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Vazamento da prova

MPF-CE pede cancelamento de outra questão do Enem

O Ministério Público Federal no Ceará solicitou à Justiça Federal, nesta quinta-feira (3/11), a anulação de mais uma questão do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Se o pedido for aceito e a questão sobre tortura for anulada, o total de canceladas sobe para 14. Além disso, o procurador da República Oscar Filho pediu a inclusão do Colégio Christus e da União como réus da Ação Civil Pública. Apenas o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) era citado no processo.

Na última segunda-feira (31/10), a Justiça Federal determinou que 13 questões do Enem fossem anuladas, pois elas eram idênticas às aplicadas em um simulado do Colégio Christus, de Fortaleza. A questão sobre tortura, segundo o procurador, tem conteúdo semelhante ao item 11 de Ciências Humanas do simulado da escola. O procurador avalia que que existe uma "relação de igualdade entre ambas", especialmente sobre a resposta correta na alínea "b". A questão, no caderno amarelo, é de número 25.

A Ação civil Pública ajuizada pelo Ministério Público Federal do Ceará, em 27 de outubro, pedia a anulação total das provas da Enem 2011. Outra alternativa proposta foi o cancelamento das questões semelhantes ao simulado aplicado no colégio particular de Fortaleza. Para o MPF, somente a anulação restabeleceria isonomia entre os candidatos. "Concursos públicos precisam ter lisura e isonomia", ressaltou o procurador Costa Filho, autor da ação.

O procurador pediu ainda que fossem suspensas as novas provas para os alunos da escola. O Inep anunciou o cancelamento das provas feitas por 639 alunos e a realização de novos testes nos dias 28 e 29 de novembro. Com informações da Assessoria de Imprensa do MPF-CE. 

Revista Consultor Jurídico, 3 de novembro de 2011, 17h55

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