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Comentários de leitores

8 comentários

Muito boa... Excelente explicação...

Carlos André Studart Pereira (Procurador Federal)

Muito boa, meu caro FERNANDO JOSÉ GONÇALVES!
(rs)

Correção Gramatical para Juizes... aí depende...

Mais que coragem, é preciso humildade pra mudar de opinião. (Vendedor)

Concordo com veemência com a afirmação do sr. José Fernando Gonçalves. E adiciono que, diante de qualquer juiz, tratá-lo [mesmo que gramaticalmente correto] por algum pronome que o coloque no mesmo patamar de normalidade e/ou humanidade em que coexistem bilhões de outros indivíduos [seres humanos que não são juízes] é implicitamente ferir o ego pretorial. Na dúvida, perpetuemos [ou mutilemos a língua pátria] os erros em prol de nossos objetivos. Novamente, vamos rever este axioma típico do Judiciário brasileiro: "Como a classe dos juízes se divide em duas categorias: a) os que acham ser Deus e b) os que têm certeza de serem"

AÍ DEPENDE

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

Como a classe dos juízes se divide em duas categorias: a) os que acham ser Deus e b) os que têm certeza de serem, então, para estes últimos, fica valendo o tratamento consignado como "incorreto" na matéria, i.é., e exemplificando: "Vossa Excelência nomeará o 'vosso' perito ?. Afinal "DEUS", por definição, reúne num só ser, a santíssima trindade (Pai, Filho e Espírito Santo)e, dessa forma, correta a indagação. Para a primeira classe, fica aberta a 'exceção', usando-se o tratamento gramaticalmente correto: "Vossa Excelência nomeará o 'seu' perito ? É fácil. Antes da audiência é só indagar em qual categoria aquele Magistrado pertence e, após isso, seguir o tratamento consoante aquele entendimento. Simples assim. E.T: PARA NÃO 'MILINDRAR' O JUIZ A PERGUNTA PRÉVIA PODERÁ SER FEITA MESMO A SUA/VOSSA ESCREVENTE.

Longe disso...

Carlos André Studart Pereira (Procurador Federal)

Meu caro VITAE-SPECTRUM,
Não há por que pedir desculpas. Fique à vontade para fazer suas considerações.
Sem problemas.
Abraço

CORRIGENDA

VITAE-SPECTRUM (Funcionário público)

Em lugar de "era", "in fine", leia-se "NÃO". Logo, "o meu comentário não compôs uma crítica..."

CARLOS ANDRÉ...

VITAE-SPECTRUM (Funcionário público)

Prezado Carlos
Se lhe pareci inconveniente, eu lhe peço desculpas, porém eu lhe digo respeitosamente não ser acolhível uma norma gramatical sem a explicação. Não me parece adiantar muito "impor" uso e desuso de uma expressão sem atrair quem possa utilizá-la a desvelar a razão de ser errada ou certa. Do contrário, fica-se apenas no "argumento de autoridade", porque o "Manual de Redação da Presidência da República" assim estabeleceu.
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De qualquer modo, intentei apenas contribuir para ampliar a informação e reportei-me à sua boa intenção de, em definitivo, esclarecer aos usuários de pronomes de tratamento a norma culta ou a que se deve usar em redação oficial. Não se importe tanto, pois o meu comentário era compôs uma crítica à sua cultura, aos seus conhecimentos ou à sua boa-vontade. Tenho certeza de que você sabia disto (digo-o honestamente e sem ironias).

INTENÇÃO PRINCIPAL

Carlos André Studart Pereira (Procurador Federal)

Meu caro VITAE-SPECTRUM,
O principal aqui não é saber o porquê de se usar "a terceira pessoa em relação aos pronomes de tratamento nos quais haja o VOSSA", mas sim deixar registrado como se deve escrever, falar.
Agradeço a sua contribuição. Afinal, escrevi o artigo com o objetivo também de fomentar o debate.

O ARTICULISTA NÃO EXPLICOU...

VITAE-SPECTRUM (Funcionário público)

O procurador federal até boa intenção apresentou, mas não explicou a contento o porquê de usar-se a terceira pessoa em relação aos pronomes de tratamento nos quais haja o VOSSA.
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PRIMO, alerte-se não ser originalmente tratado com a segunda pessoa do plural a Divindade, Deus ou qualquer representação divina. Em latim, deve-se usar a segunda pessoa do singular mesmo para substituir o nome (de) DEUS, uma vez que a segunda do plural serve apenas a designar uma coletividade a que se lança o discurso. Em outras palavras: trata-se de PLURAL mesmo;
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SECUNDO, a flexão de V. EXA. ocorre na terceira pessoa porque aquilo que pertence a VÓS é a EXCELÊNCIA, como a qualidade pessoal a ser realçada no interlocutor. Em VÓS (majestático), deve exaltar-se a EXCELÊNCIA e não propriamente a pessoa do destinatário. Eis a razão de flexionar-se o verbo na terceira pessoa e não segunda do plural ou de se utilizarem pronomes possessivos de terceira pessoa (seu, sua, seus, sua);
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TERCIO, quando se escreve "V. EXA. DEVE ASSIM PRONUNCIAR-SE", a EXCELÊNCIA que está em VÓS (majestático) DEVE ASSIM PRONUNCIAR-SE e não VÓS PRÓPRIO. De idêntico modo, ENQUANTO AS MINHAS MÃOS ESCREVEM, a SEU contato com o teclado deve ser mais ou menos rápido. Se as TUAS MÃOS ESCREVEM, caro leitor, a sua agilidade (delas) pode ser variável, quando pretendas focalizar as mãos e não a pessoa.

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