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Ideias do Milênio

"Senhor presidente, estamos esgotadas com a guerra"

Entrevista de Leymah Gbowee, liberiana vencedora do Prêmio Nobel da Paz 2001, à jornalista Sandra Coutinho. A entrevista foi transmitida no dia 24 de outubro no programa Milênio, da Globo News. O Milênio é um programa de entrevistas, que vai ao ar pelo canal de televisão por assinatura Globo News às 23h30 de segunda-feira, com repetições às 3h30, 11h30 e 17h30 de terça; 5h30 de quarta; e 7h05 de domingo. Leia, a seguir, a transcrição da entrevista:

Libéria, abril de 2003. Libéria, outubro de 2011. O que separa essas duas realidades são muito mais do que sete anos. A virada teve a participação decisiva de um grupo de mulheres lideradas por Leymah Gbowee, que dividiu o prêmio Nobel da Paz de 2011 com a atual presidente liberiana Ellen Johnson-Sirleaf e a ativista iemenita Tawakul Karman. Leymah é uma assistente social que motivou mulheres cristãs e muçulmanas das 30 etnias que convivem na Libéria a forçar os senhores da guerra a negociarem a paz. Um protesto simples. Vestidas de branco, elas sentaram dia após dia no caminho do palácio presidencial com uma única mensagem: chega de guerra. Usaram todos os recursos que tinham. Até greve de sexo elas fizeram para forçar os homens a depor as armas.

O país fundado em 1847 por ex-escravos americanos nasceu de um sonho de liberdade. Os novos homens livres queriam buscar suas origens e foram estimulados por alguns americanos brancos que não acreditavam que os negros tinham a capacidade de ser bem sucedidos nos Estados Unidos e por isso deveriam voltar para o continente africano. Mas, depois de uma série de golpes e contra golpes, chegou ao fim da década de 80 mergulhado em uma guerra civil sanguinária, que durou 14 anos.

Por trás dos combates estava a disputa pelo controle da exploração dos chamados diamantes de sangue, que também levaram a guerras igualmente sangrentas os vizinhos Burkina Faso e Serra Leoa. Em um breve período de trégua, um dos senhores da guerra foi eleito presidente — Charles Taylor. Mas os combates logo foram retomados e Taylor foi indiciado por crimes de guerra e contra a humanidade pelo Tribunal Penal Internacional de Haia na Holanda.

Exércitos descalços de meninos soldados armados com Kalashnikov mataram, saquearam e fizeram de mulheres e crianças armas de uma guerra cruel. O estupro foi sistematicamente usado para subjugar aldeias e aterrorizar vilarejos. Com os típicos conflitos do pós Guerra Fria, foram elas as maiores vítimas desses combates, até que disseram basta.

O encontro com Leymah Gbowee foi aqui em Nova York em um evento que promovia o documentário que contou ao mundo as histórias de coragem das mulheres da Libéria. O título, “Reze para o diabo voltar para o inferno”, é uma referência à fé religiosa do ex-presidente Charles Taylor. Dizia-se que a crença dele era tão poderosa que ele conseguia rezar até o diabo sair do inferno. A força das mulheres guiadas por Leymah conseguiu anular esse poder e mandar o diabo da guerra de volta para o lugar de onde ele nunca deveria ter saído.

Sandra Coutinho — Quando você começou os protestos, você tinha ideia de que você ia conseguir mudar a história da Libéria?
Leymah Gbowee —
Não, nunca. Desde que comecei a lutar, e até hoje, tudo o que eu faço, tudo o que nós fazemos, é sobreviver. Para a nossa sobrevivência, a sobrevivência de nossos filhos, a sobrevivência da nossa comunidade. Então, era assim quando começamos. Tínhamos vivido tudo que há de pior durante 14 anos, e precisávamos mudar de rumo.

Sandra Coutinho — Como você conseguiu manter a esperança mesmo durante os 14 anos da guerra?
Leymah Gbowee —
É muito difícil viver numa situação onde não há esperança e acordar de manhã sem ter um motivo de esperança. Em tempos de guerra, é difícil enxergar as flores e o sol e encontrar esperança. Mas você pode dizer a si mesmo que isso vai acabar. Eu sempre mantive esse pensamento vivo. Isso também vai passar, isso também vai passar... e, com o nosso trabalho, existem pessoas que sempre nos dizem: “Vocês são a minha fonte de esperança.” Então, era necessário que mantivéssemos a esperança para inspirar os outros.

Sandra Coutinho — Quanta responsabilidade...
Leymah Gbowee —
É. Muita responsabilidade. Durante muitos meses eu chorei lágrimas de frustração, lágrimas de ódio, sozinha dentro do meu quarto e, então, eu limpava meu rosto, saía de manhã e levava comigo um sorriso esperançoso, dizendo “isso também vai passar”. Mas, eu não posso dizer que fiz tudo isso sozinha, porque existem outras mulheres, mulheres mais velhas, que me deram esperança. Você sabe, quando a coisa estava difícil, elas me sentavam e diziam “você precisa manter o foco porque isso é muito importante, você precisa fazer isso, você precisa fazer aquilo”. Então, enquanto existia um grupo grande de pessoas que me viam como um símbolo de esperança, eu olhava para um outro grupo como a minha fonte de esperança.

Sandra Coutinho — Como vocês se deram conta de que começar pelas igrejas e pelas mesquitas era o melhor caminho?
Leymah Gbowee —
Eu conto para as pessoas sobre o meu sonho. Eu acordei um dia de manhã com a chuva entrando no meu quarto, sentindo muito frio. E uma voz disse “junte as mulheres da sua igreja para rezar pela paz”. O meu pastor também era meu chefe, eu fui contar sobre meu sonho para ele. “Então, eu tive um sonho, e o senhor precisava chamar as mulheres da sua igreja!” E ele disse, “Não. Esse é o seu sonho. Você concebeu esse sonho, você é a portadora desse sonho. Então, você deve fazer o seu chamado”. E eu disse, “Deus deve ter se enganado. Eu não posso fazer isso, a minha vida não reflete os valores de uma pessoa cristã ou muito religiosa”. E ele falou: “Deus pode usar bobagens do nosso cotidiano para enganar os sábios. Então, você é quem tem que fazer isso.” Então, reunimos o nosso pequeno grupo chamado “Mulheres Cristãs Pela Paz” todas as terças ao meio dia, e nós nos encontrávamos em uma salinha para rezar. Após vários meses nos reunindo, as mulheres muçulmanas se inspiraram na gente. Elas falaram: “Você pode nos ajudar?” E então às sextas-feiras depois das orações elas vinham conversar conosco. E aí eu sugeri que em vez de só ficar conversando, deveríamos encontrar um lugar onde pudéssemos sentar e conversar sobre como construir a paz. E foi assim que começou — de ficar conversando à toa, a encontrar uma sala perto da mesquita onde pudéssemos sentar e conversar sobre a paz e rezar pela paz também. Foi assim que as mulheres cristãs começaram e depois os dois grupos decidiram se unir e debater sobre os assuntos que têm impacto em nossa comunidade. A guerra era iminente. Decidimos trabalhar juntas e elas disseram “você é a nossa líder”, e eu falei que não. “Eu até poderia ajudá-las a redigir os comunicados, mas vocês deveriam eleger uma líder entre vocês”. E elas disseram que não. “Você é a líder que nós escolhemos.” E, então, o meu chamado divino se concretizou na terra — Deus queria que aquilo fosse feito.

Narração
Em junho de 2003, o apoio aos protestos tinha crescido tanto que o governo não podia mais ignorar as mulheres que enfrentavam o calor escaldante e a chuva para por fim à guerra. Depois de três meses, o então presidente Chales Taylor aceitou receber as manifestantes. Elas preparam um documento em que exigiam negociações imediatas de paz entre o governo e os rebeldes. O encontro foi no palácio presidencial da capital Monróvia. E Leymah foi escolhida para ler o apelo escrito pelo grupo.

[A entrevistada lê o documento] Pedimos à honorável “pro tem” do Senado, sendo ela uma mulher, e apoiadora da nossa causa, que ela respeitosamente apresente esse comunicado a Vossa Excelência, Dr. Charles Taylor. Com essa mensagem: que as mulheres da Libéria, incluindo as refugiadas em nosso próprio país, as “IDPs”, estamos cansadas da guerra. Estamos cansadas de fugir. Estamos cansadas de pedir esmolas para comprar triguilho. Estamos cansadas de ver as nossas filhas serem estupradas. Agora estamos tomando essa posição, para dar um futuro melhor aos nossos filhos. Pois acreditamos, como guardiãs da nossa sociedade, que amanhã nossos filhos nos perguntarão: “Mamãe, qual foi o seu papel durante a crise?” Por gentileza, transmita essa mensagem ao presidente da Libéria. Obrigada.

Sandra Coutinho — Quando vocês finalmente conseguiram entrar e falar com o Charles Taylor no palácio presidencial, de onde você tirou força para ler aquele comunicado, aquele pedido de vocês?
Leymah Gbowee —
Naquela manhã, a noite anterior foi uma noite de... Eu estava preocupada se as mulheres, por terem medo, não comparecessem. Essa era a minha maior preocupação. Mas, quando chegou a hora, a minha confiança aumentou quando eu cheguei no nosso ponto de encontro e eu vi mais de mil mulheres já às sete horas da manhã! E quando fomos ao encontro de Taylor, eu já estava com raiva... tantas mulheres estavam participando... todos os dias eu via pessoas com fome, pessoas sendo abusadas de formas diferentes. Então, eu já estava... as minhas emoções estavam à flor da pele. E, quando chegamos ao palácio, nos informaram: “Ele não vai receber todas vocês em seu escritório, só algumas de vocês”. Naquele momento, eu perdi o controle. E eu disse, “eu vou lá em cima dizer a ele o que eu penso”. Eu estava zangada. Mas, quando estávamos subindo as escadas para o seu escritório, os seguranças desceram correndo dizendo “não, não, não — ele disse que está descendo para encontrar vocês”. E, rapidamente, começaram a preparar um lugar para nós e a trazer cadeiras para sentarmos. Mas nós dissemos que não. Não iríamos sentar em cadeiras enquanto as mulheres do lado de fora estavam sentadas no chão. E, quando chegou a hora de ler, eu notei que o relato estava muito decente para uma pessoa que não era decente. Era muito educado. Então, depois de ler o relato, eu senti que devia acrescentar a minha opinião, dizer como eu estava me sentindo naquele momento. Porque naquele momento eu senti que não poderia desperdiçar a oportunidade de contar a esse homem a verdade, pois não teríamos essa oportunidade novamente. E a oportunidade era de dizer a ele “Estamos cansadas de ser estupradas. Estamos cansadas de pedir esmolas para comer. Estamos cansadas de migrar de um lugar para o outro. E queremos deixar um legado de quem lutou pela paz”. Na verdade, só olhar no olho dele e dizer, “Senhor presidente, estamos esgotadas com a sua guerra e o senhor precisa mudar essa situação toda e nos dar a paz de que precisamos”.

Sandra Coutinho — E como foi que ele reagiu?
Leymah Gbowee —
Ele estava com uns óculos escuros que ele nunca tirava, e quando se levantou para responder, disse que estava gripado e que estava doente e que só a morte de sua mãe o tiraria da cama. E nós representávamos para ele as mães da Libéria — e ele então estava comprometido a participar das negociações pela paz. Mas ele também nos desafiou, dizendo que para ter certeza de que o nosso movimento não era tendencioso, precisávamos nos comunicar com os rebeldes. E nós fizemos isso.

Sandra Coutinho — Você nunca teve medo durante todo esse período de protestos?
Leymah Gbowee —
Eu nuca tive medo. Eu tinha 17 anos quando a guerra começou, quando estávamos protestando eu tinha 31 anos. Eu já tinha sentido tanto medo, que estava imune. Eu não tinha medo nenhum. Também, se você vive numa situação onde a morte está à sua volta — do que você vai ter medo? Porque, primeiramente, nenhum liberiano sabia o dia de amanhã. Ninguém poderia acordar hoje e dizer com certeza que “tudo vai ficar bem amanhã porque eu moro num país onde existe a paz”. Você mora num lugar onde existem armas apontadas para você diariamente. Alguém poderia atirar sem querer e você poderia morrer. Ninguém sabia o que aconteceria um segundo depois. Então, o medo não existe mais.

Narração
Em agosto, as negociações de paz finalmente começaram. O encontro foi em Acra, capital de Gana, território neutro. Mas seis semanas de diálogo não levaram ao tão esperado acordo. O grupo de “mulheres pela paz” não arredou o pé da porta do hotel que sediava o encontro e decidiu não sair de lá enquanto os homens não alcançassem uma trégua. Em um momento de desespero, Leymah chegou a dizer a um rebelde conhecido pela crueldade: “Se você fosse um homem, não mataria o seu próprio povo.”

Leymah Gbowee — Nós temos um ditado que diz que se você assusta uma criança com um objeto qualquer por muito tempo, há um momento em que a criança perde o medo. O meu terceiro filho gostava de andar em um tipo de caminhão. Todas as vezes que ele via esse caminhão, perguntava ao motorista se ele podia dar uma voltinha e o motorista zombava dele. E chorava e chorava. Até que um dia, o motorista se aproximou e disse, “você não vai subir no meu caminhão”. E o menino virou para o homem e disse, “eu nem quero subir no seu caminhão”. Esse é o mesmo sentimento — se você provoca um grupo de pessoas, se você os amedronta, se você continua a botar medo neles... existe um momento em que eles não suportam mais e reagem. Então, ou eles viram para você e falam alguma coisa que vai te chocar... e foi o que fizemos. Estávamos realmente saturados. Muitas dessas mulheres já tinham passado por situações terríveis. Se você viu seu filho morrer de fome, se você viu o seu filho morrer na sua frente, se você viu o seu marido morrer, onde está o medo? O seu único objetivo é a sua sobrevivência e a de seus filhos.

Sandra Coutinho — Mesmo depois do fim do governo do Charles Taylor vocês continuaram na luta até garantir que iam haver eleições democráticas. Essa luta por democracia continua? Ainda tem coisas para serem feitas na Libéria?
Leymah Gbowee —
Mesmo agora ainda temos desafios. Ainda precisamos trabalhar para melhorar as condições da mulher. Mas, se você olha para trás e analisa o nosso trabalho depois do acordo de paz, eu acho que a vibração do movimento das mulheres que vemos na Libéria, a coragem e a retórica que vemos hoje acontecendo nas comunidades, nos ministérios... Isso é fruto do trabalho de todas as mulheres que lutaram. Agora é possível encontrar mulheres que nunca foram à escola se inscrevendo em cursos de alfabetização para adultos, pois elas querem poder assinar seus nomes quando vão ao banco, “eu não quero usar as minhas digitais mais”. Então as mulheres se envolvem com coisas diferentes e assuntos diferentes.

Sandra Coutinho — O fato de você ter ganhado o Prêmio Nobel da Paz pode ajudar a melhorar o que ainda precisa ser melhorado na Libéria?
Leymah Gbowee —
Eu acredito que o prêmio tenha divulgado não só a luta pelos direitos da mulher na Libéria, como também no mundo inteiro. Não se pode falar no Nobel de Leymah ou de uma mulher no Brasil que está fazendo algo similar ao que fazemos. Mas, eu sinto que esse é o nosso prêmio. Pois é um reconhecimento da nossa luta desde o início. Se existe uma professora que reúne criancinhas para ensiná-las a ler, o prêmio é o seu prêmio pois você está fazendo algo não para divulgação nem para chamar a atenção da mídia — e sim, para modificar aquela comunidade. Algo que fizemos, e que continuamos a fazer, e então agora realmente conseguimos divulgar. Mais e mais canais de comunicação vão procurar divulgar o trabalho de mulheres como eu que estão mudando suas comunidades. E é isso que o prêmio está fazendo. Em segundo lugar, eu acho que o prêmio incentiva mulheres a investirem nas suas ambições, você deve investir no seu trabalho pois você nunca sabe aonde ele pode te levar.

Sandra Coutinho — Mas você disse também que não quer que o prêmio te mude. Que você não passe a ser considerada uma escolhida, uma premiada por causa disso.
Leymah Gbowee —
Não, eu não quero que ninguém me chame de laureada Leymah. Meu nome é Leymah, e o mesmo L que escreve laureada também escreve Leymah. É isso que eu sou. Porque todos esses nomes e títulos mudam as pessoas. Eu sou uma laureada e isso está escrito na história mundial, nada pode mudar isso. Mas eu não quero ser identificada como a laureada Leymah. Eu sou uma mulher e o meu nome é Leymah e eu quero manter assim.

Sandra Coutinho — Você disse também que não queria que o prêmio te distanciasse das pessoas pelas quais você luta.
Leymah Gbowee —
Eu sou assim. Eu tenho o poder da decisão de me distanciar ou não das pessoas. Eu não vejo o nome ou a marca da pessoa — eu não quero ser grifada como laureada; eu só quero ser Leymah, e Leymah é quem eu sou. Eu não quero ser etiquetada. Eu não quero ser etiquetada como uma laureada.

Sandra Coutinho — Conte-me uma história sobre as mulheres da Libéria que mais te marcou.
Leymah Gbowee —
Você sabe que quando eu ganhei o prêmio, eu voltei para casa durante o final de semana, havia centenas de mulheres me esperando no aeroporto e nós saímos para dançar e cantar. E, depois, nós rezamos — as muçulmanas rezaram, as cristãs rezaram. Mas teve uma música em particular que cantamos na minha língua materna que resume toda a nossa luta. Durante a nossa luta, tinha dias que nós não tínhamos dinheiro para o transporte — então nós andávamos. Tinha dias, que não tínhamos dinheiro para a água, não tínhamos dinheiro para comida. Quando fomos para a negociação da paz, nosso dinheiro acabou e éramos mais de dez no mesmo quarto de hotel. E a música que cantávamos dizia, “mesmo se você me bater, ou mesmo se você for violento comigo, me sinto realizada por causa da paz”. E essa música reflete o nosso percurso e tudo que passamos. Eu olhei para todas as mulheres e disse a elas, “Estamos felizes. A nossa luta valeu a pena, pois ganhamos o reconhecimento do papel da mulher não só na Libéria como mundialmente. As mulheres do Zimbabwe, de Serra Leoa, da Costa do Marfim, e mundo afora. Até as mulheres no Brasil — os seus esforços foram recompensados e vocês deveriam estar realizadas”. Agora o que fazemos é transmitir a nossa realização em transformação econômica para as nossas mulheres, educação para as nossas meninas, emancipação política para as nossas mulheres. Então, no meio de tanto contentamento, precisamos continuar com o nosso trabalho de dar às mulheres, no mundo inteiro, uma vida melhor.

Revista Consultor Jurídico, 4 de novembro de 2011, 13h15

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