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Tropa de elite

Interpol adotará manual da Polícia Federal brasileira

De acordo com a Polícia Federal, o Brasil está entre os dez países que mais prendem pessoas procuradas pela Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol). Estes entre outros dados, que apontam para o aumento da eficiência brasileira com relação a captura de foragidos, fez com que a Interpol decidisse adotar o Manual Brasileiro de Investigações de Fugitivos como modelo a ser seguido pelos 191 países que a integram.

Até hoje, a entidade não tinha um documento que servisse de orientação para todos os países-membros. O documento adotado pela PF brasileira em 2002 traz técnicas de investigação, como a identificação biométrica, análise de perfis criminológicos e psicológicos e o rastreamento de criminosos por meio da chamada "difusão vermelha", relação na qual as autoridades judiciais dos países-membros da Interpol inscrevem os nomes, as fotos e informações que possam levar à prisão e à extradição de foragidos internacionais.

Segundo a PF, a edição do manual, com a compilação dos principais procedimentos policiais, ajudou o Brasil a promover importantes capturas, como as do israelense condenado à prisão perpétua por torturar crianças Elior Noam Hem (preso em junho deste ano, em São Paulo), do norte-americano Shalon Weiss, considerado um dos maiores estelionatários do mundo, e dos traficantes colombianos Juan Carlos Abadía e Mery Valencia.

Ainda de acordo com a PF, o número de criminosos foragidos presos em território brasileiro aumentou nos últimos anos. Só nos dez primeiros meses deste ano foram capturados 44 estrangeiros procurados pela Justiça. Durante todo o ano passado foram 51 e, em 2009, 58. Segundo a PF, o Brasil está entre os dez países que mais prendem pessoas procuradas pela Interpol. Não há, contudo, dados oficiais que permitam concluir que o país passou a ser mais ou menos procurado por foragidos nos últimos anos.

A versão adaptada do manual brasileiro será lançada nesta terça-feira (1º/11), durante a Assembleia Geral da Interpol, que será realizada em Hanói, capital do Vietnã. Inicialmente, a publicação será traduzida para o inglês e para o espanhol. Versões em outros idiomas deverão ser publicadas em seguida. Com informações da Agência Brasil.

Revista Consultor Jurídico, 1 de novembro de 2011, 13h54

Comentários de leitores

3 comentários

E os nossos...?

Dr. Tércio Caldas (Advogado Autônomo - Administrativa)

Muito Bom! Excelente! Mas, será que o Manual Brasileiro de Investigações de Fugitivos, tem como base a “investigação” destes fugitivos, por meio do inquérito policial? Não seria melhor a PF desenvolver um manual de investigação, com os mesmo paradigmas para a investigação dos crimes ocorridos aqui mesmo, e prender “nossos” fugitivos e “nossos” criminosos ‘da hora’? Ainda assim, parabéns!

A fama brasileira.

Diogo Duarte Valverde (Advogado Associado a Escritório)

O Brasil é tão notório pela impunidade que em filmes, não é raro ver bandidos fugindo para o Brasil. Certos grupos que confundem garantias constitucionais com "garantismo" sem limites também não contribuem em nada. O Estado é opressor, é isso, é aquilo, e no afã de se promover esta ideologia com raízes marxistas, a turma do crime faz a festa, inclusive os criminosos estrangeiros.

Que bom.

Espartano (Procurador do Município)

Agora é torcer para que o resto do mundo NÃO adote as benevolentes teses dos advogados criminalistas brasileiros que defendem que o Estado nada pode, nem contra os atos mais hediondos.
A sorte é que lá fora não há um STF ou um STJ como aqui, para soltar os foragidos capturados com base nesses novos procedimentos. Caso contrário,o Brasil correria um sério risco de virar o paraíso dos criminosos internacionais que fugiriam para cá só para não ter que responder pelos seus atos e... oh, wait!

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