se exceda se automedicando ou até mesmo suicidando. O acusado não vivia 24 horas do dia com ele. Não lhe dava os remédios na 'boquinha', nem poderia impedir que os utilizasse acima do recomendado, mas apenas aconselhá-lo a não fazê-lo.
Sabe-se perfeitamente até que ponto esse médico poderia influir no controle do seu paciente, aliás um sujeito muito esquisito, que nasceu negro e se tornou branco (talvez o único caso no mundo). Um androide talentoso, mas completamente pirado.

Anormal

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Um grande erro. Michael Jackson não era um homem comum (alguém sabe como ele movia as pernas para ir pra frente, e acaba indo pra trás?), e não poderia ser um paciente comum. Como tratá-lo? Pessoas não são como máquinas fabricadas em série, tendo cada uma suas particularidades, sendo certo que tratar Michael Jackson (ou ser advogado, contador ou mesmo secretário dele) deveria ser um permanente desafio para qualquer profissional. Extrair dessa situação responsabilidade criminal é algo que me soa algo totalmente absurdo exceto se realmente constatado um erro grave (como deixar objetos dentro do paciente após uma cirurgia, o que ocorre aqui no Brasil com frequência sem que ninguém seja responsabilizado).

No Brasil também!!!

Parada (Advogado Sócio de Escritório)

Só para relembrar a recente condenação pelo júri na cidade de Taubaté no caso Kalume dos transplantes de órgãos muitos anos após o ocorrido...Aqui no Brasil!!!

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