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Juiz do Ceará anula 13 questões do Enem em todo o país

A Justiça Federal do Ceará decidiu nesta segunda-feira (31/10) anular em todo o país as 13 questões do Exame Nacional do Ensino Médio que vazaram para alunos do colégio Christus antes da prova. De acordo com a reportagem do jornal Folha de S. Paulo, o Ministério da Educação disse que vai analisar a decisão. Cabe recurso.

O Ministério Público Federal queria a suspensão do exame nacional em todo o país ou a anulação das 13 questões. Já o MEC queria nova prova apenas para os 639 concluintes do ensino médio do colégio Christus, de Fortaleza.

Os estudantes tiveram acesso antecipado a questões do Enem em um simulado. Para o colégio, as questões podem ter entrado em um banco de perguntas da própria instituição por sugestão de alunos que fizeram pré-testes, "sem o conhecimento da escola no que diz respeito à origem desses dados".

A presidente do Inep (órgão do MEC responsável pelo Enem), Malvina Tuttman, esteve nesta segunda-feira (31/10) em Fortaleza para se reunir com o juiz federal Luiz Praxedes Vieira da Silva e defender que todos os alunos do colégio Christus refaçam a prova.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, voltou a dizer neste domingo (30/10), em evento político em São Paulo, que "basta aplicar uma nova prova aos alunos que foram, inadvertidamente, beneficiados".

Um inquérito da Polícia Federal foi aberto para esclarecer como as questões do Enem vazaram.

O problema veio a público após alunos escreverem em redes sociais, após a realização do Enem, que colégio havia conseguido antecipar questões. Inicialmente, o MEC identificou oito questões iguais. Na quinta passada (27/10), concluiu que o simulado continha 14 questões do Enem.

Revista Consultor Jurídico, 1 de novembro de 2011, 0h53

Comentários de leitores

1 comentário

Mecanismo de dominação

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Obviamente que a União, sob o comando do Governo Dilma, jamais vai conseguir realizar qualquer espécie de exame isento. O Governo Dilma é todo voltado à troca de favores, apadrinhamentos, conchaves e manobras sórdidas de todas as espécies, que são a base da estrutura do Governo. Assim, todo e qualquer certamente sob o comando dessa gente estará contaminado com o favorecimento de determinado grupinho, em detrimento da maioria, pois esse é o mecanismo de sobrevivência do Governo. É certo que futuramente as denúncias de fraude vão desaparecer, mas não porque as brechas foram sanadas mas sim obstacularizados os mecanismos que nos fazem tomar conhecimento dos equívocos. O Enem deve ser extinto até que a República seja finalmente implantada no Brasil.

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